Introdução

A pele é considerada o maior órgão sensitivo do ser humano, formada de tecido orgânico que o reveste, transmite sensações físicas e emocionais, é o limite do interno como Ser e deste com o mundo externo.
A psicossomática do emocional na pele requer um estudo preliminar da neuroanatomia e neurofisiologia, da estrutura emocional e o funcionamento da pele tanto orgânico como psíquico e da superfície de projeção, sendo que esta age na fisiopatologia e nas afecções psicossomáticas.
Necessário para maior entendimento o estudo da embriologia, anatomia e fisiologia da pele.
A consciência da metafísica poderá ajudar o Ser a se trabalhar, melhorando sua condição mental para resultados de fato.

Neuroanatomia e Neurofisiologia
O cérebro humano é um órgão capaz de atingir níveis de execução quase inacreditáveis, e por meio dele é possível entender o funcionamento da mente.
A complexidade de seu funcionamento é desvendada através do aglomerado de células, e a principal função das células é desenvolver reações químicas.
O sistema nervoso ministra rápida comunicação, decodificando estímulos e enviando respostas, permite o movimento da fala e a coordenação da atividade desses bilhões de células chamadas de neurônios, captando, processando e emitindo reações que ocorrem ao redor ou no próprio corpo, responsável pela motricidade e sensibilidade, controlando e coordenando as funções de todos os organismos, interpretando-os e desencadeando, eventualmente, respostas adequadas a estes estímulos.
Algumas funções dependem da vontade - movimentos voluntários ou da alteração de algum hormônio sem que tenhamos consciência - involuntariamente. O sistema nervoso tem a responsabilidade de armazenar experiências - memória, e em estabelecer respostas baseadas em experiências prévias - aprendizado.
O sistema nervoso origina do folheto embriológico o ectoderma, dos três folhetos é o que se encontra em contato com o meio externo.
Sua divisão com base em critérios anatômicos: SNC Sistema Nervoso Central (inclui o encéfalo e a medula espinal) e SNP Sistema Nervoso Periférico (inclui os nervos localizados fora do SNC).
A divisão funcional do sistema nervoso se dá pelo sistema nervoso somático (aferente e eferente) e pelo sistema nervoso visceral (aferente e eferente = SN autônomo-simpático e parassimpático).
O tecido nervoso basicamente compreende dois tipos celulares: os neurônios, sendo que sua função básica é a de receber, processar e enviar informações e a neuróglia que compreende células que ocupam os espaços entre os neurônios, tendo a função de sustentação, revestimento ou isolamento, modulação da atividade neuronal e defesa, cercando e nutrindo os neurônios.

Neurônios - Células de grande excitabilidade utilizando a linguagem elétrica denominada influxo nervoso, para se comunicarem entre si ou com células efetuadoras, e os neuromediadores, meio de transporte químico, permitindo ao sistema nervoso estar permanentemente informado, graças às sensações cutâneas, ao mesmo tempo controlar o conjunto das funções cutâneas, a maioria dos neurônios possui três regiões responsáveis por funções especializadas: corpo celular, dendritos e axônio.

O corpo celular é considerado o centro metabólico do neurônio, rodeado pelos dendritos (ramificações citoplasmáticas estreitas) que recebem o estímulo que o conduzem para um prolongamento, o axônio (denominado fibra nervosa) transmite a mensagem elétrica do corpo celular em direção a outro neurônio ou a um órgão efetor. Os pontos de contato entre o axônio de um neurônio e o dendrito de outro recebem a denominação de sinapses.
A membrana de um neurônio denominada de bainha de mielina (membrana gordurosa que não permite o estímulo mudar de direção), tem muitos tipos diferentes de moléculas, que são chamadas receptoras, auxiliam na rapidez da condução de um estímulo, e se projetam no meio circundante em um lado da membrana e para o interior da célula no outro.
Quando os neurotransmissores realizam uma tarefa em uma determinada sinapse, precisam ser removidos para que o processo recomece; as moléculas podem ser quebradas por enzimas específicas para a tarefa, ou podem ser bombeadas de volta para as vesículas por uma cadeia de eventos moleculares, análogos aos bombeamentos do sódio e potássio.
Medula Espinal - Que se encontra dentro do canal vertebral, apresentando forma cilíndrica, sendo ligeiramente achatada no sentido antero-posterior, está bem protegida, proteção adicional pelas meninges, sendo denominadas meninges espinais e meninges encefálicas.
A medula espinal tem duas funções:

1ª - Condução de impulsos nervosos, pela substância branca;
2ª - Receber e integrar a informação que chega e sai, através da substância cinzenta.

A parte sensitiva mantém o sistema nervoso central ciente das modificações dos meios externo e interno, esta integração ocorre em muitas estações intermediárias ao longo das vias do sistema nervoso central, com o auxílio dos neurônios de associação.
Os movimentos musculares são controlados pelo córtex cerebral, e outras partes do encéfalo tornam os movimentos suaves e coordenados.
A integração sensoriomotora, após atingir o centro superior, em conjunto com outras informações de outros centros do SNC, é encaminhado à medula espinal em duas vias descendentes motoras principais: as vias diretas (piramidal) e a indireta (extrapiramidal).
A medula espinal serve de centro integrador para os reflexos espinais, como respostas automáticas rápidas e previsíveis a alterações no ambiente. Os nervos espinais estão conectados à medula espinal por partes denominadas raízes: dorsal e ventral.

Encéfalo - Um dos maiores órgãos do corpo tem a forma de cogumelo e se divide nas seguintes partes principais: tronco do encéfalo, cérebro (diencéfalo e telencéfalo) e cerebelo.
O encéfalo é protegido pelo crânio e pelas meninges. As meninges possuem os mesmos nomes das meninges espinais: a mais externa, dura-máter; a média, aracnóide; e a mais interna, pia-máter.
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O encéfalo tem bom suprimento de oxigênio e nutrientes por uma veia circulatória especial do cérebro, sendo um dos órgãos metabolicamente mais ativos do corpo, e a quantidade de oxigênio utilizada depende do grau de atividade mental.
Líquido Cerebrospinal (líquor) - Líquido claro e incolor, contém proteínas, glicose, uréia e sais, tendo duas funções principais relacionadas a homeostase: proteção e circulação.
Protege o encéfalo, bem como o SNC contra lesão.
Tronco Encefálico - Interpõe-se entre a medula e o diencéfalo, localizando-se ventralmente ao cerebelo; divide-se em: bulbo; mesencéfalo e ponte.
Bulbo - Contém todos os tractos sensitivos (ascendentes) e motores (descendentes), constituindo a substância branca do bulbo.
No bulbo localiza-se o centro cardiovascular, regulando o ritmo e a força dos batimentos cardíacos e o diâmetro dos vasos sanguíneos, o centro respiratório bulbar de ritmicidade, que regula a freqüência básica da respiração; também coordena a deglutição, o vômito, a tosse, o espirro e o soluço.

