Pdgo. Orlando Madella Jr.
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Controle de Infecção Cruzada

Biossegurança
A boa higiene é um dos pré-requisitos para a saúde da manicure, pedicure e podólogo, e demais profissões que têm como área de trabalho a pele humana. A cada dia, os profissionais destas áreas vão evoluindo no Controle de Infecção Cruzada (CIC) nos seus locais de trabalho, ou através da limpeza, da esterelização, da antissepsia dos equipamentos, ou pela utilização de produtos descartáveis. Todo cuidado é pouco quando se lida com o público, em especial quando o serviço prestado pode prejudicar a saúde do cliente e do profissional, através da transmissão de doenças, como por exemplo: Hepatite B e C, AIDS, infecções, reações alérgicas, entre outros.

Prevenção
Prevenir doenças e promover a saúde é o dever de todos os órgãos de saúde pública, fabricantes, empresários e prestadores de serviços de embelezamento, portanto, disponibilizamos aos senhores leitores, de maneira prática e resumida, as normas de vigilância sanitária e de boas práticas, no que se refere à instalações físicas, controle de produtos, medidas de higiene e limpeza e esterilização de materiais.

Alicates, Espátulas e outros Materiais de Metal
- Devem estar lavadas e, preferencialmente, embaladas em saco plástico individualmente;
- Guardadas de forma organizada em local limpo, seco e arejado, podendo ser prateleira ou armário;
- Usar uma para cada procedimento, independente de ser a mesma cliente;
- As sujas devem ser colocadas em local diferente das limpas, para evitar contaminação;
- Podem ser lavadas em lavanderia ou de forma doméstica, com água e sabão e passadas a ferro quente.
- Devem ser lavados e escovados com sabão líquido, em água corrente abundante, ou lavadora ultrassônica a cada procedimento;
- Em seguida, enxaguar, secar e acomodar o material em embalagem apropriada para o processo de esterilização;
- Na embalagem deve constar a data de esterilização e o nome de quem preparou o material;
- A embalagem deve ser sempre aberta na frente do(a) cliente. Recomenda-se que cada profissional tenha no mínimo 06 (seis) jogos de alicate e espátula de metal, para garantir sua saúde e a de seu cliente.
- Abrir a embalagem dos alicates, espátulas e outros instrumentos de metal na frente do cliente;
- Retirar as toalhas da embalagem plástica na frente do cliente;
- Manter o material de trabalho tipo algodão, esmaltes, removedor de esmalte e lixas novas, organizados em maletas ou gavetas;
- Manter o algodão em pote com tampa;
- Perguntar ao cliente se possui alguma alergia a esmalte ou outro produto a ser utilizado;
- Jogar no lixo os materiais descartáveis ou de uso único, como algodão, lixas de unha, protetor de cuba e de bacia, lâminas etc.
Recomenda-se:
> Lavar as mãos antes e após o atendimento de cada cliente;
> Colocar luvas descartáveis e só retirá-las quando concluir o serviço;
> Borrifar álcool 70% nas unhas do cliente antes do procedimento para evitar infecções.
Concluído o serviço, deve-se:
> Lavar as mãos após o atendimento de cada cliente;
> Lavar e esterilizar todos os instrumentos utilizados ou não, pois mesmo sem uso, estarão contaminados e devem estar limpos e esterilizados para o próximo cliente;
> Lavar as bacias e cubas com água e sabão líquido ou detergente após cada uso;
> Colocar os instrumentos utilizados em caixa plástica lavável, sinalizada: “Instrumentos Contaminados”, e prepará-los para o processo de esterilização.

Fonte. EXIGÊNCIAS LEGAIS LEGISLAÇÕES COVISA
SAC Tel. 3350-6624 - www.prefeitura.sp.gov.br/covisa

Observação: O custo de materiais descartáveis e a ausência da sensibilidade nas mãos são fatores negativos apontados pelos profissionais. Quanto à ausência de sensibilidade, inúmeros testes comprovam que o uso de luvas não diminui a performance do profissional em vários tipos de procedimentos. O que deve ser almejado é o hábito. Se o cliente reclamar, então não use as luvas. É sinal que ambos se merecem por não respeitarem sua saúde.
Lembrando que o uso de máscaras, óculos e luvas de procedimentos são obrigatórios para a proteção da mucosa da boca, nariz e olhos durante procedimentos e atividades de cuidado de clientes com risco de produzir sprays de sangue, fluídos corporais, secreções.
E aqui, uma palavra aos profissionais que têm costume de usar relógio, anéis, pulseiras, alianças, unhas compridas, etc.: estes adereços não combinam com o Controle de Infecção Cruzada. A questão não é estética, mas técnica, não há como contestar. Despojemo-nos de tudo para trabalhar. Se o relógio de pulso é para o controle do tempo de atendimento, compremos um relógio de parede.