Dra. Margareth Feres dos Santos

Fisioterapeuta, especialista em Ciências da Saúde pelo setor de cirurgia plástica e reparadora, na UNIFESP - EPM. Professora do Curso Superior de Estética e Cosmetologia da Universidade Anhembi Morumbi - SP

e-mail: maguinhafs@gmail.com




A Importância da Reeducação da Mímica em Estética facial - Ginástica Facial


Bases Anatômicas e
Fisiológicas da Mímica Facial:

A Pele

Para Junqueira1, trata-se de um sistema que é formado pela pele e seus anexos. É constituída por uma porção epitelial de origem ectodérmica e uma porção conjuntiva de origem mesodérmica. A pele é o limite anatômico do organismo animal, uma couraça protetora, sem a qual a vida se tornaria impossível, constituindo uma barreira de permeabilidade seletiva, sendo também um órgão de comunicação com o meio externo.

No adulto a área total de pele é aproximadamente 2m2 , apresentando espessura variada de acordo com a região do corpo, e representa cerca de 16% do peso corporal. A estrutura histológica da pele compreende camadas de origem e constituições diferentes.

Epiderme: A mais superficial, é constituída de tecido epitelial de revestimento, originada do folheto ectodérmico do embrião, é uma camada avascularizada, cuja as células multiplicam-se diferenciando-se e renovando-se, nela encontra-se as seguintes células; melanócitos, células de Langerhans, Merhel, queratócitos e várias outras camadas como: basal germinativa, espinhosa, granulosa, lúcida, córnea e córnea em disjunção.

Derme: Esta camada é dividida em papilar e reticular, apresentando elementos glandulares importantes que são: glândulas sebáceas e glândulas sudoríparas.

É uma camada intermediária constituída de tecido conjuntivo fibroso, contém fibras colágenas, elásticas e reticulares. Na mesma, encontra-se a substância fundamental amorfa, que é rica em mucopolissacarídeos, ácidos polissacarídeos, glicoprotéicos e eletrólitos. Contém também diversas células de natureza conjuntiva como: fibroblastos, histócitos, mastócitos, anexos cutâneos e seus componentes. Este tecido sustenta vasos sangüíneos, linfáticos, nervos e glândulas sebáceas e sudoríparas.

A derme é dividida em: papilar e reticular, apresentando elementos glandulares importantes, que são as glândulas sebáceas e glândulas sudoríparas.

Hipoderme: Camada mais profunda, constituída pelo tecido adiposo conecta-se frouxamente à pele e à fáscia dos músculos subjacentes, contém feixes colágenos e fibras elásticas, tendo funções importantes de proteção como traumatismo e manter a temperatura do corpo.

Anatomia do Nervo Facial

Nervo Facial: O nervo facial, VII par craniano, consiste de duas raízes que emergem do sulco entre o bulbo e a ponte (bulbopontino) e penetram no osso temporal, juntamente com o nervo vestíbulo coclear (VIII par craniano), pelo meato acústico interno. A raiz mais calibrosa possui fibras motoras, o nervo facial propriamente dito, e a raiz menor fibras sensitivas e viscerais, também chamada de nervo intermédio (de Wrisberg). É considerado um nervo misto, porém predominantemente motor.

Trajeto do Nervo Facial:
"Logo após penetrar no osso temporal pelo
meato acústico interno, as duas raízes do nervo facial fundem-se em tronco único e percorrem o canal do facial" (Dangelo e Fattini, 1988).

"Depois de curto trajeto, o nervo facial encurva-se fortemente para trás, formando o joelho externo ou genículo do nervo facial, onde existe um gânglio sensitivo, o gânglio geniculado. A seguir, o nervo descreve nova curva para baixo, emerge do crânio pelo forame estilomastoideo, atravessa a glândula parótida e distribui uma série de ramos para os músculos mímicos, músculo estilo-hióideo e ventre posterior do músculo digástrico. Estes músculos derivam do segundo arco braquial, e as fibras e eles destinadas são pois eferentes viscerais especiais, constituindo o componente funcional mais importante do VII par. Os quatro outros componentes funcionais pertencem ao VII par pertencem ao nervo intermédio, que possui fibras aferentes viscerais especiais, aferentes viscerais gerais, aferentes somáticas gerais e eferentes gerais" (Machado, 1993) (Anexo 2).

"As fibras aferentes são prolongamentos periféricos de neurônios sensitivos situados no gânglio geniculado; os componentes eferentes originam-se em núcleos do tronco encefálico" (Machado 1993). Em relação às funções das fibras do nervo facial, podemos citar:

a) Fibras eferentes viscerais especiais : Inervam os músculos da mímica facial, músculo estilo hióideo e ven tre posterior do músculo digástrico;

b) Fibras eferentes viscerais gerais: Conduzem para as glândulas submandibular, sublingual e lacrimal;

c) Fibras aferentes viscerais especiais: Transmitem as sensações gustativas dos 2/3 (dois terços) anteriores

da língua;

d) Fibras aferentes viscerais gerais: Sensibilidade da porção posterior das fossas nasais e face superior do

palato mole;

e) Fibras aferentes somáticas gerais: Sensibilidade de parte do pavilhão auditivo do meato acústico externo.