Mesencéfalo - Contém um par de pedúnculos do cérebro, que constituem a principal conexão para os tractos entre as partes superiores e inferiores do encéfalo e da medula espinal; o mesencéfalo possui fibras motoras que conectam o córtex cerebral à ponte e medula espinal; e fibras sensitivas que conectam a medula espinal ao tálamo.
Ao longo do tronco do encéfalo-bulbo, ponte e mesencéfalo, e do diencéfalo existe um grupo de neurônios amplamente dispersos, semelhante a uma rede (reticular), sendo referido como formação folicular; esses neurônios recebem e integram estímulos que chegam do córtex cerebral, do hipotálamo, do tálamo, do cerebelo e da medula espinal; também enviam impulsos a todos os níveis do sistema nervoso central.
Ponte - Parte do tronco encefálico situada diretamente acima do bulbo e à frente do cerebelo; conecta a medula espinal e o bulbo ao restante do encéfalo, e as partes do encéfalo umas com as outras, também contém núcleos que auxiliam a regular a respiração, constituindo as áreas pneumotáxica e apnêustica.

Diencéfalo - Consiste principalmente do tálamo e do hipotálamo.

Tálamo - Consiste principalmente de massas pares de substância cinzenta organizadas em núcleos, alguns núcleos servem de estações de transmissão para os impulsos sensitivos vindos de outras partes do SNC até o córtex cerebral.

Hipotálamo - Pequena porção do diencéfalo que se localiza abaixo do tálamo e acima da hipófise, mesmo sendo pequeno, os núcleos no hipotálamo controlam muitas atividades corporais, a maioria delas relacionadas a homeostase.
- Controla e integra as atividades do sistema nervoso autônomo, regulando atividades como o ritmo cardíaco, através do trato gastrintestinal, o movimento do alimento e a contração da bexiga.
- Controla a liberação de muitos hormônios da hipófise, servindo como uma conexão primária entre o sistema nervoso e o sistema endócrino, considerados os principais sistemas de coordenação (controle) do corpo.
- Controla a temperatura corporal normal.
- Encontra-se associado à sentimentos de raiva, agressão, dor e prazer.
- Através de dois centros regula a ingestão de alimentos. O centro da alimentação da fome é responsável pelas sensações de fome; quando o centro da saciedade - o estar satisfeito, envia impulsos nervosos inibindo o centro da alimentação.
- Contém um centro que regula a ingestão de líquidos - considerado centro da sede.
- Mantém a consciência e os padrões do sono.

Sistema Ativador Reticular (SAR), Consciência e Sono
Considerado ritmo circadiano é o despertar e o adormecer dos seres humanos.
Quando o encéfalo se encontra desperto ou de vigília, está em prontidão, este estado depende da formação reticular, e por aumentar a atividade cortical, é conhecida essa área como sistema ativador reticular - SAR (produz a consciência e a vigília); quando estimulados os impulsos nervosos passam para cima, para amplas áreas do córtex cerebral.
O nível de consciência, estado de alerta, atenção, relaxamento, desatenção, depende do número de circuitos de retroalimentação no momento.
A inativação do SAR produz o sono, da mesma forma que existe diferentes níveis de consciência, existem diferentes níveis de sono.
Telencéfalo - Compreende os dois hemisférios cerebral, direito e esquerdo, e uma pequena parte mediana; sustentado pelo diencéfalo e tronco encefálico, juntamente com diencéfalo constitui o cérebro. Sua superfície é composta por uma área delgada de substância cinzenta que recebe a denominação de córtex cerebral (córtex = casca de árvore), a origem do telencéfalo e do diencéfalo está localizada no prosencéfalo.
O córtex cerebral possui seis camadas de corpos de células nervosas, abaixo das quais se encontra a substância branca cerebral.
No telencéfalo encontram-se depressões (pregas) denominadas sulcos, que delimitam os giros ou circunvoluções cerebrais. Entre as depressões existem fendas profundas denominadas fissuras, e fendas rasas que são os sulcos.
Em cada hemisfério cerebral, os dois sulcos mais importantes são o sulco lateral e o sulco central. O sulco lateral tem início na base do cérebro lateralmente à substância perfurada anterior, enquanto o sulco central é um sulco profundo e geralmente contínuo, iniciando-se na face medial do hemisfério, sendo ladeado por dois giros paralelos um anterior, giro pré-central, localizado imediatamente anterior ao sulco central, contém a área motora primária do córtex cerebral. O outro posterior, giro pós-central, está localizado imediatamente posterior ao sulco central, este contém a área somato-sensitiva primária do córtex cerebral. As áreas situadas adiante do sulco central relacionam-se com a motricidade, enquanto as situadas atrás deste sulco relacionam-se com a sensibilidade.
O telencéfalo é separado em metades direita e esquerda, ou hemisférios cerebrais pela fissura longitudinal do cérebro; sendo que os hemisférios internamente são conectados por um grande feixe de fibras transversas componentes da substância branca chamada de corpo caloso, sendo este maior nas mulheres, o que pode ser responsável pelas diferenças nas respostas emocionais.
O hemisfério cerebral em cada lado é subdividido em quatro lados pelos sulcos ou fissuras, recebem sua denominação de acordo com os ossos do crânio, com os quais se relacionam denominados: frontal, parietal, temporal e occipital; além destes, existe um quinto lobo, a ínsula, está situado no sulco lateral não tendo relação imediata com os ossos do crânio.
No telencéfalo se observa diferença anatômica entre os dois hemisférios cerebrais, entre essas diferenças estruturais, ocorrem também diferenças funcionais. Exemplificando: No hemisfério esquerdo na maioria das pessoas ocorre o controle da mão direita, a linguagem, as habilidades numéricas e científicas e o raciocínio, e, no hemisfério direito a importância está para o controle da mão esquerda, a sensibilidade artística e a imaginação.
Substância Branca - Subjacente ao córtex cerebral é formada de axônios mielinizados, distinguem-se dois grupos de fibras: de projeção e de associação; transmitem impulsos entre os giros no mesmo hemisfério, os giros de um hemisfério cerebral oposto, e do telencéfalo a outras partes do encéfalo e da medula espinal.
Núcleos de Base (cerebrais) - Em cada hemisfério cerebral encontram-se as massas pares de substância cinzenta dentro da substância branca, sendo estas denominadas núcleos de base.
O corpo estriado é considerado o maior núcleo da base, que consiste do núcleo caudado e do núcleo lentiforme, sendo este subdividido no putame e no globo pálido.
Os núcleos de base controlam grandes movimentos subconscientes dos músculos esqueléticos e regulam o tônus muscular requerido para movimentos corporais.
As estruturas do corpo estriado ventral têm conexões com áreas corticais do sistema límbico, participando da regulação do comportamento emocional, enquanto as estruturas dorsais do corpo estriado são fundamentalmente motoras somáticas.
Sistema Límbico - Constituído de partes dos hemisférios cerebrais e do diencéfalo, sendo um grupo de estruturas em forma de forquilha, que circunda o tronco do encéfalo e assume uma função primária em emoções sejam de dor ou prazer; algumas vezes considerado cérebro visceral ou emocional.
O sistema límbico controla a maioria dos aspectos involuntários, relacionados à sobrevivência, funciona também na memória.
Áreas Funcionais do Córtex Cerebral - O córtex cerebral é dividido em três áreas: áreas sensitivas que recebem e interpretam impulsos sensitivos, as áreas motoras controlam o movimento muscular, sendo estas duas consideradas áreas primárias; e as áreas de associação que não se relacionam diretamente com a motricidade ou com a sensibilidade, mas às funções integrativas como a memória, as emoções, o raciocínio, a vontade, o julgamento, os traços de personalidade e a inteligência.
Áreas Sensitivas - Estímulos sensitivos do córtex cerebral, foi mapeado para refletir a quantidade de informação sensitiva proveniente de diferentes partes do corpo e fluem principalmente para a metade posterior dos hemisférios cerebrais para regiões posteriores aos sulcos centrais. No córtex cerebral essas áreas possuem conexões mais diretas com os receptores na periferia do corpo. Classificadas como:
Área somato-sensitiva primária: localizada imediatamente posterior ao sulco central de cada hemisfério cerebral, no giro pós-central do lobo parietal; recebe sensações de receptores cutâneos e musculares de várias partes do corpo.
Área visual primária: localizada no lobo occipital, recebendo impulsos sensitivos dos olhos, interpretando a forma, a cor e o movimento.
Área auditiva primária: localizada no lobo temporal, interpretando as características básicas do som.
Área gustativa primária: localizada na base do giro pós-central, interpretando as sensações relacionadas ao paladar.
Área olfatória primária: localizada no lobo temporal, interpretando as sensações relacionadas ao olfato.

