Pé Diabético:
Estima-se que existam, no Brasil, 11 milhões de pessoas com diabetes, dos quais metade desconhece o diagnóstico, ou seja, a doença será identificada freqüentemente pelo aparecimento de uma de suas complicações.

O diabetes mellitus afeta igualmente homens e mulheres e o seu risco aumenta com a idade. |
O que caracteriza o pé diabético?
O portador de diabetes há alguns anos, é mais vulnerável a infecções nos pés. Pé diabético, ou se melhor aplicado, pé do diabético, chamam-se as alterações típicas que ocorrem nos diabéticos, sendo estas alterações de ordem neurológica, circulatória e/ou infecciosa, podendo ser tão simples como rachaduras na pele, calos, abscessos ou gangrenas por infecção ou falta de sangue (isquêmicas).
Esses três fatores:
:Neuropatia Periférica: Os nervos periféricos são os nervos que saem do cérebro e coluna vertebral para os músculos, pele, órgãos internos e glândulas. A neuropatia periférica faz com que os nervos motores e sensoriais não trabalhem corretamente. (diminuição da sensibilidade ao calor, ao toque e a dor).
Angiopatia: Doença dos vasos sanguíneos (artérias, veias e capilares). O comprometimento progressivo dos vasos sangüíneos, particularmente das arteríolas e capilares arteriais.As mais atingidas são as redes arteriais dos rins, da retina, dos membros inferiores e do cérebro. Além dessas, podem ser igualmente afetadas as artérias cardíacas e pulmonares.
Infecção: É preocupante qualquer lesão em pé diabético.
O pé diabético pode ser causado exclusivamente por apenas um dos fatores mencionados, mas a neuropatia é o mais freqüente.
Prevenir é Melhor que Remediar
Não manipule por si, nem deixe que “manicuras e pedicuras” manipulem calosidades, calos e unhas encravadas que, porventura, apareçam nos seus pés.
Não se medicar por conta própria, utilizando produtos ácidos sobre os calos (aspirinas, AAS, Melhoral, calicidas, alho etc... ), pois provocam lesão tecidual que pode se tornar grave
O cuidado profissional, os programas de educação e o cuidado pessoal podem prevenir contra possíveis problemas e melhorar a qualidade de vida das pessoas com diabetes.
Recomendações caso de aparecer uma ferida:
1) Não use mercúrio cromo, mertiolate, água oxigenada, líquido de dakin, pomadas ou qualquer outro produto para tentar limpar a ferida, pois esses produtos podem destruir as células vivas da lesão provocando macerações e retardando a cicatrização;
2) A ferida não pode ficar aberta, exposta, pois isso impedirá a cicatrização;
3) Não friccione, nem lave a ferida com freqüência usando sabonete comum;
4) Não coloque qualquer tecido ou compressa de algodão em contato direto com a ferida;
5) Não tome nenhum antibiótico ou medicamento ndicado em farmácia ou por uma pessoa que não seja um médico;
6) Evite tratar a ferida em farmácias, drogarias, manicuras e pedicuras;
7) Não espere que a ferida cicatrize sozinha. Vá imediatamente ao hospital, posto de saúde, clínica ou qualquer outro serviço de saúde e peça atendimento a um especialista em feridas;
8) Se uma unha estiver para cair, não a arranque. Procure um dermatologista o mais rápido possível.
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Curativos
Fazer curativo até que consiga encontrar um especialista.
Os curativos devem atender as particularidades de cada caso. Sempre que causar algum ferimento, fazer uma boa limpeza com produtos adequados. Não utilizar bastões para coagulação de sangue, a não ser que se tenha um para cada cliente. Os bastões podem ser dissolvidos em pequeno frasco com liquido emoliente e usado com bastonetes. Para o cuidado domiciliar de lesões superficiais, é suficiente lavar imediatamente as pequenas lesões com água em abundância e manter os cuidados de higiene até a completa cicatrização, pois o próprio organismo prontamente se incumbe da reparação tecidual.