Núcleos do Nervo Facial:

"As fibras provenientes do núcleo do nervo facial formam um feixe compacto que, abaixo do assoalho do quarto ventrículo, contorna o núcleo do nervo abducente, encurvando-se lateralmente sobre aquele núcleo. Esse encurvamento causa um relevo no assoalho do quarto ventrículo, relevo esse conhecido como colículo facial. Após o contorno, essas fibras tomam uma direção ântero-lateral para emergir no ângulo cerebelopontino" (Lucena, 1993).

"De um modo geral, as células do núcleo motor são as células motoras multipolares, localizadas na porção lateral da ponte".

Essas células estão agregadas aos núcleos dorsal e ventral.

O grupo dorsal está relacionado com a inervação motora dos músculos da parte superior da face. Já as células do grupo ventral estão relacionadas com a inervação dos músculos platisma e estapédio, e dos músculos ao redor da boca e orbicular da boca, ou seja, a porção inferior da face" (Lucena, 1993).

Ramos do Nervo Facial após sua Emergência do Crânio:

Após o forame estilomatoideo, o nervo facial abandona o crânio, emitindo seus primeiros ramos: ramo do nervo auricular posterior (inerva o músculo da orelha) e ramos para o músculo estilo-hióideo e ventre posterior do músculo digástrico. Posteriormente, o nervo facial penetra na glândula parótida, dividindo-se em dois troncos principais, temporofacial e cervicofacial. Os ramos terminais destes troncos emergem da borda anterior da parótida e se irradiam para a face, inervando os músculos da expressão facial. São eles:
a) Ramo Temporal

b) Ramo Zigomático

c) Ramo Bucal ou da Bochecha

d) Ramo Mandibular

e) Ramo Cervical

Múltiplas anastomoses se estabelecem entre estes ramos, formando um verdadeiro plexo nervoso (Anexos 1, 2 e 3).

Nervo Trigêmeo

O nervo trigêmeo é um nervo misto, sendo o componente sensitivo consideravelmente maior. Possui uma raiz sensitiva e uma raiz motora. A raiz sensitiva é formada pelos prolongamentos centrais dos neurônios sensitivos, situados no gânglio trigeminal (ou seminular, ou gânglio de Gasser), que se localiza no cavo trigeminal, sobre a parte petrosa do osso temporal. Os prolongamentos periféricos dos neurônios sensitivos do gânglio trigeminal formam distalmente ao gânglio, os três ramos ou divisões do trigêmeo: nervo oftálmico, nervo maxilar e nervo mandibular, responsáveis pela sensibilidade somática geral de grande parte da cabeça, através de fibras que se classificam como aferentes somáticas gerais. Estas fibras conduzem impulsos exteroceptivos e proprioceptivos. Os impulsos exteroceptivos (temperatura, dor, pressão e tato) originam-se:

a) Da pele da face e da fronte;
b) Da conjuntiva ocular;

c) Da parte ectodérmica da mucosa da cavidade bucal, nariz e seios paranasais;

d) Dos dentes;

e) Dos 2/3 anteriores da língua;

f) Da maior parte da dura-márter craniana.


Os impulsos proprioceptivos originam-se em receptores localizados nos músculos mastigadores e na articulação têmporo-mandibular.


A raiz motora do trigêmeo é constituída de fibras que acompanham o nervo mandibular, distribuindo-se aos músculos mastigadores (temporal, masseter, pterigóideo lateral, pterigóideo medial, milo-hiódeo e o ventre anterior do músculo digástrico). Todos estes músculos derivam do primeiro arco branquial e, as fibras que os inervam, se classificam como eferentes viscerais especiais (Anexo 1, 2 e 3 ).

Músculos da Expressão Facial ou Músculos Mímicos

"Numerosos músculos, muito delgados e intimamente relacionados com o escalpo, pele da face e pescoço pertencem a uma categoria especial de músculos, que são comumente
conhecidos como músculos dérmicos. O nome deriva do fato destes músculos, contrariamente ao que se sucede com todos os outros, não estarem fixados em partes esqueléticas pelas suas extremidades. Os músculos dérmicos fixam-se apenas por uma de suas extremidades no esqueleto, enquanto a outra, se prende na camada profunda da pele. Deste modo, eles podem mover a pele do escalpo e da face, modificando as expressões faciais. São denominados por esta razão, músculos da expressão facial, ou músculos mímicos. Esta, entretanto, não é a sua única função. Alguns destes músculos guarnecem as aberturas das órbitas, nariz e boca, agindo como esfíncteres e, promovendo, portanto, o fechamento ativo da rima palpebral, rima labial, e contribuindo, mesmo precariamente, para dilatação e constrição das narinas" (Dângelo e Fattini,1988).