Áreas Motoras
O córtex motor foi mapeado, indicando as áreas específicas que controlam grupos musculares particulares e o grau de representação é proporcional à precisão de movimento requerida por uma determinada parte do corpo. Observa-se que existe um córtex motor nos hemisférios cerebrais esquerdo e direito.
1 - Área motora primária: localizada no giro pré-central do lobo frontal, controlam músculos específicos ou grupos de músculos; interessante ressaltar que a estimulação de um ponto específico da área motora primária resulta em uma contração muscular, no lado oposto do corpo.
2 - Áreas motoras da fala: localizada no lobo frontal (usualmente o esquerdo) imediatamente superior ao sulco lateral, a área motora da fala também tem a denominação de Broca, sendo que esta como outras áreas da linguagem, estão localizadas hemisfério cerebral esquerdo da maioria dos indivíduos, independente se são destros ou canhotos.

Áreas de Associação
As áreas de associação do telencéfalo consistem de tractos de associação que conectam as áreas motoras e sensitivas e partes grandes do córtex cerebral dos lobos occipital, parietal e temporal, e frontal, anteriormente as áreas motoras. Áreas de projeção são as que recebem ou dão origem a fibras relacionadas diretamente com a sensibilidade e com a motricidade, as demais áreas são consideradas de associação e, de modo geral, estão relacionadas à funções psíquicas complexas. As áreas de associação incluem:
- Área de Associação Somato-Sensitiva: imediatamente posterior à área somato-sensitiva primária, integra e interpreta as sensações; área que permite determinar a forma e textura de um objeto sem olhar para o mesmo, determinar a orientação de um objeto em relação a outro e perceber a relação de uma parte do corpo com outra.
- Área de Associação Visual: localizada no lobo occipital, relacionando experiências visuais presentes e passadas com o reconhecimento e avaliação do que é observado.
- Área de Associação Auditiva: localizada abaixo da área auditiva primária, no córtex temporal, especifica se um som é fala, música ou ruído.
- Área Gnósica: significa conhecimento, está localizada entre as áreas somato-sensitiva, visual e de associação auditiva; integra as interpretações sensitivas das áreas de associação e impulsos de outras áreas, mostra como um pensamento comum possa ser formado de várias informações sensitivas.
- Área Pré-Motora: imediatamente em frente à área motora primária, participa das atividades motoras aprendidas de natureza complexa e seqüencial, gera impulsos nervosos que produzem a contração de um grupo específico de músculos em uma seqüência específica.
- Área Frontal do Campo Visual: localizada no córtex cerebral, controla os movimentos voluntários de varredura dos olhos.
- Área da Linguagem: denominada área de broca é responsável pela programação da atividade motora relacionada com a expressão da fala, sendo que os impulsos nervosos passam às regiões pré-motoras, que controlam os músculos da laringe, da faringe e da boca, pelas contrações específicas e coordenadas desses músculos. Simultaneamente, os impulsos são enviados da área motora da fala à área motora primária. Os impulsos atingem os músculos da respiração para regular o fluxo apropriado de ar entre as pregas vocais, e através dessas contrações coordenadas dos músculos da fala e da respiração é possível verbalizar os pensamentos.

Memória
Capacidade de lembrar os pensamentos. As porções do encéfalo consideradas como associadas à memória incluem o córtex de associação dos lobos frontal, parietal, occipital e temporal, partes do sistema límbico e o diencéfalo.
Para que uma experiência se torne memória precisa produzir alterações no sistema nervoso central que representem a experiência, classificada em duas categorias: de curto prazo de duração, que é a capacidade de lembrar frações de informação, e de longo prazo de duração que tem a permanência de dias a anos. Considerada consolidação de memória o uso constante de um determinado registro durante um longo período, um exemplo é quando se guarda um número de telefone.
Atualmente cientistas através de inúmeras experiências descobriram um número surpreendentemente grande de células conhecidas como gliais, no córtex de associação, responsável pelo conhecimento de alto nível.
Evidências sugerem que as células gliais, negligenciadas por meio século, podem ser tão importantes para ao pensamento quanto os neurônios, isto porque os fisiologistas durante décadas, se concentraram nos neurônios como os principais comunicadores do cérebro, eles achavam que as células gliais tinham somente o papel de manutenção: levar nutrientes dos vasos sangüíneos para os neurônios, manter o equilíbrio saudável de íons no cérebro e afugentar patógenos que tivessem escapado do sistema imunológico.
Hoje, porém, sabe-se que com o apoio das células gliais, os neurônios ficam livres para se comunicar por meio de pequenos pontos de contato chamados sinapses e para estabelecer uma rede de conexões que permite pensar, lembrar e pular.
Interessante saber que nos últimos anos, técnicas mais sensíveis de imagem mostraram que neurônios e células gliais dialogam entre si, do desenvolvimento embrionário até a velhice.
Os cientistas atuais estão observando, através dessa comunicação que os neurônios geram os impulsos elétricos chamados potenciais de ação, que causam a liberação de neurotransmissores em sinapses e desencadeiam mais impulsos em outros neurônios, enquanto que a glia emprega sinais químicos, em vez de elétricos, para produzir mensagens.
Os fisiologistas e bioquímicos descobriram que a glia possui receptores para muitos neurotransmissores usados na comunicação sináptica, da mesma forma que os canais de íons que permitem aos neurônios emitir potenciais de ação. E que os íons ativam enzimas que liberam ATP (trifosfato de adenosina) para outras células gliais ou ativam enzimas que controlam a leitura dos genes.
Muitas pesquisas ainda necessitam ser efetuadas, um grande passo para a compreensão mental já se encontra em andamento, necessário aguardar por novas conquistas.

