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A Importância da Reeducação da Mímica em Estética facial -
Ginástica Facial
Bases Anatômicas e Fisiológicas da Mímica Facial:
A Pele
Para Junqueira1, trata-se de um sistema que é formado pela
pele e seus anexos. É constituída por uma porção epitelial de
origem ectodérmica e uma porção conjuntiva de origem mesodérmica.
A pele é o limite anatômico do organismo animal, uma
couraça protetora, sem a qual a vida se tornaria impossível,
constituindo uma barreira de permeabilidade seletiva, sendo também um
órgão de comunicação com o meio externo.
No adulto a área total de pele é aproximadamente
2m2 , apresentando espessura variada de acordo com a região do
corpo, e representa cerca de 16% do peso corporal. A estrutura
histológica da pele compreende camadas de origem e constituições diferentes.
Epiderme: A mais superficial, é constituída de tecido epitelial
de revestimento, originada do folheto ectodérmico do embrião, é
uma camada avascularizada, cuja as células
multiplicam-se diferenciando-se e renovando-se, nela encontra-se as
seguintes células; melanócitos, células de Langerhans, Merhel,
queratócitos e várias outras camadas como: basal germinativa,
espinhosa, granulosa, lúcida, córnea e córnea em disjunção.
Derme: Esta camada é dividida em papilar e reticular,
apresentando elementos glandulares importantes que
são: glândulas sebáceas e glândulas sudoríparas.
É uma camada intermediária constituída de tecido
conjuntivo fibroso, contém fibras colágenas, elásticas e reticulares.
Na mesma, encontra-se a substância fundamental amorfa, que é
rica em mucopolissacarídeos, ácidos polissacarídeos,
glicoprotéicos e eletrólitos. Contém também diversas células de
natureza conjuntiva como: fibroblastos, histócitos, mastócitos,
anexos cutâneos e seus componentes. Este tecido sustenta
vasos sangüíneos, linfáticos, nervos e glândulas sebáceas e sudoríparas.
A derme é dividida em: papilar e reticular, apresentando
elementos glandulares importantes, que são as glândulas sebáceas
e glândulas sudoríparas.
Hipoderme: Camada mais profunda, constituída pelo
tecido adiposo conecta-se frouxamente à pele e à fáscia dos
músculos subjacentes, contém feixes colágenos e fibras elásticas,
tendo funções importantes de proteção como traumatismo e manter
a temperatura do corpo.
Anatomia do Nervo Facial
Nervo Facial: O nervo facial, VII par craniano, consiste de
duas raízes que emergem do sulco entre o bulbo e a
ponte (bulbopontino) e penetram no osso temporal, juntamente com
o nervo vestíbulo coclear (VIII par craniano), pelo meato
acústico interno. A raiz mais calibrosa possui fibras motoras, o nervo
facial propriamente dito, e a raiz menor fibras sensitivas e
viscerais, também chamada de nervo intermédio (de Wrisberg).
É considerado um nervo misto, porém predominantemente motor.
Trajeto do Nervo
Facial: "Logo após penetrar no osso temporal
pelo
meato acústico interno, as duas raízes do nervo facial
fundem-se em tronco único e percorrem o canal do facial"
(Dangelo e Fattini, 1988).
"Depois de curto trajeto, o nervo facial encurva-se fortemente
para trás, formando o joelho externo ou genículo do nervo facial,
onde existe um gânglio sensitivo, o gânglio geniculado. A seguir, o
nervo descreve nova curva para baixo, emerge do crânio pelo
forame estilomastoideo, atravessa a glândula parótida e distribui
uma série de ramos para os músculos mímicos, músculo
estilo-hióideo e ventre posterior do músculo digástrico. Estes músculos
derivam do segundo arco braquial, e as fibras e eles destinadas são
pois eferentes viscerais especiais, constituindo o
componente funcional mais importante do VII par. Os quatro
outros componentes funcionais pertencem ao VII par pertencem ao
nervo intermédio, que possui fibras aferentes viscerais
especiais, aferentes viscerais gerais, aferentes somáticas gerais e
eferentes gerais" (Machado, 1993) (Anexo 2).
"As fibras aferentes são prolongamentos periféricos de
neurônios sensitivos situados no gânglio geniculado; os componentes
eferentes originam-se em núcleos do tronco encefálico"
(Machado 1993). Em relação às funções das fibras do nervo facial, podemos citar:
a) Fibras eferentes viscerais especiais : Inervam os
músculos da mímica facial, músculo estilo hióideo e
ven tre posterior do músculo digástrico;
b) Fibras eferentes viscerais gerais: Conduzem para as
glândulas submandibular, sublingual e lacrimal;
c) Fibras aferentes viscerais especiais: Transmitem as
sensações gustativas dos 2/3 (dois terços) anteriores
da língua;
d) Fibras aferentes viscerais gerais: Sensibilidade da porção
posterior das fossas nasais e face superior do
palato mole;
e) Fibras aferentes somáticas gerais: Sensibilidade de parte
do pavilhão auditivo do meato acústico externo.