"Embora em muitas expressões possam agir poucos músculos, a maioria deles resulta de ações combinadas de vários músculos e, assim, um mesmo músculo pode interferir na expressão de diversos estados emocionais. Sem dúvida, existem variações individuais no desenvolvimento e independência dos músculos mímicos e, portanto, a expressão facial pode ser mais rica em determinados indivíduos. Porém, é certo que o treinamento destes músculos é possível, pois são voluntários. Todos os músculos mímicos são inervados pelo nervo facial".

Esfíncter Palpebral: O fechamento ativo das pálpebras é feito pelo músculo orbicular do olho, que possui três partes: palpebral, na espessura das pálpebras; orbicular com feixes concêntricos que contornam as pálpebras; e lacrimal, parte mais profunda e medial do músculo. Quando se contrai a parte orbicular, geralmente com lacrimal, as pálpebras cerram-se rápida e fortemente e, a secreção lacrimal, drena por suas vias de escoamento. A parte palpebral é responsável pelo fechamento voluntário suave da rima palpebral, pela ação de piscar, um reflexo importante na proteção do bulbo ocular e para espalhar a secreção lacrimal, na superfície dos olhos, mantendo-os constantemente úmidos.

Esfíncter das Narinas: Embora de pouca amplitude, a dilatação da narinas, pode ser importante quando a respiração se torna difícil. Dois músculos são responsáveis pela abertura das narinas: o depressor do septo e a porção alar do músculo nasal, também chamado de músculo dilatador do nariz.

Esfíncter Labial: O fechamento e a abertura da rima podem ser passivos, conseqüentes aos movimentos da mandíbula, realizadas por outros músculos. O conjunto muscular bucinador-orbicular da boca formam o elemento contráctil ativo para os lábios e a bochecha. O músculo bucinador é continuado posteriormente pelo músculo constrictor superior da faringe e a junção se dá uma intersecção fibrosa, a rafe pterigomandibular. O bucinador se prende, superior e inferiormente, na maxila e na mandíbula. Medialmente, se funde com as fibras do músculo orbicular da boca, que forma um esfíncter elíptico em torno dos lábios. A contração leve dos lábios e a total cerra-os fortemente, comprimindo um com o outro. Os bucinadores comprimem as bochechas contra as maxilas e as mandíbulas para manter os alimentos entre os dentes e a língua, na mastigação. São também importantes no assoviar e soprar. O músculo é perfurado pelo ducto da glândula parótida.

Outros Músculos da Expressão Facial

Muitos músculos faciais se inserem na pele dos lábios e adjacências, contribuindo na movimentação da pele facial, além de separarem os lábios ou repuxarem parte deles, para baixo ou para cima. Outros, situam-se sobre a raiz do nariz, aproximando-se dos supercílios e formando rugas transversais ou verticais nesta região, como ocorre na raiva ou na meditação profunda. Deste modo este músculos contribuem com ações combinadas, para numerosas expressões faciais. Os músculos mímicos serão descritos a seguir juntamente com sua função:   









Músculos Extrínsecos do Olho

A abertura das pálpebras é feita pelo músculo levantador da pálpebra superior, que pertence aos músculos do olho. Os músculos motores do olho são sete, dos quais três pares estão fixados na esclera e um levanta a pálpebra superior (músculo elevador da pálpebra superior). Os músculos motores do olho compreendem os músculos retos medial e lateral, os reto superior e inferior e os músculos oblíquos superior e inferior. Os retos lateral e medial contraem-se reciprocamente, sobretudo para mover os olhos de um lado para o outro. Os retos superior e inferior contraem-se reciprocamente para mover os olhos, principalmente, para cima e para baixo. E os músculos oblíquos funcionam, sobretudo, para girar os globos oculares. (Guyton)

A Face e o Couro Cabeludo

Músculo do Escalpo: O escalpo é uma densa membrana constituída por pele, tecido conjuntivo denso e aponeurose (gálea aponeurótica), separada do periósteo da abóboda craniana por tecido conjuntivo frouxo, o que permite ao escalpo mover-se sobre o crânio. Anterior e posteriormente, o escalpo é constituído por fibras musculares e, em razão da continuidade que existe entre elas através da gálea aponeurótica, o conjunto é denominado músculo occipto-frontal .O ventre occiptal estende-se, póstero lateralmente, até sua origem óssea na linha nucal suprema do occiptal. O ventre frontal insere-se na pele da fronte, e quando se contrai eleva os supercílios e enruga a fronte. Por esta razão, o músculo frontal é também referido, como o músculo da atenção. Fazendo parte dos músculos do escalpo devem ser mencionados os pequenos músculos auriculares relacionado ao pavilhão da orelha (Anexos 4 e 5 ).

A Face e as Emoções - Sistema Límbico

Teoria das Emoções: O material psíquico, que está diretamente relacionado com os arquétipos, tende a despertar intensas emoções e sem via de regra, uma qualidade espantosa. A emoção acompanha todas as mudanças psíquicas, é a principal fonte de consciência (Jung, 1954). As tensões crônicas servem para bloquear o fluxo de energia subjacente às emoções mais intensas. A couraça impede que o indivíduo experiêncie emoções fortes, limita e distorce a expressão dos sentimentos. As emoções são, deste modo, bloqueadas, não são nunca eliminadas, pois jamais podem ser completamente expressas (Reich, 1940). Alegria, tristeza, medo, prazer e raiva, são exemplos do fenômeno da emoção. Para seu estudo costuma-se distinguir um comportamento central, subjetivo e um componente periférico, o comportamento emocional. O comportamento periférico é como a emoção se expressa e envolve padrões da atividade motora, somática e visceral, que são características de cada tipo de emoção e de cada espécie.