Cerebelo
Considerado a segunda maior porção de encéfalo encontra-se atrás do bulbo e da ponte e abaixo dos lobos occipitais do telencéfalo. Fisiologicamente difere do cérebro porque funciona sempre em nível involuntário e inconsciente, sendo sua função exclusivamente motora, consistindo de dois hemisférios cerebelares.
No córtex cerebelar, que é a superfície de cerebelo, incide de substância cinzenta. Os tractos de substância branca que lembram os ramos de uma árvore se localizam sob o córtex. Os núcleos do cerebelo são formados por massas de substância cinzenta que se encontra profundamente localizada dentro a substância branca.
O cerebelo se liga ao tronco do encéfalo por três feixes de fibras, que recebem a denominação de pendúculos cerebelares.
O cerebelo compara o movimento pretendido, programado pelas áreas motoras do telencéfalo, com o que de fato está ocorrendo.
Suas principais funções são: manutenção do equilíbrio e da postura, controle do tônus muscular, controle dos movimentos voluntários e aprendizagem motora.
O cerebelo recebe constantemente informação sensitiva dos músculos, tendões e articulações; auxilia a uniformizar e coordenar as seqüências complexas de contrações dos músculos esqueléticos e torna possíveis as atividades motoras habilidosas.
Lesões do cerebelo tem como sintomatologia uma grave ataxia que é a incoordenação dos movimentos.
Neurotransmissores: Existe cerca de sessenta substâncias conhecidas ou suspeitas, sendo liberadas por vesículas sinápticas nas terminações axonais, estabelecendo linhas de comunicação entre as células nervosas, que facilitam, excitam ou inibem os neurônios pós-sinápticos no Sistema Nervoso Central.
Os níveis apropriados de neurotransmissores auxiliam as atividades do Sistema Nervoso central e evitam que muitas doenças venham a ocorrer nesse sistema.
Nervos Cranianos: São os que fazem conexão com o encéfalo, fazendo parte do Sistema Nervoso Periférico, juntamente com os nervos espinais. Dos doze pares de nervos cranianos, dez têm origem no tronco do encéfalo, mas todos passam através de forames no crânio, são designados por algarismos romanos e nomes, sendo que os algarismos romanos indicam a ordem em que os nervos originam-se no encéfalo (de frente para trás) e os nomes indicam a distribuição ou a função.
Alguns nervos cranianos recebem a denominação de nervos sensitivos por conterem somente fibras sensitivas, outros, contendo fibras sensitivas e motoras são referidos como nervos mistos.
Os corpos das fibras sensitivas são encontrados fora do encéfalo e os corpos celulares das fibras motoras nos núcleos dentro do encéfalo.

Sistema Nervoso Autônomo
O sistema nervoso pode ser dividido em somático e visceral, sendo que o sistema nervoso somático é considerado sistema de vida de relação por relacionar o organismo com o meio, pela parte aferente conduz aos centros nervosos impulsos originados em receptores periféricos, informando estes centros sobre o que se passa no meio ambiente; a parte eferente do sistema nervoso somático, leva aos músculos esqueléticos o comando dos centros nervosos, resultando movimentos e a uma maior integração com meio externo.
O sistema nervoso visceral ou da vida vegetativa tem relação com a inervação das estruturas viscerais, sendo importante para a integração da atividade das vísceras, através da homeostase.
O componente aferente conduz impulsos nervosos originados em receptores das vísceras a áreas específicas do sistema nervoso central, enquanto o componente eferente traz impulsos de certos centros nervosos até as estruturas viscerais, terminando em glândulas, músculos lisos ou músculo cardíaco.
Define-se sistema nervoso autônomo somente o componente eferente do sistema nervoso visceral que se divide em simpático e parassimpático.
As diferenças fisiológicas entre o sistema nervoso simpático e parassimpático é que o sistema simpático de modo geral tem ação antagônica à do parassimpático em um determinado órgão, e apesar disso, colaboram e trabalham harmonicamente na coordenação da atividade visceral, adequando o funcionamento de cada órgão às diversas situações a que é submetido o organismo. A ação desses sistemas em determinado órgão depende do modo de terminação das fibras pós-gaglionares de cada uma destas divisões do sistema nervoso autônomo, dentro do órgão.
O parassimpático possui ações sempre localizadas a um órgão ou setor do organismo, e as ações do simpático embora se localizem da mesma forma, tendem a ser difusas, atingindo vários órgãos.
Anatomicamente a base da diferença reside no fato de que os gânglios do parassimpático, estando próximo das vísceras, fazem com que o território de distribuição das fibras pós-ganglionares seja basicamente restrito, também uma fibra pré-ganglionar faz sinapse com um número relativamente pequeno de fibras pós-ganglionares.
No sistema simpático os gânglios estão longe das vísceras e uma fibra pré-ganglionar faz sinapse com um grande número de fibras pós-ganglionares, que se distribuem a territórios consideravelmente maiores, em algumas circunstancia, todo o sistema simpático é ativado, produzindo uma descarga em massa em que a medula da supra-renal se torna ativada, lançando no sangue a adrenalina que age em todo o organismo, ocorrendo uma reação de alarme, que ocorre em certas manifestações emocionais e situações de emergência, em que a pessoa deve estar preparada para lutar ou fugir.
Esta situação acontece a partir do cérebro, mais especialmente do hipotálamo, partem impulsos nervosos que descem pelo tronco encefálico e medula, ativando os neurônios pré-ganglionares simpáticos de coluna lateral, de onde os impulsos nervosos ganham os diversos órgãos, iniciando a reação de alarme, ocorre maior transformação de glicogênio em glicose, que é lançada no sangue, aumentando as possibilidades de consumo de energia pelo organismo, como também aumento no suprimento sangüíneo nos músculos estriados esqueléticos, necessário para levar a estes músculos mais glicose e oxigênio, bem como para mais fácil remoção CO2 (gás carbônico).

Estrutural Emocional
O corpo desde sua origem embriológica vai desenvolvendo sua história protoplasmática que caminha para uma forma pessoal humana, incluindo a concepção; o processo embriológico, as estruturas da infância, adolescência e vida adulta.
Sua capacidade finita permanente e construtora de forma, em sua arquitetura tissular, geneticamente programada, mantendo intensificando e desintensificando, a pulsação vital.
O Ser, ao se sentir vivo gera as infinitas modulações e tonalidades do sentimento, pulsando, seguindo afetos, como tubos dentro de tubos com suas câmaras e válvulas, inflando, esvaziando, adensando ou enrijecendo, entre o mental, afetivo, pulsátil, gravitacional, aéreo, emocional, de acordo com a tolerância aos ritmos da excitação gerada pelas experiências, de amor ou desengano, medo ou agressão, frustração e prazer.
A estrutura corporal, uma verdadeira armadura interage em seu método somático emocional, com os padrões de movimento, sentimento e excitação, sua forma humana ao mesmo tempo a empírica forma que se relaciona com o divino, levando-o a experiências emocionais centrais.
O conceito de couraça desenvolve a compreensão das tipologias caracteriológicas e do desenvolvimento da psicoterapia baseada no corpo.
As sensações subjetivas, que ocorrem em resposta a um fator estimulante, fazem com que o indivíduo se encontre totalmente envolvido emocionalmente com alguns ou vários fatores ou mesmo o conjunto de fatores, acompanhadas de alterações neurovegetativas, e isto causa grande tensão muscular, deficiência respiratória, respiração deficitária, dores no corpo - principalmente nas costas -, variando de pessoa para pessoa, podem ocorrer alterações endócrinas e autonômicas importantes como sudorese intensificada, aumento dos batimentos cardíacos, garganta e boca secas, tremores das extremidades, incontinência urinária e intestinal, sono, fome, manifestação facial característica, sentindo-se alterado, com o organismo totalmente debilitado.