Núcleos do Nervo Facial:
"As fibras provenientes do núcleo do nervo facial formam um
feixe compacto que, abaixo do assoalho do quarto ventrículo, contorna
o núcleo do nervo abducente, encurvando-se lateralmente
sobre aquele núcleo. Esse encurvamento causa um relevo no
assoalho do quarto ventrículo, relevo esse conhecido como colículo
facial. Após o contorno, essas fibras tomam uma direção
ântero-lateral para emergir no ângulo cerebelopontino"
(Lucena, 1993).
"De um modo geral, as células do núcleo motor são as
células motoras multipolares, localizadas na porção lateral da
ponte".
Essas células estão agregadas aos núcleos dorsal e ventral.
O grupo dorsal está relacionado com a inervação motora
dos músculos da parte superior da face. Já as células do grupo
ventral estão relacionadas com a inervação dos músculos platisma
e estapédio, e dos músculos ao redor da boca e orbicular da
boca, ou seja, a porção inferior da face"
(Lucena, 1993).
Ramos do Nervo Facial após sua Emergência do Crânio:
Após o forame estilomatoideo, o nervo facial abandona o
crânio, emitindo seus primeiros ramos: ramo do nervo auricular
posterior (inerva o músculo da orelha) e ramos para o músculo
estilo-hióideo e ventre posterior do músculo digástrico. Posteriormente, o
nervo facial penetra na glândula parótida, dividindo-se em dois
troncos principais, temporofacial e cervicofacial. Os ramos terminais
destes troncos emergem da borda anterior da parótida e se irradiam
para a face, inervando os músculos da expressão facial. São eles:
a) Ramo Temporal
b) Ramo Zigomático
c) Ramo Bucal ou da Bochecha
d) Ramo Mandibular
e) Ramo Cervical
Múltiplas anastomoses se estabelecem entre estes
ramos, formando um verdadeiro plexo nervoso (Anexos 1, 2 e 3).
Nervo Trigêmeo
O nervo trigêmeo é um nervo misto, sendo o componente
sensitivo consideravelmente maior. Possui uma raiz sensitiva e uma
raiz motora. A raiz sensitiva é formada pelos prolongamentos
centrais dos neurônios sensitivos, situados no gânglio trigeminal
(ou seminular, ou gânglio de Gasser), que se localiza no cavo
trigeminal, sobre a parte petrosa do osso temporal. Os
prolongamentos periféricos dos neurônios sensitivos do gânglio trigeminal
formam distalmente ao gânglio, os três ramos ou divisões do
trigêmeo: nervo oftálmico, nervo maxilar e nervo mandibular,
responsáveis pela sensibilidade somática geral de grande parte da cabeça,
através de fibras que se classificam como aferentes
somáticas gerais. Estas fibras conduzem impulsos exteroceptivos
e proprioceptivos. Os impulsos exteroceptivos (temperatura,
dor, pressão e tato) originam-se:
a) Da pele da face e da fronte;
b) Da conjuntiva ocular;
c) Da parte ectodérmica da mucosa da cavidade bucal, nariz
e seios paranasais;
d) Dos dentes;
e) Dos 2/3 anteriores da língua;
f) Da maior parte da dura-márter craniana.
Os impulsos proprioceptivos originam-se em
receptores localizados nos músculos mastigadores e na
articulação têmporo-mandibular.
A raiz motora do trigêmeo é constituída de fibras
que acompanham o nervo mandibular, distribuindo-se aos
músculos mastigadores (temporal, masseter, pterigóideo
lateral, pterigóideo medial, milo-hiódeo e o ventre anterior do
músculo digástrico). Todos estes músculos derivam do primeiro
arco branquial e, as fibras que os inervam, se classificam
como eferentes viscerais especiais (Anexo 1, 2 e 3 ).
Músculos da Expressão Facial ou Músculos Mímicos
"Numerosos músculos, muito delgados e
intimamente relacionados com o escalpo, pele da face e pescoço pertencem
a uma categoria especial de músculos, que são
comumente
conhecidos como músculos dérmicos. O nome deriva do
fato destes músculos, contrariamente ao que se sucede com todos
os outros, não estarem fixados em partes esqueléticas pelas
suas extremidades. Os músculos dérmicos fixam-se apenas por
uma de suas extremidades no esqueleto, enquanto a outra, se
prende na camada profunda da pele. Deste modo, eles podem mover
a pele do escalpo e da face, modificando as expressões faciais.
São denominados por esta razão, músculos da expressão facial,
ou músculos mímicos. Esta, entretanto, não é a sua única
função. Alguns destes músculos guarnecem as aberturas das órbitas,
nariz e boca, agindo como esfíncteres e, promovendo, portanto,
o fechamento ativo da rima palpebral, rima labial, e
contribuindo, mesmo precariamente, para dilatação e constrição das
narinas" (Dângelo e Fattini,1988).
"Embora em muitas expressões possam agir poucos músculos,
a maioria deles resulta de ações combinadas de vários músculos
e, assim, um mesmo músculo pode interferir na expressão
de diversos estados emocionais. Sem dúvida, existem
variações individuais no desenvolvimento e independência dos
músculos mímicos e, portanto, a expressão facial pode ser mais rica
em determinados indivíduos. Porém, é certo que o treinamento
destes músculos é possível, pois são voluntários. Todos os
músculos mímicos são inervados pelo nervo facial".