Douglas 1994, descreve que, a capacidade de ter a sensação e a sensibilidade geral, mas não inclui o que esta sensação significa para esse determinado indivíduo. Isto é, a sensação pode produzir uma resposta do indivíduo de acordo com o que ele "sente" em relação a essa sensação, de acordo com o significado dessa sensação, ela elabora uma resposta afetiva a emoção. A sensação pode levar diretamente a emoção, ou de também de forma indireta, através das recordações pela memória.

Sistema Límbico: Machado 1993, descreve que, dentro do conceito enunciado, não há completo acordo entre os autores, quanto as estruturas que deveriam fazer parte do sistema límbico. Este pode ser conceituado como um sistema relacionado, fundamentalmente, com a regulação dos processos emocionais e do sistema nervoso autônomo constituído pelo lobo límbico e pelas estruturas sub-corticais à ele relacionadas, e os processos motivacionais essenciais à sobrevivência da espécie, como fome, sede e sexo. Os diversos componentes do sistema límbico mantêm entre si, numerosas e complexas intercomunicações e amplas conexões com setores diversos do sistema nervoso central, porém
de forma especial com hipotálamo, tálamo, formação reticular e córtex de associação. Sabe-se que a expressão facial é controlada pelo hipotálamo, mas, determinada pela ação do globo pálido, que excita os núcleos motores dos músculos faciais e mastigadores, possivelmente através da substância negra, o que determina os estados de consciência, alterando assim, o nível de excitação e contração muscular. Isso significa que as pessoas tensas ou com problemas, tendem a manter os músculos contraídos, ou sempre com a mesma expressão, produzindo um desequilíbrio de tônus entre os músculos da mímica, causando na face uma expressão indesejada.


Desenvolvimento da Mímica Facial no Homem

A imitação como meio de desenvolvimento da mímica facial na criança: Otta 1992 relata que, "a face humana é um objeto privilegiado de percepção visual desde muito cedo no desenvolvimento. Vários estudos mostram que bebês são capazes de diferenciar expressões faciais de emoções, usando-as para modificar seu comportamento". Martinet 1981, afirma que a criança pequena responde aos jogos de fisionomia, em especial aos sorrisos da mãe, e às suas entonações afetuosas, por um mimetismo precoce que descreve como sendo um instinto fundamental, um reflexo incondicional. Segundo Piaget 1975, a gênese da imitação na criança é dividida em fases, as quais dependem do desenvolvimento sensório-motor. Inicialmente, o exercício reflexo contido no bebê dará lugar a uma assimilação reprodutora por incorporação de elementos exteriores ao próprio esquema reflexo e, a partir daí, as primeiras imitações serão possíveis. A inteligência sensório-motora parece ser o desenvolvimento de uma assimiladora, tendente a incorporar os objetos exteriores aos seus próprios esquemas. Otta et al. 1992, investigaram através de estudos a reação da face de bebês frente a diferentes estímulos faciais (rosto sorridente, máscaras com expressões alegres e tristes, partes do rosto entre outros), ao longo do desenvolvimento inicial do primeiro ano de vida. No presente estudo, obtiveram o sorriso dos bebês como resposta a maior parte dos estímulos, principalmente aos estímulos dados com o rosto inteiro. Através deste resultado, concluíram que os olhos são elementos essenciais na eliciação do sorriso em bebês pequenos. Com o desenvolvimento sensório-motor, outras características do rosto, como a boca e as sobrancelhas, tornam-se necessárias e o bebê começa a prestar atenção em outras características e detalhes dos estímulos. Assim, começa a desenvolver a construção da mímica facial, através da percepção dos movimentos faciais. Piaget 1975, descreve que os movimentos como os do lábio, os movimentos de pôr a língua para fora, colocar o dedo na boca, estufar o lábio inferior com a língua, franzir o nariz entre outros, deram lugar, nas crianças, as imitações sistemáticas, muito antes de certas ações de significação mais extrínseca serem executadas pelos órgãos, como por exemplo, levar a colher à boca e cheirar flores. Essa inteligência sensório-motora que coordena, durante os dois primeiros anos, as percepções e os movimentos, até culminar na construção do objeto permanente, do espaço prático e das constâncias perceptivas da forma e das dimensões, conserva igualmente um papel fundamental durante o resto do desenvolvimento mental, e até no próprio adulto; superada quanto a direção geral das condutas, pela inteligência conceptual, que desenvolve os esquemas iniciais até transformá-los em operações racionais, a inteligência sensório-motora perdura, contudo, durante toda existência. Martinet 1981 afirma "o grupo social regula a expressão das emoções e transforma meios naturais em mímica mais ou menos convencional". É assim que o riso e os suspiros são nos nossos meios, de tal maneira sinônimos de alegria e da tristeza que, facilmente podem parecer nunca terem existido senão para os exprimir, mas que, pelo contrário, outros espasmos, que se combinam freqüentemente com efeitos da emoção nunca foram adotados para servir de expressão às emoções. Mas, além disso, por um mimetismo a princípio inconsciente, mas que pode tornar-se cada vez mais intencional e controlado no decurso do seu desenvolvimento, a criança adota as atitudes e os jogos de fisionomia das pessoas do seu ambiente e, através delas, um estilo característico do meio social em que é educada. O próprio parentesco das palavras mímica e mimetismo convida-nos a pensar que na mímica entra uma boa parte de imitação; orgânicas e espontâneas na origem, as manifestações da emoção muito rapidamente passam a depender da aprendizagem e da cultura, pelo canal da imitação.

