Os Mistérios do HARA
O “Hara”
“HARA” significa “barriga”, em japonês. É um termo que já se popularizou na área das terapias alternativas. É a região ao redor do umbigo, onde estão guardados os órgãos e as vísceras. Podemos compará-lo à caixa-preta de um avião; ou a um cofre, onde depositamos nossas emoções. Tudo fica ali registrado.
No Shiatsu, o diagnóstico principal é feito através do “hara”. Quando o shiatsuterapeuta, bem concentrado, toca nessa área, pode visualizar claramente o quadro geral do paciente. Não só as disfunções físicas se tornam visíveis, como também as emocionais. Através do toque, afloram as emoções acumuladas. Em muitos casos, através do choro ou mesmo do riso, as pessoas liberam suas mágoas, angústias e todas as emoções, recentes ou muito antigas, contidas nesse cofre.
Os orientais falam em uma energia que circula através da emoção. A energia emocional pode servir de indicador da saúde dos órgãos e como fonte de orientação de grande valor com relação ao bem-estar pessoal. As emoções, quando em excesso, aliadas a elementos externos, como os fatores climáticos, podem prejudicar o fluxo de energia. As mudanças emocionais causam alterações químicas, já comprovadas cientificamente, através de pesquisas feitas pela Universidade da Califórnia, de Los Angeles, USA, que afirmam que o corpo libera determinados hormônios quando as pessoas estão perturbadas emocionalmente.
As emoções reprimidas, ao longo dos anos, vão se alojando, causando desconforto e desequilíbrio geral do organismo.
Quando o shiatsuterapeuta toca no “hara”, está tocando no centro do universo pessoal do indivíduo. É um trabalho que deve ser feito com muita concentração e sintonia entre terapeuta e paciente.
Sete emoções em excesso, são responsáveis pelas disfunções:
* medo
* raiva
* tristeza
* angústia
* depressão
* ansiedade
* alegria
Os elementos externos, que aliados às emoções, também prejudicam o organismo, são:
* calor
* frio
* seca
* umidade
* vento
Tanto as emoções, como os fatores climáticos são indispensáveis para o ser humano, apenas quando em excesso, é que causam problemas para a saúde.
Para que o terapeuta consiga fazer seu diagnóstico, através do “hara”, é importante observar se, ao tocar, o paciente demonstrar:
* dor
* contração
* movimentação |
Para trabalhar com o diagnóstico do “hara”, o terapeuta deve estar bem preparado; deve ser dedicado, estudioso, capaz de entender e transmitir os sinais que o corpo envia para seu dono; deve ser o elo do entendimento dessa linguagem, orientando e auxiliando seu paciente a recuperar a saúde e tornar-se uma pessoa mais feliz.
O tipo ideal de barriga é a que apresenta o tecido macio, porém firme, com resistência ao ser tocado, pele brilhante e com certa umidade. As figuras abaixo mostram os tipos de barriga que apresentam problemas e devem ser tratadas.

Fig. 1 – Barriga tipo inchada, saliente, onde o indivíduo não sente dor ou desconforto. Porém, ao ser tocado pelo terapeuta, sente dor e mal-estar. O terapeuta utilizará a técnica da palma, para fazer tonificação ou sedação, dependendo do estado da barriga; se apresentar-se mole, tonificará; pois há escassez de energia; se apresentar-se dura, sedará, pois há excesso de energia. |

Fig. 2 – O formato dessa barriga assemelha-se ao casco de um navio. É própria de pessoas muito magras e fracas, sofrendo de alguma doença grave. Esse tipo de barriga requer calor localizado. Tocar com muito cuidado. |

Fig. 3 – Esse tipo de barriga apresenta a região do estômago inchada, com a energia estagnada, causando fastio e mal-estar, toda a vez que for se alimentar. |

Fig. 4 – Barriga com a região pélvica e também a do estômago inchadas. É o tipo de barriga próprio, principalmente, de mulheres após cirurgia na região pélvica ou útero; também pessoas idosas, com bexiga caída. |

Fig. 5 – Tensão e inchaço concentrados ao redor do umbigo. Provoca muitos gases e aerofagia. É próprio de pessoas com estômago caído. |
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Observação Importante : Muitas vezes, quando o terapeuta coloca suas mãos nessa região, a reação do paciente é chorar, não de dor, mas pela libertação de suas emoções acumuladas. É uma reação normal, o terapeuta deverá manter-se neutro, nunca abraçar ou consolar seu paciente. |
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