Esfíncter Palpebral: O fechamento ativo das pálpebras é
feito pelo músculo orbicular do olho, que possui três partes:
palpebral, na espessura das pálpebras; orbicular com feixes
concêntricos que contornam as pálpebras; e lacrimal, parte mais profunda
e medial do músculo. Quando se contrai a parte orbicular,
geralmente com lacrimal, as pálpebras cerram-se rápida e fortemente e,
a secreção lacrimal, drena por suas vias de escoamento. A
parte palpebral é responsável pelo fechamento voluntário suave da
rima palpebral, pela ação de piscar, um reflexo importante na
proteção do bulbo ocular e para espalhar a secreção lacrimal, na
superfície dos olhos, mantendo-os constantemente úmidos.
Esfíncter das Narinas: Embora de pouca amplitude, a dilatação
da narinas, pode ser importante quando a respiração se torna
difícil. Dois músculos são responsáveis pela abertura das narinas: o
depressor do septo e a porção alar do músculo nasal,
também chamado de músculo dilatador do nariz.
Esfíncter Labial: O fechamento e a abertura da rima podem ser passivos, conseqüentes aos movimentos da mandíbula,
realizadas por outros músculos. O conjunto muscular bucinador-orbicular
da boca formam o elemento contráctil ativo para os lábios e
a bochecha. O músculo bucinador é continuado posteriormente
pelo músculo constrictor superior da faringe e a junção se dá
uma intersecção fibrosa, a rafe pterigomandibular. O bucinador
se prende, superior e inferiormente, na maxila e na
mandíbula. Medialmente, se funde com as fibras do músculo orbicular
da boca, que forma um esfíncter elíptico em torno dos lábios.
A contração leve dos lábios e a total cerra-os
fortemente, comprimindo um com o outro. Os bucinadores comprimem
as bochechas contra as maxilas e as mandíbulas para manter
os alimentos entre os dentes e a língua, na mastigação. São
também importantes no assoviar e soprar. O músculo é perfurado
pelo ducto da glândula parótida.
Outros Músculos da Expressão Facial
Muitos músculos faciais se inserem na pele dos lábios
e adjacências, contribuindo na movimentação da pele facial,
além de separarem os lábios ou repuxarem parte deles, para baixo
ou para cima. Outros, situam-se sobre a raiz do nariz,
aproximando-se dos supercílios e formando rugas transversais ou verticais
nesta região, como ocorre na raiva ou na meditação profunda.
Deste modo este músculos contribuem com ações combinadas,
para numerosas expressões faciais. Os músculos mímicos
serão descritos a seguir juntamente com sua função:
 
 

Músculos Extrínsecos do Olho
A abertura das pálpebras é feita pelo músculo levantador
da pálpebra superior, que pertence aos músculos do olho.
Os músculos motores do olho são sete, dos quais três pares
estão fixados na esclera e um levanta a pálpebra superior
(músculo elevador da pálpebra superior). Os músculos motores do
olho compreendem os músculos retos medial e lateral, os reto
superior e inferior e os músculos oblíquos superior e inferior. Os
retos lateral e medial contraem-se reciprocamente, sobretudo
para mover os olhos de um lado para o outro. Os retos superior
e inferior contraem-se reciprocamente para mover os
olhos, principalmente, para cima e para baixo. E os músculos
oblíquos funcionam, sobretudo, para girar os globos oculares.
(Guyton)
A Face e o Couro Cabeludo
Músculo do Escalpo: O escalpo é uma densa membrana
constituída por pele, tecido conjuntivo denso e aponeurose
(gálea aponeurótica), separada do periósteo da abóboda craniana
por tecido conjuntivo frouxo, o que permite ao escalpo mover-se
sobre o crânio. Anterior e posteriormente, o escalpo é constituído
por fibras musculares e, em razão da continuidade que existe
entre elas através da gálea aponeurótica, o conjunto é
denominado músculo occipto-frontal .O ventre occiptal estende-se,
póstero lateralmente, até sua origem óssea na linha nucal suprema
do occiptal. O ventre frontal insere-se na pele da fronte, e quando
se contrai eleva os supercílios e enruga a fronte. Por esta razão,
o músculo frontal é também referido, como o músculo da
atenção. Fazendo parte dos músculos do escalpo devem ser
mencionados os pequenos músculos auriculares relacionado ao pavilhão
da orelha (Anexos 4 e 5 ).
A Face e as Emoções - Sistema Límbico
Teoria das Emoções: O material psíquico, que está
diretamente relacionado com os arquétipos, tende a despertar
intensas emoções e sem via de regra, uma qualidade espantosa. A
emoção acompanha todas as mudanças psíquicas, é a principal fonte
de consciência (Jung, 1954). As tensões crônicas servem
para bloquear o fluxo de energia subjacente às emoções mais
intensas. A couraça impede que o indivíduo experiêncie emoções
fortes, limita e distorce a expressão dos sentimentos. As emoções
são, deste modo, bloqueadas, não são nunca eliminadas, pois
jamais podem ser completamente expressas (Reich,
1940). Alegria, tristeza, medo, prazer e raiva, são exemplos do fenômeno da
emoção. Para seu estudo costuma-se distinguir um comportamento
central, subjetivo e um componente periférico, o
comportamento emocional. O comportamento periférico é como a emoção
se expressa e envolve padrões da atividade motora, somática e
visceral, que são características de cada tipo de emoção e de
cada espécie.