De acordo com o que indicam pesquisas contemporâneas. Na área da biologia crânio-facial, o crescimento e o desenvolvimento da face humana dependem de 40% na carga genética do indivíduo, enquanto os restantes 60%, são de responsabilidade das funções inerentes ao meio ambiente do crânio e da face.

A face como região mais dinâmica do organismo tem seu crescimento e desenvolvimento relacionadas a ação das funções como: sucção, respiração, deglutição, mastigação, fonoarticulação e de toda a musculatura facial e, conseqüentemente, a dinâmica neuromuscular. As funções se desenvolvem de forma anormal, principalmente, durante o crescimento e o desenvolvimento de uma criança, podem desencadear-se severas perturbações na face.

A Face como forma de Comunicação

A face é o espelho de todos os sentimentos e emoções. É através da face, antes mesmo da fala, que nos expressamos; quem não tem uma boa performance facial, já está em prejuízo nas relações humanas, num país onde a cultura imprime a beleza externa como valorização do homem.

O homem é capaz de controlar o rosto e usá-lo para transmitir mensagens. É o resumo expressivo da nossa própria personalidade, o rosto é o ponto central, síntese do corpo. Então, uma mudança nos aspectos corporais, podem causar alterações em nosso ser mental e emocional. Os antigos já consideravam o rosto como a janela da alma. O fenômeno da comunicação humana, objeto do pensamento filosófico desde sua origem, busca estruturar as relações entre as pessoas. A comunicação aproxima as pessoas, levando-as a descobrirem a paz provisória, buscando suprir sentimentos menos gratificantes como solidão e abandono. O rosto é o acesso ao outro. Através do rosto comunicamo-nos com o semelhante, pois ele possui uma maravilhosa capacidade de traços e gestos. No rosto podemos expressar ou esconder os mistérios mais profundos de nossa vida interior. A conquista amorosa entre homem e mulher realiza-se através do encontro de rosto a rosto. Nele encontramos o olhar do outro, seu apelo, sua bondade, sua paixão ou sua ira.

Basta um sorriso no rosto para provocar um sorriso no outro. Ora, um sorriso custa muito pouco e pode conseguir muito. O sorriso no rosto de alguém manifesta equilíbrio; semeia alegria, inspira confiança nos outros. O rosto não é só o resumo expressivo da personalidade humana, é também a representação da saúde emocional.

Conforme Davis 1979, Ekman relata que, graças a seus estudos comparados entre várias culturas, existem gestos universais. No mundo inteiro, as pessoas riem quando estão felizes ou quando querem se mostrar contentes e que enrugam a testa quando estão bravas. Certas expressões similares do ponto de vista anatômico podem ocorrer em todas as pessoas, mas o significado varia de cultura para cultura. Em toda cultura, há aquilo que se chama "regras demonstrativas", que definem quais as expressões adequadas a qualquer situação; além de regras próprias, dispõe também de estilos faciais próprios. O homem também usa o sorriso defensivo, mas em tom de pacificação, por exemplo, um "sorriso amarelo" para justificar um atraso, neste caso o sorriso funciona como amortecedor importante contra uma eventual agressão, pois
o sorriso se constitui num elo frágil, mas vital que une os homens. Para Davis, o riso do prazer verdadeiro é mais difícil de explicar, pois o homem faz automaticamente quando espantado. Essa expressão de surpresa pode ter evoluído até se transformar no amplo sorriso de prazer. O homem, entretanto, é capaz de fingir e mostrar uma face hipócrita para alcançar objetivos perversos, para enganar o semelhante. O diálogo é encontro de dois rostos, os quais não se comunicam apenas através de linguagem verbal, mas também, pela vivência de um mundo facial expressivo e criador de comunicação. "Torcer o rosto" significa mostrar reprovação ou má vontade e "virar o rosto a alguém" é evitá-lo, não ter coragem de enfrentá-lo ou desprezá-lo. Algumas pessoas quando informadas de que os movimentos corporais comunicam, se sentem vulneráveis, desprotegidas, a descoberta, mesmo quando em silêncio. Afinal de contas, qualquer um pode se recusar a falar, mas dificilmente seria capaz de deixar um músculo passivo. Muita gente não achará graça na perspectiva, um pouco ridícula, de viver num mundo em que algumas pessoas aprendem a ler o rosto, enquanto outras aprendem a mentir com o rosto. As pessoas em geral estão mais conscientes do seu comportamento facial do que da atividade corporal.