Respostas Imediatas e Prolongadas
Imediatas: Quando o sistema simpático sofre algum tipo de estimulação nas situações de alerta, prepara o organismo à uma ação de emergência, ocasionado pela medula supra-renal, apresenta os sinais fisiológicos das emoções. Quando a medula adrenal libera adrenalina mimetiza todo o efeito da estimulação simpática, aumentando o metabólico e liberando os estoques de energia em um tempo mínimo.
Prolongadas: O fator de maior importância é a liberação de glicocorticóides (constituem-se de hidrocortisona, corticosterona e cortisol, responsáveis pela transformação de não-açúcares em açúcares) do córtex adrenal, sob o controle do ACTH (hormônio adrenocorticotrófico) por fatores liberadores do hipotálamo, liberando também a beta-endorfina (ligantes opióides endógeno), sendo que vários fatores interagem na regulação complexa da liberação de ACTH no hipotálamo, incluindo fatores hipotalâmicos que facilitam ou inibem sua liberação a adrenalina e a noradrenalina (estimulam a liberação de ACTH da pituitária), e vários neuro-hormônios hipotalâmicos (como a vasopressina, secretada por neurônios hipotalâmicos e pela hipófise posterior), o hipocampo é envolvido por controles adicionais de centros superiores. Estrutura esta que contém um número considerável de glicocorticóides circulantes, que parece participar da alça de retroalimentação negativa, que inibem a liberação de ACTH.
A queda da resistência as infecções associadas à efeitos antiinflamatórios é outro fator complicado do efeito dos glicocorticóides, podendo estes hormônios retardar a formação de tecido cicatricial nas feridas, inibir a formação de anticorpos, diminuindo o número de leucócitos contra o agente infeccioso.
Várias alterações hormonais podem ocorrer devido ao crescimento corporal e ao metabolismo, como também perturbações ovarianas ou testiculares relacionadas às funções reprodutivas.
Salientamos que a maior parte do estudo das emoções ocorre em condição experimental, sobre bases fisiológicas e anatômicas do comportamento realizadas em animais. Muitas teorias foram debatidas para explicar o processamento do emocional nos seus vários aspectos, isto ocorre por dificuldade de entendê-las convenientemente. Serão reportadas as partes de maior relevância de algumas das teorias que procuram explicar os fatores fisiológicos envolvidos no mecanismo das emoções.
Segundo JAMES e LANGE: As emoções consistem na percepção das alterações fisiológicas desencadeadas pelo estímulo emocional, na época pouco se conhecia sobre mecanismos cerebrais superiores, vindo primeiro o aparecimento da resposta emocional, ocorrendo em seguida à experiência emocional.
Segundo VONDERAHE: "Emoção é uma maneira de sentir e uma maneira de agir", acompanhada de alterações somáticas - impulso para agir e prontidão ou alerta como reação dos processos mentais.
Segundo MORGAN: Processos mentais podem desenvolver três aspectos diferentes - sensorial, motor e motivacional, ou seja, uma experiência, um tipo de comportamento ou um motivo.
Segundo CANNON e BARD: A expressão das emoções é fundamentalmente simples: sem diferenciá-las no animal muito menos relacioná-la aos tipos reconhecíveis no ser humano, sendo que as alterações fisiológicas são similares em suas experiências, definiram que as vias aferentes estabelecem conexões ao nível do tálamo, ainda hoje, a única assertiva é a ênfase na expressão hipotalâmica das emoções.
Segundo STANLEY COBB: Fazer uso do desenvolvimento que a experiência concedeu, valendo-se de um atalho não consciente como método, interpretando intuitivamente e com precisão, emoções difíceis de descrever objetivamente.
Entretanto, ocorrem algumas modalidades de emoção em que a descrição se torna eclética, com aceitação científica, exemplificando: raiva, medo, amor, convivência, tristeza, alegria, solidão e excitação.
LINDSLEY : Teoria da Ativação: teoria que explica as reações emocionais, através de uma ativação cortical seletiva; considerando os impulsos somáticos e viscerais, convergindo para a formação reticular do tronco encefálico, ativando o córtex, aceitando o hipotálamo como a sede primária da organização da expressão emocional.
Recentemente foi demonstrado que o hipotálamo faz parte da substância reticular, tendo possibilidades próprias de ativação, pela suas conexões com o córtex cerebral ou através de atividades autônomas, ativando essa substância.
PAPEZ: Teoria que levantou a hipótese de que as estruturas do lobo límbico constituiriam o substrato neural das emoções, que caracteriza os giros corticais filogeneticamente primitivos, que formam um anel em torno do tronco cerebral. O circuito de Papez é um esquema que elucida que o hipotálamo recebe as influências corticais, através de projeções do giro do cíngulo para a formação hipocampal; deixando de considerar as emoções como uma obra do cérebro, elevando à categoria de um processo fisiológico embasado em mecanismo anatômicos.
MacLEAN: Sistema límbico, sistema relacionado com o córtex cerebral, o hipotálamo e certas estruturas subcorticais importantes para o mecanismo das emoções e atividades a ela relacionadas.
Bases Anátomo-Fisiológicas das Emoções
Hipotálamo: Considerado o "centro das emoções", faz parte do sistema límbico, quando ativado pode agravar a sensação de fome, sede, desejo sexual, necessidade de segurança e mesmo de uma nova experiência. Quando o ser está sob estresse o hipotálamo descarrega hormônios, que fazem a hipófise liberar o seu próprio hormônio Adrenocorticotrófico (ACTH), que faz a glândula supra-renal secretar hidrocortisona, produzindo efeitos metabólicos no corpo, hormônio este, que modera a expressão emocional.
Área Límbica Mesencefálica: Região possuidora de conexões aferentes e eferentes com o hipocampo, área septal, hipotálamo e amígdala, e com o restante da formação reticular. Além da função de manter o córtex desperto, relaciona-se com os processos de aprendizagem, reflexo condicionado e com todas as atividades do sistema límbico.
Amígdala: Estudos efetuados através de experimentos mostram numerosas conexões desta região com o neocórtex, hipotálamo e áreas límbicas mesencefálicas, sugerindo que este sistema efetua a mediação das funções elevadas do hipotálamo e das respostas autônomas e emocionais.
Hipocampo: Experimentos com estimulação elétrica ou química das várias partes do hipocampo provocam respostas "emocionais", ou mesmo reações autônomas individuais, idênticas às observadas no comportamento emocional normal.
Área Septal: O septo considerado parte da porção mais rostral da formação reticular, sua porção telencefálica, formada a partir da parte anterior da porção medial das vesículas cerebrais, próximas ao forame interventricular.
A maioria das funções septais é mediada por meio de suas íntimas relações com o hipocampo. O septo pode relacionar-se com os estados de sono e consciência, com o controle da emotividade.

Núcleos Talâmicos:
A - Intralaminares: representam a porção talâmica da formação reticular, pela atenção seletiva junto com as áreas do neocórtex e do sistema límbico.
B - Núcleo Dorsomedial: possui estreitas relações com o hipotálamo e córtex órbito frontal.
C - Núcleos Anteriores: situa-se como importante conexão da via hipocampo-cingular (conexões diretas e via corpos mamilares), conectando-se com várias estruturas.