Douglas 1994, descreve que, a capacidade de ter a sensação e
a sensibilidade geral, mas não inclui o que esta sensação
significa para esse determinado indivíduo. Isto é, a sensação pode
produzir uma resposta do indivíduo de acordo com o que ele "sente"
em relação a essa sensação, de acordo com o significado
dessa sensação, ela elabora uma resposta afetiva a emoção. A
sensação pode levar diretamente a emoção, ou de também de forma
indireta, através das recordações pela memória.
Sistema Límbico: Machado 1993, descreve que, dentro do
conceito enunciado, não há completo acordo entre os autores, quanto
as estruturas que deveriam fazer parte do sistema límbico. Este
pode ser conceituado como um sistema relacionado, fundamentalmente, com a regulação dos processos
emocionais e do sistema nervoso autônomo constituído pelo lobo límbico
e pelas estruturas sub-corticais à ele relacionadas, e os
processos motivacionais essenciais à sobrevivência da espécie, como
fome, sede e sexo. Os diversos componentes do sistema límbico
mantêm entre si, numerosas e complexas intercomunicações e
amplas conexões com setores diversos do sistema nervoso central,
porém
de forma especial com hipotálamo, tálamo, formação reticular
e córtex de associação. Sabe-se que a expressão facial é
controlada pelo hipotálamo, mas, determinada pela ação do globo
pálido, que excita os núcleos motores dos músculos faciais
e mastigadores, possivelmente através da substância negra, o
que determina os estados de consciência, alterando assim, o nível
de excitação e contração muscular. Isso significa que as
pessoas tensas ou com problemas, tendem a manter os
músculos contraídos, ou sempre com a mesma expressão, produzindo
um desequilíbrio de tônus entre os músculos da mímica,
causando na face uma expressão indesejada.
Desenvolvimento da Mímica Facial no Homem
A imitação como meio de desenvolvimento da mímica facial
na criança: Otta 1992 relata que, "a face humana é um
objeto privilegiado de percepção visual desde muito cedo
no desenvolvimento. Vários estudos mostram que bebês
são capazes de diferenciar expressões faciais de emoções,
usando-as para modificar seu comportamento". Martinet 1981,
afirma que a criança pequena responde aos jogos de fisionomia,
em especial aos sorrisos da mãe, e às suas entonações
afetuosas, por um mimetismo precoce que descreve como sendo um
instinto fundamental, um reflexo incondicional. Segundo Piaget 1975,
a gênese da imitação na criança é dividida em fases, as
quais dependem do desenvolvimento sensório-motor. Inicialmente,
o exercício reflexo contido no bebê dará lugar a uma
assimilação reprodutora por incorporação de elementos exteriores ao
próprio esquema reflexo e, a partir daí, as primeiras imitações
serão possíveis. A inteligência sensório-motora parece ser
o desenvolvimento de uma assimiladora, tendente a incorporar
os objetos exteriores aos seus próprios esquemas. Otta et al.
1992, investigaram através de estudos a reação da face de bebês
frente a diferentes estímulos faciais (rosto sorridente, máscaras
com expressões alegres e tristes, partes do rosto entre outros), ao
longo do desenvolvimento inicial do primeiro ano de vida. No
presente estudo, obtiveram o sorriso dos bebês como resposta a
maior parte dos estímulos, principalmente aos estímulos dados com
o rosto inteiro. Através deste resultado, concluíram que os
olhos são elementos essenciais na eliciação do sorriso em
bebês pequenos. Com o desenvolvimento sensório-motor,
outras características do rosto, como a boca e as sobrancelhas,
tornam-se necessárias e o bebê começa a prestar atenção em
outras características e detalhes dos estímulos. Assim, começa
a desenvolver a construção da mímica facial, através da
percepção dos movimentos faciais. Piaget 1975, descreve que
os movimentos como os do lábio, os movimentos de pôr a
língua para fora, colocar o dedo na boca, estufar o lábio inferior com
a língua, franzir o nariz entre outros, deram lugar, nas crianças,
as imitações sistemáticas, muito antes de certas ações
de significação mais extrínseca serem executadas pelos órgãos,
como por exemplo, levar a colher à boca e cheirar flores. Essa
inteligência sensório-motora que coordena, durante os dois primeiros
anos, as percepções e os movimentos, até culminar na construção
do objeto permanente, do espaço prático e das
constâncias perceptivas da forma e das dimensões, conserva igualmente
um papel fundamental durante o resto do desenvolvimento mental,
e até no próprio adulto; superada quanto a direção geral
das condutas, pela inteligência conceptual, que desenvolve
os esquemas iniciais até transformá-los em operações racionais,
a inteligência sensório-motora perdura, contudo, durante
toda existência. Martinet 1981 afirma "o grupo social regula
a expressão das emoções e transforma meios naturais em
mímica mais ou menos convencional". É assim que o riso e os
suspiros são nos nossos meios, de tal maneira sinônimos de alegria e
da tristeza que, facilmente podem parecer nunca terem existido
senão para os exprimir, mas que, pelo contrário, outros espasmos,
que se combinam freqüentemente com efeitos da emoção nunca
foram adotados para servir de expressão às emoções. Mas,
além disso, por um mimetismo a princípio inconsciente, mas que
pode tornar-se cada vez mais intencional e controlado no decurso
do seu desenvolvimento, a criança adota as atitudes e os jogos
de fisionomia das pessoas do seu ambiente e, através delas,
um estilo característico do meio social em que é educada. O
próprio parentesco das palavras mímica e mimetismo convida-nos
a pensar que na mímica entra uma boa parte de imitação;
orgânicas e espontâneas na origem, as manifestações da emoção
muito rapidamente passam a depender da aprendizagem e da
cultura, pelo canal da imitação.