Segundo Otta 1994, as pessoas possuem maior consciência de algumas partes do corpo do que de outras, sendo que o rosto está no topo da lista de auto-consciência, conseqüentemente, nos comunicamos melhor com o rosto. Embora seja mais difícil ler a simulação no rosto do que no corpo, é possível identificar micro-expressões sutis que traem os sentimentos reais. Os sinais das emoções realmente sentidas, que a pessoa pretende realizar com o sorriso, pode ainda persistir e fornecer pistas de que o sorriso é falso. "Devido ao fato de se exteriorizar por atitudes e mímicas significativas, o comportamento emocional constitui o primeiro modo de comunicação do ser humano com as pessoas que o rodeiam e por aí se concebe como o seu condicionamento originalmente orgânico se vem inserir num condicionamento social que o modifica e o diversifica" (Martinet, 1981).

"O homem como sabemos, é produto do meio e sua saúde e o seu equilíbrio, depende, em última análise, da sua boa interação com o ambiente em que vive. O corpo humano, seu metabolismo, seu sistema nervoso e seu equilíbrio estão sujeitos a contingências que, independendo da sua vontade, podem afetá-lo seriamente. Além disso, o homem não reage apenas em função da fome, da sede, do sono ou do desejo. Suas necessidades não são apenas viscerais. Ele tem sentimentos, emoções, que, às vezes, se revelam mais poderosos do que o próprio instinto vital" (Beuttenmuller, 1995).

A Dor do Envelhecimento

Cada etapa da vida tem seus prazeres e suas belezas. Idade significa perdas e ganhos. E quem tiver garra, terá também condições de pontilhar sua existência de sonhos e realizações.

Se alguma ruga nos surpreender ou se o fôlego nos faltar, nada de entrar em pânico. É preciso manter a serenidade, ter consciência de que a vida é uma constante transformação e é preciso ter coragem, isto é, capacidade de seguir em frente, apesar de tudo. Em outras palavras, trata-se de um exercício contínuo de adaptação à vida.

A vida é uma dádiva preciosa que deve ser preservada, custe o que custar, para valer a pena ser vivida. Esta afirmação é verdadeira para qualquer fase da existência. Mas, a velhice será saudável se forem tomados os devidos cuidados, à medida que se vai percebendo o descenso das forças orgânicas sensoriais e motoras.

Preservar-se é uma conseqüência da responsabilidade que cada pessoa deve ter para consigo mesma, seu corpo e sua idade. O investimento em si mesmo é necessário para a estruturação da auto-estima. Portanto, desde de que não seja patológico, nada
mais natural que uma dose razoável de narcisismo para construir a própria identidade.

As barreiras dos preconceitos, sobretudo aquelas que se referem ao físico, que enaltecem o corpo jovem como o ideal social, não devem fazer ninguém desistir de ir à luta.

O envelhecimento sugeria sabedoria na antigüidade, esta atitude persiste em muitos países não industrializados, nos dias de hoje. Com o desenvolvimento da moderna sociedade industrial e a competição para o emprego, bem como, a ênfase contemporânea para a juventude, beleza e sucesso, as pessoas têm procurado remover ou diminuir sinais de envelhecimento para dar um contraste tão bem vindo, tão bem aceito da suave fisionomia da juventude.

Estudar envelhecimento é tarefa complexa, já que a abordagem deve ser multidisciplinar. Sendo uma das características mais evidentes do corpo humano, torna-se um marcador real da idade cronológica. Essas mudanças estão presentes na espessura da pele, nos anexos e até na matriz extracelular.

O fenômeno biológico do envelhecimento representa a última das três fases do ciclo vital do organismo, sendo as duas primeiras a infância e a maturidade. Envelhecer é um processo natural que ocorre desde que nascemos, porém fica mais evidente após a terceira idade. A qualidade do envelhecimento está relacionada diretamente com a qualidade de vida, a qual o organismo foi submetido.

Há duas décadas atrás, acreditava-se que o processo de envelhecimento só seria motivo de controle ou tratamento, após os sessenta anos, período de caracterização do envelhecimento, mas esse conceito encontra-se superado atualmente. Hoje, sugere-se o acompanhamento das diferentes fases do envelhecimento, através de medidas profiláticas ou curativas, com a finalidade de conservar a qualidade de vida do organismo.

A manifestação fisiológica do envelhecimento é a deterioração gradual da função e capacidade de resposta aos estresses ambientais. Esta manifestação está relacionada tanto a uma redução no número total de células do organismo, quanto ao funcionamento desordenado das muitas células que permanecem.

