Objetivo deste artigo é orientar aos profissionais dos estabelecimentos que exercem atividade de manicure, pedicure, calista, pedicuro e podólogo.
É uma preocupação o risco de se contrair doenças infecto-contagiosas em estabelecimentos de atenção de mãos e pés, que está diretamente ligado, à não observância de precauções universais de biossegurança.
É necessário esclarecer aos leitores da Revista Mãos & Pés, que não acreditam na necessidade de maiores cuidados com a própria saúde, que na não utilização dos equipamentos de proteção individual (luvas, máscara e óculos), favorecem a disseminação de infecções entre seus próprios clientes e familiares.
Com o advento de doenças infecto-contagiosas e a divulgação por parte dos meios de comunicação dos riscos a que estão submetidos, durante os tratamentos podológicos e estética das mãos e dos pés, a população passou a exigir mais e, principalmente, a valorizar àqueles profissionais que investem em biossegurança. Os clientes relatam apoio entusiasmado acerca da paramentação utilizada pelos profissionais, sentindo-se mais protegidos para o atendimento.
A boa higiene é um dos requisitos para a saúde dos profissionais e demais profissões que têm como área de trabalho a pele humana. A cada dia, os profissional destas áreas evoluem no Controle de Infecção Cruzada (CIC ) nos seus locais de trabalho, ou através da limpeza, esterilização, assepsia dos equipamentos, ou pelo utilização de produtos descartáveis. Máscaras, óculos e luvas de procedimentos devem ser obrigatórios para a proteção, durante procedimentos e atividades de cuidado de clientes, para não correr o risco de produzir sprays de sangue, fluídos corporais, secreções, entre outros.
Nas doenças infecto-contagiosas, existe uma série de vírus, bactérias, fungos ( micose), colocando em risco a vida humana. O uso de luvas é obrigatório para o atendimento, sem risco. Inúmeros testes comprovam que o uso de luvas não diminui a performance dos profissionais em vários tipos de procedimentos.
O que deve ser almejado é o hábito. Se o cliente reclamar, então não use as luvas. É sinal que ambos se merecem por não respeitarem sua própria saúde.
O profissional consciente faz uso de todos meios de biossegurança disponíveis, e, com certeza, evitará muitas das complicações que poderão surgir.
A higiene deve estar presente em todos os ramos de atividade humana, principalmente, quando se trata de preservar a saúde de terceiros, que confiam na responsabilidade moral do próximo.