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Na Contramão dos Sentimentos
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Outro dia, conversando com uma amiga, ela me contava sobre o término de seu relacionamento. Falava sobre o quanto estava triste, o quanto havia ficado angustiada e decepcionada com a conversa que tiveram quando ele decidiu romper o namoro. Como é de costume, percebi que aquele desabafo servia para que ela se sentisse um pouco melhor, afinal, num momento como esse, tudo o que desejamos é um pouco de amparo e acolhimento daqueles que gostamos e em quem confiamos. Tentei fazer isso. Mostrar o lado bom da situação. Ponderar sobre o que estava acontecendo há algum tempo entre eles e que não vinha fazendo bem a nenhum dos dois e tal. Nossa conversa seguia muito bem até que ela fez um comentário – infelizmente, não tão raro quanto eu acredito que deveria ser. Como a maioria das pessoas faz após uma briga ou um rompimento, ela também se queixou de um comportamento que teve diante dele, enquanto a delicada e dolorosa decisão era tomada. Disse que de tudo o que acontecera, do que mais se arrependia era de ter chorado, de ter demonstrado o quanto gostava dele e o quanto seria difícil esquecê-lo. Lamentou-se por ter sido tão “fraca” e por ter deixado que ele “saísse por cima” da situação. Por alguns instantes fiquei pensando se deveria manifestar a minha opinião – tão contrária à dela – naquele momento, ou se deveria deixar para um momento menos emocional. Mas concluí que, justamente por estar tão |
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