Modificações Morfológicas e Funcionais do Envelhecimento:

No envelhecimento fisiológico, todos os processos involutivos são harmônicos: a diminuição da função cardiocirculatória corre paralela com a depressão da atividade respiratória, as duas com a queda do metabolismo, e assim por diante. O fenômeno metabólico mais evidente do envelhecimento parece ser, no entanto, o retardamento da síntese de proteínas, em virtude do qual se estabelece um desequilíbrio entre a formação e a degradação, inicia-se uma progressiva e contínua perda de massa muscular esquelética, e a maior parte da perda é substituída por gordura. A quantidade de massa muscular perdida com o envelhecimento também depende da atividade física, sendo menor naquelas pessoas que mantém um regime regular de condicionamento físico (Guirro, 1996).

Com o envelhecimento, a pele tende a se tornar delgada, em alguns locais enrugada, seca e ocasionalmente escamosa. Embora a espessura real da camada córnea não seja grandemente alterada, ela se torna mais permeável, permitindo a passagem mais rápida de substâncias através dela. Mais, com o envelhecimento as fibras colágenas da derme tornam-se mais grossas e as fibras elásticas perdem parte de sua elasticidade e há um decréscimo gradual da gordura depositada no tecido subcutâneo.

A pele que ficou exposta às intempéries por muito tempo, mostra alterações que são mais graves, do que aquelas devidas somente ao envelhecimento. Tal pele mostra mais marcadamente as rugas e pode desenvolver nódulos e tipos anormais de colágenos.

A pele e os tecidos subjacentes se tornam progressivamente atrofiados e a gravidade causa a queda da pele fixada em pontos mais firmes.

Para Carlucci 1994, na região do masseter, a atrofia da gordura acentua a prega naso-labial. A mudança superficial começa a aparecer aos 30 anos de idade aproximadamente, surgindo redundância de pele da pálpebra superior, início dos pés-de-galinha e proeminência da prega naso-labial. Aos 40 anos de idade a prega naso-labial e a prega palpebral são mais acentuadas e as rugas frontais da glabela começam a aparecer. O inexorável processo de envelhecimento pode ser acentuado pelas contrações musculares, estresse emocional, intercorrências decorrentes de doenças e trauma local, agindo diretamente na pele, como também, a variação acentuada de peso.

Causas do Envelhecimento: "A degeneração ocorre de preferência sobre regiões do tegumento que se acham expostas às intempéries, como por exemplo a face, pescoço, dorso das mãos e antebraços. A pele se pregueia, enruga, fica flácida e hiperpigmentada, provocando o agravamento ou exagero dos sulcos e pregas naturais das regiões comprometidas"(Faria, 1994).

Outro fator responsável pelo envelhecimento precoce está no excesso da mímica. De fato, certos indivíduos fazem uso exagerado e indevido de alguns grupos musculares isolados da face. Como conseqüências desta solicitação constante, as fibras elásticas cedo se desgastam, enrugando ou pregueando a pele. É o caso dos "pés-de-galinha".

O estudo das causas do envelhecimento é um campo no qual existem muitas teorias, tantas quanto os investigadores. Foram levantadas várias teorias a respeito do processo que envolve o envelhecimento, e é provável que algumas delas encerrem parte da verdade, não obstante, as causas e a natureza íntima do fenômeno permaneçam obscuras.

Em análise, não é sumamente difícil postular uma hipótese teórica para explicar o fenômeno do envelhecimento, porém fica sumamente difícil conseguir sua comprovação.

Embora o envelhecimento seja muito estudado, ainda não se sabe qual a exata natureza das alterações anatômicas, histológicas e funcionais que ocorrem, assim como não se conhece exatamente o mecanismo biológico que determina tais alterações.

São muitas as teorias publicadas, que de uma forma ou outra tentam explicar as causas do envelhecimento. Porém, uma leitura dedicada, permitirá apreciar que uma teoria se relaciona com a outra. Isso, porém, não define que o caminho das explicações esteja livre, e menos ainda nos permite assegurar que essas explicações sejam definitivas.

Apesar de extensas pesquisas, nenhuma única e definitiva teoria sobre o envelhecimento ganhou aceitação. A despeito de evidências de observações puras ou experimentais para apoiar cada hipótese, permanece uma questão significativa: a alteração observada é uma causa direta do envelhecimento ou meramente o resultado de alterações que ocorrem em nível mais fundamental.

Abordagem Fisioterapêutica através da Cinesioterapia

"Os movimentos faciais normais são bilaterais simétricos: ambos os lados da face movem-se em movimentos idênticos. A pessoa normal é capaz de inúmeras combinações dos movimentos faciais, que incluem movimentos unilaterais e bilaterais assimétricos. A incapacidade de executar voluntariamente movimentos bilaterais simétricos é indício de fraqueza" (Voss, et al., 1987).

Os movimentos faciais podem ser agrupados como movimentos antagonistas, envolvendo três eixos de ação: a boca, o nariz e os olhos. As amplitudes extremas de movimento de cada eixo põem em fogo os movimentos relacionados dos outros eixos" (Voss, et al., 1987).