De acordo com o que indicam pesquisas contemporâneas.
Na área da biologia crânio-facial, o crescimento e o
desenvolvimento da face humana dependem de 40% na carga genética do
indivíduo, enquanto os restantes 60%, são de responsabilidade das
funções inerentes ao meio ambiente do crânio e da face.
A face como região mais dinâmica do organismo tem
seu crescimento e desenvolvimento relacionadas a ação das
funções como: sucção, respiração, deglutição, mastigação,
fonoarticulação e de toda a musculatura facial e, conseqüentemente, a
dinâmica neuromuscular. As funções se desenvolvem de forma
anormal, principalmente, durante o crescimento e o desenvolvimento de
uma criança, podem desencadear-se severas perturbações na face.
A Face como forma de Comunicação
A face é o espelho de todos os sentimentos e emoções. É
através da face, antes mesmo da fala, que nos expressamos; quem
não tem uma boa performance facial, já está em prejuízo nas
relações humanas, num país onde a cultura imprime a beleza externa
como valorização do homem.
O homem é capaz de controlar o rosto e usá-lo para
transmitir mensagens. É o resumo expressivo da nossa
própria personalidade, o rosto é o ponto central, síntese do corpo.
Então, uma mudança nos aspectos corporais, podem causar
alterações em nosso ser mental e emocional. Os antigos já consideravam
o rosto como a janela da alma. O fenômeno da
comunicação humana, objeto do pensamento filosófico desde sua origem,
busca estruturar as relações entre as pessoas. A comunicação
aproxima as pessoas, levando-as a descobrirem a paz provisória,
buscando suprir sentimentos menos gratificantes como solidão e
abandono. O rosto é o acesso ao outro. Através do rosto
comunicamo-nos com o semelhante, pois ele possui uma maravilhosa
capacidade de traços e gestos. No rosto podemos expressar ou esconder
os mistérios mais profundos de nossa vida interior. A
conquista amorosa entre homem e mulher realiza-se através do
encontro de rosto a rosto. Nele encontramos o olhar do outro, seu
apelo, sua bondade, sua paixão ou sua ira.
Basta um sorriso no rosto para provocar um sorriso no
outro. Ora, um sorriso custa muito pouco e pode conseguir muito.
O sorriso no rosto de alguém manifesta equilíbrio; semeia
alegria, inspira confiança nos outros. O rosto não é só o
resumo expressivo da personalidade humana, é também
a representação da saúde emocional.
Conforme Davis 1979, Ekman relata que, graças a seus
estudos comparados entre várias culturas, existem gestos universais.
No mundo inteiro, as pessoas riem quando estão felizes ou
quando querem se mostrar contentes e que enrugam a testa quando
estão bravas. Certas expressões similares do ponto de vista
anatômico podem ocorrer em todas as pessoas, mas o significado varia
de cultura para cultura. Em toda cultura, há aquilo que se
chama "regras demonstrativas", que definem quais as
expressões adequadas a qualquer situação; além de regras próprias,
dispõe também de estilos faciais próprios. O homem também usa o
sorriso defensivo, mas em tom de pacificação, por exemplo, um
"sorriso amarelo" para justificar um atraso, neste caso o sorriso
funciona como amortecedor importante contra uma eventual agressão,
pois
o sorriso se constitui num elo frágil, mas vital que une os
homens. Para Davis, o riso do prazer verdadeiro é mais difícil de
explicar, pois o homem faz automaticamente quando espantado.
Essa expressão de surpresa pode ter evoluído até se transformar
no amplo sorriso de prazer. O homem, entretanto, é capaz de fingir
e mostrar uma face hipócrita para alcançar objetivos perversos,
para enganar o semelhante. O diálogo é encontro de dois rostos,
os quais não se comunicam apenas através de linguagem
verbal, mas também, pela vivência de um mundo facial expressivo
e criador de comunicação. "Torcer o rosto" significa
mostrar reprovação ou má vontade e "virar o rosto a alguém" é
evitá-lo, não ter coragem de enfrentá-lo ou desprezá-lo. Algumas
pessoas quando informadas de que os movimentos corporais
comunicam, se sentem vulneráveis, desprotegidas, a descoberta,
mesmo quando em silêncio. Afinal de contas, qualquer um pode se
recusar a falar, mas dificilmente seria capaz de deixar um músculo
passivo. Muita gente não achará graça na perspectiva, um pouco
ridícula, de viver num mundo em que algumas pessoas aprendem a ler
o rosto, enquanto outras aprendem a mentir com o rosto. As
pessoas em geral estão mais conscientes do seu comportamento facial
do que da atividade corporal.