Neocórtex e Justalocórtex - Partes do manto cerebral e estruturas do sistema límbico pela importante conexão com essas estruturas.
Neocórtex - O hipocampo e a amígdala se encontram em estreita relação da porção medial dos hemisférios cerebrais, individualmente, com a região órbito frontal e neócortex do lobo temporal.
Justalocórtex - Córtex de transição, situado entre o antigo alocórtex e o recente neocórtex, onde suas partes principais compreendem o córtex do Giro Cíngulo.
Giro Cíngulo - Situa-se na face mediana dos hemisférios cerebrais, e o termo cíngulo significa cintura - proveniente do latim "cingulum".
A estimulação ou destruição de estruturas do sistema límbico determina perturbações aparentes da emoção como também dos distúrbios da sua regulação.
O sistema límbico está intimamente relacionado à elaboração de atividades somáticas precisas e altamente diferenciadas, sendo as estruturas límbicas atuantes como um "transducer", transformando impulsos neurais de aferentes em eferentes.
Esse sistema representa um centro de convergência à uma via final comum para aos impulsos mais importantes e representativos dos meios externo e interno.
Ocorre que as "informações" são filtradas através do sistema nervoso central, por meio destas estruturas de origem primitiva, proporcionando uma permanente adaptação do organismo às contínuas mudanças, desafios e "stress" do meio ambiente.
Nos últimos anos o conhecimento das funções cerebrais, têm progredido, adicionando entendimento sobre emoção, pensamento e comportamento, mesmo com abordagem de temas e teorias ainda controversas.
Na evolução do tema é explicado em sólidas bases bioquímicas, psicofisiológicas e funcionais, dependendo fundamentalmente do sistema límbico no cérebro.
As neurociências têm se valido da psicofisiologia, contribuindo para o conhecimento neurológico e psiquiátrico, enriquecendo e melhorando os processos mais recônditos da mente embasada em uma abordagem rigorosamente científica, contribuindo para que várias doenças mentais possam ser tratadas, tanto pela nova farmacologia como pela neurocirurgia.

Sistema Límbico
Substrato neural dos processos mentais, das emoções, do intelecto, da motivação, do aprendizado, da memória, do comportamento e muitas outras funções entre mente e corpo, se revelando responsável pelas modificações do meio interno, controlando as relações entre mente e corpo e o mundo externo, com atuação sobre o sistema nervoso autônomo e endócrino, controlando o mundo interno e todas as funções relacionadas a autopreservação.
No homem se verifica a atuação do sistema límbico por meio de fortes emoções que são acompanhadas neurofisiológicamente e, portanto, quimicamente, de intensa atividade nesse sistema, sendo as alterações emocionais observadas em clínica freqüentemente associadas a uma patologia.
As correlações anatômicas, neurofisiológicas e neuroquímicas encontradas no cérebro, podem explicar cientificamente o problema da mente e do comportamento, e como a informação visual, auditiva, olfativa, somato-sensitiva, emocional entre outras, irão determinar como os impulsos serão processados ou analisados.
Hoje, através do conhecimento da transmissão sináptica, se reconhece como os bilhões de neurônios se encontram interligados de alguma forma e podem tornar os seres alegres ou tristes.
A neuroquímica permite que aprendamos como essas informações são transmitidas de um neurônio para outro, e a identificação e manipulação dessas substâncias nos permitem compreender os fenômenos elementares relativos ao comportamento humano e ao tratamento das doenças mentais.
Foram identificados cerca de noventa neurotransmissores, cada um, pertencendo à determinadas famílias classificadas em diversos grupos, encontrados nas mais variadas concentrações em diferentes estruturas desse sistema, denotando diferenças de função, encontramos sistemas dopamínicos, serotonínicos, nor-epinefrínicos, glicínicos, GABA-érgicos, colinérgicos e outros, no curso das estruturas límbicas.

Embriologia, Anatomia e Fisiologia da Pele
Embriológicamente a pele deriva dos folhetos ectodérmicos e mesodérmicos. Compõe-se de três grandes camadas de tecido, sendo uma superior - a epiderme; uma intermediária - a derme; e a mais profunda - a hipoderme (serve de apoio e união com os órgãos adjacentes).
A pele é considerada o órgão sensorial mais extenso do corpo, medindo aproximadamente dois metros quadrados e representando mais de 15% do peso corpóreo em um indivíduo adulto, apresentando variações ao longo de sua extensão, sendo mais flexível e elástica em algumas partes e rígida em outras, variando de 1,6mm até 0,4mm; cada centímetro quadrado contém cerca de 230 terminações nervosas especiais - os receptores que detectam sensações, pesa cerca de quatro quilos.

A superfície da pele é composta por sulcos e saliências, acentuadas nas regiões palmo-plantares e extremidades dos dedos; os dermatóglifos, em cada indivíduo são únicos e peculiares, permitindo a identificação legal através da datiloscopia, como também a diagnose de enfermidades genéticas.
Evidente a relação entre o desenvolvimento da pele e do sistema nervoso central, ambos podem ser atingidos por um mesmo distúrbio fundamental na embriogênese; sendo que as principais alterações ocorrem nos defeitos cromossômicos, exemplificando: a síndrome de Down.
Encontra-se na superfície cutânea nos seguimentos corpóreos, variações e pregas, articulares e musculares, orifícios polissebáceos e orifícios sudoríparos.
As variações de cor de pele variam pela conjunção de vários fatores, alguns de ordem genético-racial, pela quantidade de pigmento - a melanina; as de ordem individual, regional e mesmo sexual, pelo conteúdo sanguíneo de seus vasos, e a espessura de seus componentes.

Composição da Pele
1 - Água: corresponde a 70% do peso livre de tecido gorduroso, a maior quantidade é encontrada no fluido intersticial.
2 - Lipídios: correspondem de 0,3 a 10% do peso normal da pele, a maior quantidade de lipídios são triglicérides que ficam depositados nas células adiposas subcutâneas sob influência da alimentação; enquanto o colesterol e os fosfolipídios entram na composição constante das células, sendo formados principalmente pelas glândulas sebáceas e pela epiderme.
3 - Proteínas: representam 27% do peso total da pele constituído de ácidos aminados: tirosina, cistina, arginina, triptofano, histidina, lisina e outros.

Epiderme
Origina-se do ectoderma da superfície, é um tecido epitelial superficial de revestimento estratificado pavimentoso, queratinizado.
Desde a camada germinativa ocorre o processo de maturação dos queratinócitos, através das várias camadas da epiderme é complexo e multifatorial, sendo influenciado por fatores genéticos, sistêmicos e ambientais.
Ocorre na diferenciação epidérmica a participação da derme através de interrelações entre fibroblastos e queratinócitos.