Leitão 1972, relata que "nenhum outro recurso físico, além da cinesioterapia, reveste-se de tanta importância nos tratamentos de recuperação motora, porque é somente a partir dela, que se pode conseguir desenvolvimento da atividade e força muscular".

O único meio de manter um músculo sadio e com tônus é usá-lo na total capacidade com consciência dos movimentos faciais.

Os exercícios são simples. Na verdade, trata-se dos movimentos que usamos nas expressões rotineiras, baseiam-se na utilização de diversas mímicas conforme diferentes músculos, mas de forma a movimentar intencionalmente, determinados músculos da face.

Indicações: Prevenção o envelhecimento precoce da pele e músculo; Recuperar através da tonificação e oxigenação a pele e o músculo, após dietas e cirurgias plásticas.

Contra-indicações Restritas: Pessoas portadoras de alterações na ATM (articulação temporo mandibular), paralisias faciais e usuários de lentes de contato rígida.

Todos os exercícios deverão ser realizados diariamente,com a pele higienizada e hidratada, na frente do espelho, sentada com postura ereta.

Os exercícios devem ser iniciados e finalizados lentamente. O importante é a qualidade e não a quantidade de exercício.

Sobrancelhas e Fronte Pálpebras



> Elevar as sobrancelhas o mais alto que puder, ou seja, olhar com surpresa manter por cinco segundos e voltar ao normal suavemente (Fig.1).

> Franzir a sobrancelha tentando aproximá-las, manter por cindo segundos e, em seguida, erguê-las e manter por cinco segundos e voltar ao normal (Fig. 2).

> Feche os olhos e aperte-os por cinco segundos, em seguida, abra-os bem devagar (Fig. 3).

> Feche as pálpebras com força, mantenha-as fechadas, elevando as pálpebras superiores, mantenha por cinco segundos e volte ao normal (Fig. 4).

> Piscar alternadamente ora com o olho esquerdo, ora com olho direito, lentamente - dez vezes cada olho (Fig.5 e 6).

Zigomático, Orbicular Boca e Risório Nariz
Dilatar as narinas, manter por cinco segundos e relaxar lentamente, em seguida, enrugar as narinas, manter por cinco segundos e relaxar lentamente (Fig. 7).

> Inspire profundamente e, ao expirar, diga "O" lentamente, de forma que seus lábios formem um círculo, em seguida feche os lábios e sorria, afastando os cantos da boca , diga "X" (Fig. 8 e 9).

> Inspire profundamente e, ao expirar, diga "O" lentamente, de forma que seus lábios formem um círculo, em seguida feche os lábios e sorria, afastando os cantos da boca, diga "A" (Fig. 10 e 11).

As ações combinadas dos músculos, permitem várias expressões da mímica facial, que podem ser exercitadas.

Conforme a harmonização da função motora, os exercícios vão progredindo. Após o primeiro mês, podemos iniciar os exercícios com resistência.
> Com os lábios unidos, dê o sorriso o mais forçado que puder e mantenha por cinco segundos (Fig. 12).

> Cobrir os dentes com os lábios e em seguida abrir e fechar a boca, lentamente, vinte vezes (Fig.13).

> Deslizar o lábio superior sobre o inferior (Fig. 14).

> Elevar e manter as sobrancelhas fazer o "O "com os lábios por cinco segundos, lentamente relaxar (Fig.15).

Conclusão

A face se compõe de pele e, sob ela, ossos, vasos sangüíneos, tecidos, gordura, nervos periféricos e músculos. Se há uma lei da qual não se consegue fugir é a da gravidade. Os estados emocionais inerentes do cotidiano levam as pessoas inconscientemente a manter os músculos contraídos sempre com a mesma mímica, causando na face uma expressão indesejável, devido à alteração muscular.

Um músculo com tônus é aquele que tem elasticidade, permitindo-o voltar ao seu tamanho e forma original. Este tônus muscular tem relação direta com a qualidade elástica da pele.

A cinesioterapia beneficia a circulação sangüínea, conseqüentemente, oxigena as fibras musculares, eliminando toxinas, e aumentando a massa muscular. A musculatura da face
responde aos exercícios da mesma forma que qualquer outra parte do corpo.

A reeducação, utiliza-se dos mesmos movimentos que usamos nas expressões rotineiras, solicitando as fibras dos músculos da mímica facial, porém com consciência e intenção do movimento.

Uma face firme é símbolo de juventude, embora não seja privilégio exclusivo de jovens.

Através deste trabalho, esperamos despertar o interesse dos profissionais que desconhecem o assunto, convidando-os a reflexão de antigos conceitos sobre a musculatura da mímica facial, para que possam incorporar em sua reeducação da musculatura corporal, também a mímica facial.

Nota da Editora: Monografia apresentada para a Conclusão do Curso de Graduação em Fisioterapia pela Universidade do Grande ABC - SP


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Nota da Editora: Para melhor ilustrar e abrilhantar ainda mais este artigo maravilhoso, a redação da revista utilizou na página 57, imagens do livro Anatomia Palpatória - 2ª Edição, Autor Derek Field, Editora Manole, pgs. 139 a 143, 2004.