Segundo Otta 1994, as pessoas possuem maior consciência
de algumas partes do corpo do que de outras, sendo que o rosto
está no topo da lista de auto-consciência, conseqüentemente,
nos comunicamos melhor com o rosto. Embora seja mais difícil ler
a simulação no rosto do que no corpo, é possível identificar
micro-expressões sutis que traem os sentimentos reais. Os sinais
das emoções realmente sentidas, que a pessoa pretende realizar
com o sorriso, pode ainda persistir e fornecer pistas de que o sorriso
é falso. "Devido ao fato de se exteriorizar por atitudes e
mímicas significativas, o comportamento emocional constitui o
primeiro modo de comunicação do ser humano com as pessoas que
o rodeiam e por aí se concebe como o seu
condicionamento originalmente orgânico se vem inserir num condicionamento
social que o modifica e o diversifica" (Martinet, 1981).
"O homem como sabemos, é produto do meio e sua saúde e o
seu equilíbrio, depende, em última análise, da sua boa interação
com o ambiente em que vive. O corpo humano, seu metabolismo,
seu sistema nervoso e seu equilíbrio estão sujeitos a
contingências que, independendo da sua vontade, podem afetá-lo
seriamente. Além disso, o homem não reage apenas em função da fome,
da sede, do sono ou do desejo. Suas necessidades não são
apenas viscerais. Ele tem sentimentos, emoções, que, às vezes, se
revelam mais poderosos do que o próprio instinto vital"
(Beuttenmuller, 1995).
A Dor do Envelhecimento
Cada etapa da vida tem seus prazeres e suas belezas.
Idade significa perdas e ganhos. E quem tiver garra, terá
também condições de pontilhar sua existência de sonhos e realizações.
Se alguma ruga nos surpreender ou se o fôlego nos faltar, nada
de entrar em pânico. É preciso manter a serenidade, ter
consciência de que a vida é uma constante transformação e é preciso
ter coragem, isto é, capacidade de seguir em frente, apesar de
tudo. Em outras palavras, trata-se de um exercício contínuo
de adaptação à vida.
A vida é uma dádiva preciosa que deve ser preservada, custe
o que custar, para valer a pena ser vivida. Esta afirmação
é verdadeira para qualquer fase da existência. Mas, a
velhice será saudável se forem tomados os devidos cuidados, à
medida que se vai percebendo o descenso das forças
orgânicas sensoriais e motoras.
Preservar-se é uma conseqüência da responsabilidade que
cada pessoa deve ter para consigo mesma, seu corpo e sua idade.
O investimento em si mesmo é necessário para a estruturação
da auto-estima. Portanto, desde de que não seja patológico,
nada
mais natural que uma dose razoável de narcisismo para
construir a própria identidade.
As barreiras dos preconceitos, sobretudo aquelas que se
referem ao físico, que enaltecem o corpo jovem como o ideal social,
não devem fazer ninguém desistir de ir à luta.
O envelhecimento sugeria sabedoria na antigüidade, esta
atitude persiste em muitos países não industrializados, nos dias de
hoje. Com o desenvolvimento da moderna sociedade industrial e
a competição para o emprego, bem como, a ênfase
contemporânea para a juventude, beleza e sucesso, as pessoas têm
procurado remover ou diminuir sinais de envelhecimento para dar um
contraste tão bem vindo, tão bem aceito da suave fisionomia da juventude.
Estudar envelhecimento é tarefa complexa, já que a
abordagem deve ser multidisciplinar. Sendo uma das características
mais evidentes do corpo humano, torna-se um marcador real da
idade cronológica. Essas mudanças estão presentes na espessura
da pele, nos anexos e até na matriz extracelular.
O fenômeno biológico do envelhecimento representa a
última das três fases do ciclo vital do organismo, sendo as
duas primeiras a infância e a maturidade. Envelhecer é um
processo natural que ocorre desde que nascemos, porém fica
mais evidente após a terceira idade. A qualidade do
envelhecimento está relacionada diretamente com a qualidade de vida, a qual
o organismo foi submetido.
Há duas décadas atrás, acreditava-se que o processo
de envelhecimento só seria motivo de controle ou tratamento,
após os sessenta anos, período de caracterização do
envelhecimento, mas esse conceito encontra-se superado atualmente. Hoje,
sugere-se o acompanhamento das diferentes fases do
envelhecimento, através de medidas profiláticas ou curativas, com a finalidade
de conservar a qualidade de vida do organismo.
A manifestação fisiológica do envelhecimento é
a deterioração gradual da função e capacidade de
resposta aos estresses ambientais. Esta manifestação
está relacionada tanto a uma redução no número total de
células do organismo, quanto ao funcionamento desordenado
das muitas células que permanecem.