São várias as células que compõem a epiderme:
- Melanócitos: originam-se na crista neural em sentido craniocaudal e invadem a pele entre a 12a à 14a semana de vida intra-uterina, são responsáveis pela produção da melanina, considerado o primeiro tipo de célula dendrítica na epiderme. Os grãos de melanina produzidos migram prolongamentos de melanócitos e vão para o interior das células epiteliais (representam depósitos de melanina); neste caso, o escurecimento da pele pelo sol se dá primeiramente pelo escurecimento da parte da melanina pré-existente e, posteriormente, pela aceleração dos processos de biossíntese da melanina.
- Células de Langerhans: células derivadas da medula óssea, começam a aparecer na epiderme por volta da 7a semana gestacional; considerada o segundo tipo de célula dendrítica na epiderme. Fazem parte do sistema imunológico, neutralizando vários efeitos prejudiciais.
- Células de Merkel: originam-se entre a 8a e 12a semanas. Algumas células migram temporariamente para o interior da derme superior, onde algumas se associam aos pequenos nervos, sendo que numerosos grânulos neurossecretórios de cerne denso são formados no seu interior. Estão presentes na camada inferior da epiderme e mucosa oral, sendo muito escassas, irregularmente distribuídas e ocasionalmente dispostas em grupos.
Reconhecem-se quatro camadas distintas na Epiderme
Camada Germinativa ou Basal: Constituída por dois tipos de células: as células basais e os melanócitos; é a mais profunda das camadas da epiderme, e devido sua intensa atividade mitótica é responsável pela renovação das células da epiderme (a pele humana se renova a cada 20 / 30 dias). Abaixo da camada basal existe uma fina estrutura, a membrana basal, com importante participação em várias condições patológicas da pele. A zona da membrana basal é formada por quatro componentes bem definidos: 1. Membrana plasmática; 2. Lâmina lúcida ou espaço intermembranoso; 3. Lâmina densa ou lâmina basal; 4. Zona da sublâmina densa. Admitem-se várias funções da zona da membrana basal: 1. Aderência Dermo-Epidérmica; 2. Suporte Mecânico; 3. Função Barreira.
Camada Malpighiana ou Espinhosa: Formada pelas chamadas células escamosas ou espinhosas, com configuração poliédrica, achatando-se progressivamente em direção à superfície. Responsável pela manutenção da coesão entre as células da epiderme, promovendo resistência ao atrito, através de tonofibrilas (proporcionam formato as células).
Camada Granulosa: Formada por células granulosas, assim denominadas por conterem grandes quantidades de grânulos, sendo estes de tamanho e forma irregulares, compondo-se de queratohialina. Nesta camada, através da secreção de uma substância intercelular impermeabilizante, não ocorre a passagem de água, tendo o efeito de vedação.
Camada Córnea: Composta por células epidérmicas anucleadas, e o seu citoplasma está cheio de uma escleroproteína denominada queratina. Nas regiões onde a epiderme é menos espessa, freqüentemente, a camada granulosa não se encontra presente e a camada córnea é muito delgada.
As unidades epidermo-melânicas da pele são constituídas pelos melanócitos, conjuntamente aos queratinócitos com que se relacionam.
A quantidade de melanócitos depende da capacidade funcional dos melanócitos e não das diferenças raciais de pigmentação. São encontrados no aparelho ocular, na retina e úvea; no ouvido, na stria vascularis; no sistema nervoso central, nas leptomeninges; nas mucosas e nos pêlos.
A síntese e disposição da melanina, dependem dos melanossomas (organelas especializadas), pelo armazenamento de tirosinase sintetizada pelos ribossomas (local dos fenômenos bioquímicos que originam a melanina).

Estrutura dos Anexos Cutâneos
Os apêndices epidérmicos são os brotamentos denominados epiteliais primários, do estrato germinativo embrionário, que dão origem aos pêlos, glândulas sebáceas e glândulas sudorípara apócrinas e écrinas.

Glândulas da pele:
Sudoríparas Écrinas e Apócrinas
As glândulas sudoríparas écrinas encontram-se distribuídas por toda a pele, em maior quantidade nas palmas da mão, planta dos pés e axilas. Seu desenvolvimento acontece por invaginações epidérmicas no mesênquima subjacente, são glândulas tubulares que terminam na superfície através da epiderme, compõe-se de três segmentos: porção secretora, conduto sudoríparo-intradérmico e conduto sudoríparo-intra-epidérmico; a porção secretora localiza-se na junção dermo hipodérmica ou na porção inferior da derme.
As glândulas sudoríparas apócrinas desenvolvem-se apenas em certas áreas, na embriogênese, a partir de invaginações formadoras do folículo piloso, desembocando em geral nos folículos pilossebáceos, e não diretamente na superfície epidérmica. Estas glândulas são tubulares e compostas de uma porção secretora e uma porção dutal; distribuem-se em axila, área perimamilar e região anogenital, e, modificadamente, no conduto auditivo externo, constituindo as glândulas ceruminosas; nas pálpebras constituindo as glândulas de Moll e, na mama, formando as glândulas mamárias.
Aparelho Pilossebáceo: Glândulas Sebáceas, Pêlos e Unhas
As glândulas sebáceas estão presentes em toda a pele, com exceção das regiões palmares e plantares; estas desembocam sempre no folículo piloso com ou sem pêlo. O tamanho é inversamente proporcional às dimensões do pêlo presente no folículo correspondente, a secreção das glândulas sebáceas é do tipo holócrino e o produto de sua atividade é o sebum; são ativadas pelos andrógenos, independentes de estimulação nervosas.
Os pêlos são estruturas filiformes, formadas por células queratinizadas produzidas pelos folículos pilosos. Existem dois tipos de pêlos: o pêlo fetal ou lanugo, no adulto denominado de velus e o pêlo terminal. Estão anexados ao folículo piloso: superiormente à glândula sebácea, inferiormente o músculo eretor do pêlo; e, em certas regiões corpóreas, o ducto excretor de uma glândula apócrina desemboca no folículo, acima da glândula sebácea.
O folículo compreende as seguintes porções:
a) Infundíbulo, que se situa entre o óstio e o ponto de inserção da glândula sebácea;
b) Acrotríquio, porção intra-epidérmica do folículo;
c) Istmo, esta entre a abertura da glândula sebácea no folículo e o ponto de inserção do músculo eretor do pêlo;
d) Segmento inferior, porção restante, situada abaixo do músculo eretor, nesta porção encontra-se uma expansão, o bulbo piloso, que contém a matriz do pêlo onde se introduz a papila ricamente vascularizada e i nervada.

Nas células-matriz encontram-se melanócitos ativos e a atividade mitótica está na metade inferior do bulbo. A bainha radicular interna compreende a cutícula da bainha, a camada de Huxley (mais interna) e a camada de Henl (mais externa). A bainha radicular externa vai desde a epiderme até as porções laterais do bulbo piloso, diminuindo progressivamente de espessura da superfície até a profundidade. Externamente a esta bainha se localiza uma membrana denominada camada vítrea ou basal, sendo que na derme concentricamente em torno desta camada, feixes colágenos grossos, constituindo a bainha radicular fibrosa.
A haste do pêlo é composta pela cutícula externa, córtex e medula. A queratina é o componente principal do pêlo, participam dessa estrutura cerca de vinte aminoácidos.
Os pêlos são estruturas resistentes, flexíveis e elásticos, crescem continuamente, ocorrendo alternâncias de fases de crescimento e repouso, constituindo o ciclo do pêlo: fase anágena, fase catágena e fase telógena.

