Prof.a e Pdga. Inês Maciel – RJ
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Para o corpo, os pés e as mãos, são especiais. Nenhum outro órgão sensitivo consegue tocar o mundo ao nosso redor, percorrê-lo e manipulá-lo. Os pés e as mãos sentem o que pisam e o que tocam.
A tarefa não constitui uma realização desprezível. O bebê se esforça para ficar em pé e começa uma atividade que durará a vida toda: sustentar o peso sobre duas pernas e se movimentar com uma ação comumente chamada de andar. Embora não seja o meio mais rápido de locomoção, caminhar sobre dois pés provê uma plataforma móvel que permite às mãos interagir com o mundo.
As exigências de ficar ereto sobre duas pernas requerem uma comunicação especial entre os pés, as mãos e o resto do corpo. A “linguagem” corporal utilizada para esse fim consiste efetivamente numa combinação de estiramento de músculos, angularidade de juntas e pressão intensa sobre a planta dos pés. Essa forma de comunicação, embora silenciosa, é realmente vital, pois determina a nossa própria sobrevivência.
Os pés e as mãos não só nos permitem reagir ao perigo, mas também consomem energia para atender às necessidades comuns do cotidiano. A sobrevivência e a energia necessária a ela vinculam ambos a uma relação especial com o corpo. Em caso de risco, eles participam da reação corporal geral para garantir a sobrevivência. Conhece-se essa reação como “estado de alerta”, pois o organismo ajusta suas estruturas internas de modo a fornecer combustível em qualquer eventualidade. Pés e mãos devem estar prontos para desempenhar seus papéis. Os primeiros se preparam para fincar-se ou correr, ao passo que os segundos, para apanhar uma arma.
Forma-se assim, o inextricável elo entre mãos, pés e corpo. Os dois primeiros provêm os movimentos necessários, enquanto os órgãos internos fornecem o combustível. Esse sistema requer comunicação e relação especiais.
O sistema também participa de atividades diárias mais rotineiras. Por exemplo, ao despertar, o corpo não só avalia as condições dos órgãos internos, mas também solicita informações sobre a própria posição. Consultam-se os pés nesse processo de posicionamento. Passa-se o resto do dia em diálogo silencioso entre os órgãos internos e os de locomoção. Cada movimento, seja para caminhar, sentar-se, levantar-se, pular, correr ou saltar, exige informações atualizadas e comunicação ininterrupta. Cada deslocamento requer uma alocação da energia corporal.
Assim, pés e mãos fazem parte das atividades cotidianas consumidoras de energia. Essa demanda forma a base de vínculos muito fortes no âmbito do sistema de comunicação corporal.
Para garantir a continuidade dia a dia, o organismo apreende um padrão operacional de comunicação. Na locomoção, a continuidade é fundamental; qualquer interrupção nos sistemas de comunicação ou energético pode ser catastrófica, provocando, por exemplo, uma queda. Por isso, os sinais locomotivos exercem impacto primordial sobre os sistemas energético e sensorial, bem como sobre o nível de tensão geral do corpo. A tensão caracteriza-se como um estado de prontidão que envolve todo o organismo. Um passo requer uma grande quantidade de tensão para ser bem sucedido.
Esse alto grau de prontidão muscular não só consome muita energia, mas também deve equiparar-se com a prontidão do meio interno. A agilidade do corpo para reagir a qualquer eventualidade depende do nível de tônus ou tensão corporal global. Este descreve a comunicação constante com todas as partes do corpo que provê a capacidade de locomoção e sobrevivência. Isso demanda conhecimento da posição de cada músculo, articulação e tendão. A habilidade de sobreviver requer uma percepção dos meios internos e externos. O conjunto das informações sobre ambos proporciona uma oportunidade de interação às partes do corpo que não conseguimos alcançar e tocar. Como sensores ativos do meio externo, os pés e as mãos comunicam-se, portanto, com o meio interno.
Deve-se avaliar qualquer dado sensorial coletado como uma ameaça em potencial. Por essa razão, pode-se tomar qualquer sinal sensorial como um estressor, exigindo interação com o tônus do corpo. Assim, como órgãos sensitivos, pés e mãos contribuem para esse tônus. A contribuição ocorre na linguagem corporal da propriocepção. Para coletar informações sobre o movimento, há alguns parâmetros de medição muito sofisticados, com a pressão interna da planta dos pés, a angularidade das juntas e o estiramento de músculos e tendões.
Em resumo, por serem órgãos sensitivos de locomoção, as mãos e os pés mantêm uma relação especial com o corpo. Além disso, devido a essa relação especial, servem como meios de interação com o estado de tensão e o consumo de energia de todo o organismo.
Devemos valorizar nossos pés e nossas mãos não só com embelezamento propriamente dito, devemos orientar a importância vital da massoterapia podal, tratamentos desintoxicantes, nutritivos, revitalizantes e drenantes. Os pés e as mãos são complexos e precisam ser valorizados com serviços qualificados e diferenciados.

 

Um grande abraço!
Inês Maciel
 
Pés e mãos bem cuidados são 70% de sua saúde garantida!
Pense nisso...
 
 
 
 
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