Modificações Morfológicas e Funcionais do Envelhecimento:
No envelhecimento fisiológico, todos os processos involutivos
são harmônicos: a diminuição da função cardiocirculatória
corre paralela com a depressão da atividade respiratória, as duas
com a queda do metabolismo, e assim por diante. O
fenômeno metabólico mais evidente do envelhecimento parece ser,
no entanto, o retardamento da síntese de proteínas, em virtude
do qual se estabelece um desequilíbrio entre a formação e
a degradação, inicia-se uma progressiva e contínua perda de
massa muscular esquelética, e a maior parte da perda é substituída
por gordura. A quantidade de massa muscular perdida com
o envelhecimento também depende da atividade física,
sendo menor naquelas pessoas que mantém um regime regular
de condicionamento físico (Guirro, 1996).
Com o envelhecimento, a pele tende a se tornar delgada,
em alguns locais enrugada, seca e ocasionalmente
escamosa. Embora a espessura real da camada córnea não
seja grandemente alterada, ela se torna mais permeável,
permitindo a passagem mais rápida de substâncias através dela.
Mais, com o envelhecimento as fibras colágenas da derme
tornam-se mais grossas e as fibras elásticas perdem parte de
sua elasticidade e há um decréscimo gradual da gordura
depositada no tecido subcutâneo.
A pele que ficou exposta às intempéries por muito tempo,
mostra alterações que são mais graves, do que aquelas devidas
somente ao envelhecimento. Tal pele mostra mais marcadamente as
rugas e pode desenvolver nódulos e tipos anormais de colágenos.
A pele e os tecidos subjacentes se tornam
progressivamente atrofiados e a gravidade causa a queda da pele fixada em
pontos mais firmes.
Para Carlucci 1994, na região do masseter, a atrofia da
gordura acentua a prega naso-labial. A mudança superficial começa
a aparecer aos 30 anos de idade aproximadamente,
surgindo redundância de pele da pálpebra superior, início dos
pés-de-galinha e proeminência da prega naso-labial. Aos 40 anos de idade
a prega naso-labial e a prega palpebral são mais acentuadas e
as rugas frontais da glabela começam a aparecer. O
inexorável processo de envelhecimento pode ser acentuado pelas
contrações musculares, estresse emocional, intercorrências decorrentes
de doenças e trauma local, agindo diretamente na pele,
como também, a variação acentuada de peso.
Causas do Envelhecimento: "A degeneração ocorre de
preferência sobre regiões do tegumento que se acham expostas
às intempéries, como por exemplo a face, pescoço, dorso das
mãos e antebraços. A pele se pregueia, enruga, fica flácida
e hiperpigmentada, provocando o agravamento ou exagero
dos sulcos e pregas naturais das regiões
comprometidas"(Faria, 1994).
Outro fator responsável pelo envelhecimento precoce está
no excesso da mímica. De fato, certos indivíduos fazem uso
exagerado e indevido de alguns grupos musculares isolados da face.
Como conseqüências desta solicitação constante, as fibras
elásticas cedo se desgastam, enrugando ou pregueando a pele. É o
caso dos "pés-de-galinha".
O estudo das causas do envelhecimento é um campo no
qual existem muitas teorias, tantas quanto os investigadores.
Foram levantadas várias teorias a respeito do processo que envolve
o envelhecimento, e é provável que algumas delas encerrem
parte da verdade, não obstante, as causas e a natureza íntima
do fenômeno permaneçam obscuras.
Em análise, não é sumamente difícil postular uma hipótese
teórica para explicar o fenômeno do envelhecimento, porém
fica sumamente difícil conseguir sua comprovação.
Embora o envelhecimento seja muito estudado, ainda não se
sabe qual a exata natureza das alterações anatômicas, histológicas
e funcionais que ocorrem, assim como não se conhece
exatamente o mecanismo biológico que determina tais alterações.
São muitas as teorias publicadas, que de uma forma ou
outra tentam explicar as causas do envelhecimento. Porém, uma
leitura dedicada, permitirá apreciar que uma teoria se relaciona com
a outra. Isso, porém, não define que o caminho das
explicações esteja livre, e menos ainda nos permite assegurar que
essas explicações sejam definitivas.
Apesar de extensas pesquisas, nenhuma única e definitiva
teoria sobre o envelhecimento ganhou aceitação. A despeito de
evidências de observações puras ou experimentais para apoiar cada
hipótese, permanece uma questão significativa: a alteração observada é
uma causa direta do envelhecimento ou meramente o resultado
de alterações que ocorrem em nível mais fundamental.
Abordagem Fisioterapêutica através da Cinesioterapia
"Os movimentos faciais normais são bilaterais simétricos:
ambos os lados da face movem-se em movimentos idênticos. A
pessoa normal é capaz de inúmeras combinações dos movimentos
faciais, que incluem movimentos unilaterais e bilaterais assimétricos.
A incapacidade de executar voluntariamente movimentos
bilaterais simétricos é indício de
fraqueza" (Voss, et al., 1987).
Os movimentos faciais podem ser agrupados como
movimentos antagonistas, envolvendo três eixos de ação: a boca, o nariz
e os olhos. As amplitudes extremas de movimento de cada
eixo põem em fogo os movimentos relacionados dos outros
eixos" (Voss, et al., 1987).