Procedimentos:
1) Compre numa farmácia um frasco de soro fisiológico estéril (0,9%, não é o para lentes de contato), pacotes de gazes ou coberturas pronto- uso, uma agulha de injeção para furar o frasco de soro (tudo isso deve ser estéril), uma faixa crepe de boa qualidade para fixar o curativo;
2) Lave bem as mãos, prepare o material evitando tocar em tudo que entrará em contato com a ferida;
3) Se houver alguma sujidade, lave antes a ferida com água corrente, de preferência filtrada e se o trauma foi com algo muito sujo, use sabonete neutro tornando-o líquido, ou seja, nunca aplique a barra na ferida. Essa lavagem deve ser feita apenas uma vez. Seque com uma toalha limpa a região em volta da ferida. Não enxugue a ferida;
4) Com a agulha de injeção, faça um furo no bico do soro e com a pressão do jato aproveite para realmente limpar a ferida. Posicione o frasco a mais ou menos 5 cm de distância da ferida. O jato de soro auxiliará na remoção de sujeira e corpos estranhos. Se sangrar um pouco, não faz mal, pode ser um bom sinal;
5) Sobre a ferida coloque uma camada de gaze estéril, umedecida com o soro, em seguida cubra este curativo envolvendo a faixa crepe, com firmeza, mas sem apertar. Se for nas pernas ou pés sempre enfaixe de baixo para cima. Não coloque fitas adesivas diretamente na pele;
6) Vá o quanto antes ao hospital ou posto de saúde mais próximo de sua casa e procure um médico ou enfermeiro para o tratamento, não se esqueça de mencionar sobre o seu diabetes;
7) Cuide-se bem, afinal você merece e deve viver bem com o diabetes e sem complicações;

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Atenção: Como remover curativos e esparadrapo na planta do pé > sempre o faça na direção do calcanhar; caso contrário, pode romper a pele, haverá sangramento e dor. Com uma das mãos, segure firmemente a pele imediatamente acima do curativo ou esparadrapo; com a outra, vá puxando lentamente o esparadrapo ou curativo na direção do calcanhar.
Objetivo do Podólogo no Pé Diabético:
É reduzir as incidências de problemas graves; dar aos pacientes condições de conviver pacificamente, com o diabetes.
O Podólogo ( técnico em podologia ) primeiramente procede na inspeção dos pés para ser avaliada a presença de unha encravada e/ou deformada, calosidades, fissuras, bolhas, úlcera intertrigo micótico1 , além de inspecionar os calçados, verificando a presença de pontos de atrito ou pressão plantar excessiva e desgaste irregular.
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Conclusão
Devido à complexidade do pé diabético, devemos lembrar que a educação do cliente, um prognóstico preciso e um tratamento adequado, são atitudes que conduzem para a melhora da qualidade de vida do diabético e que programas de tratamento multidisciplinar provaram ser muito eficazes na redução do número de amputações de membros inferiores nesse caso.
Lembre – se: As campanhas educativas sobre hábitos saudáveis terão maior êxito se forem começadas desde a infância.
1) O intertrigo é uma alteração da pele que ocorre em áreas de dobras cutâneas e espaços entre os dedos, principalmente dos pés
2) Podólogo(a) é um(a) profissional que tem como principais funções a prevenção e o tratamento das patologias superficiais dos pés, além de auxiliar profissionais da área médica, realizando procedimentos por eles recomendados.
Desenvolve suas funções, em gabinetes próprios, como autônomos(as) ou em clínicas médicas ou de estética (afinal, quem procura saúde também procura beleza...).
Deve ser diplomado em Curso Técnico em Podologia, devidamente reconhecido pelo MEC.Com carga horária de 1450 horas.
É nossa preocupação constante, como profissionais devidamente qualificados e cônscio de nossas responsabilidades, trabalhar, sobre tudo, em prol da saúde pública.
Sendo assim, para evitar riscos a sua saúde ou de seus familiares, procure sempre um(a) Podólogo(a) devidamente habilitado, que mantenha em seu gabinete, em local visível, seu Diploma, Termo de Responsabilidade expedido pela Vigilância Sanitária e Alvará de Funcionamento atualizados. Esses registros devem estar expostos em quadros fixados na parede, dentro do gabinete podológico.