Unhas
Lâminas queratinizadas recobrem a última falange dos dedos, são compostas de quatro partes: a posterior ou raiz, a lâmina as dobras laterais e a borda livre. Os campos das unhas são cercados, lateral e proximal, por pregas da epiderme - as pregas ungueais. A raiz é uma área semilunar chamada lúnula, vedada pela dobra ungueal posterior e visível. A dobra ungueal posterior apresenta um prolongamento da camada córnea recobrindo a porção proximal da unha - a cutícula, e abaixo desta, o eponíquio, este adere à lâmina ungueal. Existe uma rica rede vascular, por duas artérias digitais para a nutrição da matriz ungueal. O crescimento ungueal sofre variações individuais sendo influenciado por doenças sistêmicas e fatores locais, sua espessura tem variações de 0,5 a 0,75 mm e seu crescimento é de cerca de 0,1 mm por dia.

Estrutura da Derme
Origina-se do folheto mesodérmico, é composto por tecido conjuntivo, formado pela substância fundamental, um gel rico em mucopolissacarídeos e material fibrilar de três tipos: fibras colágenas, fibras elásticas e fibras reticulares.
A derme compõe-se de três porções: a derme papilar, a derme perianexial e a derme reticular.
Derme Papilar: Constituída por tecido conjuntivo frouxo, camada pouco espessa de fibras colágenas finas, fibras elásticas, e numerosos fibroblastos e abundante substância fundamental, formando as papilas dérmicas, localiza-se logo abaixo da epiderme, separada pela lâmina basal. Observam alguns vasos sanguíneos que nutrem a epiderme, sem penetrar nela.
Derme Perianexial: Estruturalmente idêntica à derme papilar, dispondo-se em torno dos anexos, compondo juntamente com a derme papilar a unidade anatômica denominada derme adventicial.
Derme Reticular: Composta por tecido conjuntivo denso não-modelado, composto por feixes colágenos mais espessos, estendendo-se até o subcutâneo, compreende o restante da derme, dispostos em sua maior parte, paralelamente à epiderme.
As fibras colágenas compreendem 95% do tecido conectivo da derme. O colágeno desta estrutura é composto por tipos diferentes de fibras: desde o Colágeno Tipo I até o Colágeno Tipo XIII.
Compreende os seguintes tipos de fibras elásticas: fibras oxitalânicas, fibras eulaunínicas, e fibras elásticas maduras, estas se compõem de um núcleo central amorfo de elastina, circundado por um envoltório de microfibrilas tubulares de 10 mm de diâmetro, cujo componente mais importante é a fibrilina.
Na pele o sistema elástico representa estágios da elastogênese normal e estão envolvidas, as mais superficiais, na ligação entre epiderme e derme, e as mais profundas, pelo seu maior teor de elastina, na absorção de choques e distensões que produzem na pele.
Na derme estão alojados as estruturas anexiais da pele, glândulas sudoríparas écrinas e apócrinas, folículos pilossebáceos e o músculo eretor do pêlo. Encontram-se células próprias como fibroblastos, histiócitos, mastócitos, células mesenquimais indiferenciadas e as células de origem sanguínea, leucócitos e plasmócitos. Localiza-se em quantidades variáveis vasos sanguíneos, linfáticos e estruturas nervosas.

Hipoderme
Formada por tecido conjuntivo frouxo, é a camada mais profunda da pele, com espessura variável, composta exclusivamente por tecido adiposo, forma uma junção dermo-hipodérmica, em geral sede das porções secretoras das glândulas apócrinas ou écrinas e de pêlos, vasos e nervos.
A hipoderme considerada de depósito nutritivo de reserva, participa no isolamento térmico e na proteção mecânica do organismo às pressões e traumatismos externos, facilitando a motilidade da pele em relação às estruturas subjacentes.

Inervação
Em algumas regiões corpóreas, os nervos sensitivos são mielinizados, como planta dos pés, palmas das mãos, lábios e genitais, formando órgãos terminais específicos: os corpúsculos de Valter-Pacini peculiar para a sensibilidade à pressão; os corpúsculos de Meissner, especial para a sensibilidade tátil; os corpúsculos de Krause, denominados órgãos nervosos terminais mucocutâneos, ocorrem nas áreas de transição entre pele e mucosas; os meniscos de Merkel-Ranvier, plexos terminais de nervos de posição subepidérmica e os corpúsculos de Ruffini, relacionam-se à sensibilidade térmica, são formados por fibra nervosa que se ramifica e permeia o colágeno.

O disco pilar, é outra estrutura nervosa com funções táteis, com localização dermo-epidérmica, nas proximidades de folículos pilosos, formados por componente dérmico vascularizado, sendo que uma terminação nervosa mielinizada espessa se ramifica, conectando-se com as células de Merkel.
As sensações de vibração e artrestésicas, são filetes nervosos que penetram pelas raízes posteriores na coluna dorsal da medula, constitui os fascículos cuneiforme e grácil do funículo posterior, terminando nos núcleos grácil e cuneiforme do bulbo, destes ao núcleo ventral do tálamo e destes a área somestésica cortical.
As sensações de tato, dor e temperatura, são filetes nervosos condutores que penetram pelas raízes dorsais dos nervos espinhais, que se dirigem à porção contralateral da medula, formando os tratos espinotalâmico ântero-lateral e ventral, dirigindo-se para o tálamo.
A inervação motora da pele é suprida pelo sistema nervoso autônomo, sendo que as fibras adrenérgicas causam contração das células musculares lisas das paredes arteriolares, estas ativam o corpúsculo glômico e as células mioepiteliais das glândulas apócrinas, e contraem o músculo eretor.
Salientamos que as glândulas écrinas são inervadas por fibras simpáticas colinérgicas, e as glândulas apócrinas reagem a estímulo simpático, sendo inervadas por fibras adrenérgicas, controladas por centros simpáticos do sistema nervoso central.
Vasos Sanguíneos
O plexo profundo situa-se em nível dermo-hipodérmico, sendo formado por arteríolas, e o plexo superficial localiza-se na derme subpapilar e é composto essencialmente por capilares.
Os glômus são formações especiais que aparecem em determinadas áreas no aparelho vascular, tais como sulcos e leitos ungueais, orelhas e centro da face; estas estruturas são anastomoses diretas entre arteríola e vênula, ligadas funcionalmente a regulação térmica.

Vasos Linfáticos
De localização dermo-hipodérmica, são revestidos por uma única camada de células endoteliais, dispostos em alças ao longo da derme papilar, reunindo-se num plexo linfático subpapilar e, através da derme, desemboca num plexo linfático profundo.

Músculos da Pele
A musculatura da pele é predominantemente lisa, compreendendo os músculos eretores dos pêlos, os dardos da genitália externa, e aréola mamária.
As fibras musculares dos eretores dos pêlos originam-se no tecido conjuntivo da derme superior e se encontram inseridas no folículo piloso abaixo das glândulas sebáceas, estão situadas no ângulo obtuso do folículo piloso e sua contração produz a verticalidade do pêlo (horripilação).
A musculatura estriada localiza-se na pele do pescoço (platisma) e na pele da face (musculatura da mímica).


 
Nota da Editora: Continuaremos com Capitulo IV: PELE - ÓRGÃO SENSITIVO, demais capítulos e bibliografia completa, na próxima edição. Até lá!