Leitão 1972, relata que "nenhum outro recurso físico, além
da cinesioterapia, reveste-se de tanta importância nos
tratamentos de recuperação motora, porque é somente a partir dela, que
se pode conseguir desenvolvimento da atividade e força muscular".
O único meio de manter um músculo sadio e com tônus é
usá-lo na total capacidade com consciência dos movimentos faciais.
Os exercícios são simples. Na verdade, trata-se dos
movimentos que usamos nas expressões rotineiras, baseiam-se na
utilização de diversas mímicas conforme diferentes músculos, mas de
forma a movimentar intencionalmente, determinados músculos da face.
Indicações: Prevenção o envelhecimento precoce da pele
e músculo; Recuperar através da tonificação e oxigenação a pele
e o músculo, após dietas e cirurgias plásticas.
Contra-indicações Restritas: Pessoas portadoras de
alterações na ATM (articulação temporo mandibular), paralisias faciais
e usuários de lentes de contato rígida.
Todos os exercícios deverão ser realizados diariamente,com
a pele higienizada e hidratada, na frente do espelho, sentada
com postura ereta.
Os exercícios devem ser iniciados e finalizados lentamente.
O importante é a qualidade e não a quantidade de exercício.
Sobrancelhas e Fronte
Pálpebras

> Elevar as sobrancelhas o mais alto que puder, ou seja, olhar
com surpresa manter por cinco segundos e voltar ao normal
suavemente (Fig.1).
> Franzir a sobrancelha tentando aproximá-las, manter por
cindo segundos e, em seguida, erguê-las e manter por cinco segundos e
voltar ao normal (Fig. 2).
> Feche os olhos e aperte-os por cinco segundos, em seguida,
abra-os bem devagar (Fig. 3).
> Feche as pálpebras com
força, mantenha-as fechadas, elevando as pálpebras superiores, mantenha
por cinco segundos e volte ao normal (Fig. 4).
> Piscar alternadamente ora com o olho esquerdo, ora com olho
direito, lentamente - dez vezes cada olho (Fig.5 e 6).
Zigomático, Orbicular Boca e Risório
Nariz
Dilatar as narinas, manter por cinco segundos e relaxar lentamente,
em seguida, enrugar as narinas, manter por cinco segundos e
relaxar lentamente (Fig. 7).
> Inspire profundamente e, ao expirar, diga "O" lentamente, de forma
que seus lábios formem um círculo, em seguida feche os lábios e
sorria, afastando os cantos da boca , diga "X" (Fig. 8 e 9).
> Inspire profundamente e, ao expirar, diga "O" lentamente,
de forma que seus lábios formem um círculo, em seguida feche os
lábios e sorria, afastando os cantos da boca, diga "A" (Fig. 10 e 11).
As ações combinadas dos músculos, permitem várias expressões da mímica facial, que podem ser exercitadas.
Conforme a harmonização da função motora, os exercícios vão progredindo. Após o primeiro mês, podemos iniciar os exercícios com resistência.
> Com os lábios unidos, dê o
sorriso o mais forçado que puder e mantenha por cinco segundos (Fig. 12).
> Cobrir os dentes com os lábios e em seguida abrir e fechar a
boca, lentamente, vinte vezes (Fig.13).
> Deslizar o lábio superior sobre o inferior (Fig. 14).
> Elevar e manter as sobrancelhas fazer o "O "com os lábios por
cinco segundos, lentamente relaxar (Fig.15).
Conclusão
A face se compõe de pele e, sob ela, ossos, vasos
sangüíneos, tecidos, gordura, nervos periféricos e músculos. Se há uma lei
da qual não se consegue fugir é a da gravidade. Os
estados emocionais inerentes do cotidiano levam as pessoas
inconscientemente a manter os músculos contraídos
sempre com a mesma mímica, causando na face uma
expressão indesejável, devido à alteração muscular.
Um músculo com tônus é aquele que tem elasticidade,
permitindo-o voltar ao seu tamanho e forma original. Este tônus
muscular tem relação direta com a qualidade elástica da pele.
A cinesioterapia beneficia a circulação
sangüínea, conseqüentemente, oxigena as fibras musculares,
eliminando toxinas, e aumentando a massa muscular. A musculatura da
face
responde aos exercícios da mesma forma que qualquer
outra parte do corpo.
A reeducação, utiliza-se dos mesmos movimentos que
usamos nas expressões rotineiras, solicitando as fibras dos músculos
da mímica facial, porém com consciência e intenção do movimento.
Uma face firme é símbolo de juventude, embora não seja
privilégio exclusivo de jovens.
Através deste trabalho, esperamos despertar o interesse
dos profissionais que desconhecem o assunto, convidando-os
a reflexão de antigos conceitos sobre a musculatura da mímica
facial, para que possam incorporar em sua reeducação
da musculatura corporal, também a mímica facial.
Nota da Editora: Monografia apresentada para a Conclusão do
Curso de Graduação em Fisioterapia pela Universidade do Grande ABC - SP
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Nota da Editora: Para melhor ilustrar e abrilhantar ainda
mais este artigo maravilhoso, a redação da revista utilizou na
página 57, imagens do livro Anatomia Palpatória - 2ª Edição, Autor
Derek Field, Editora Manole, pgs. 139 a 143, 2004.
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