Prof. Dr. Cláudio Duarte
Presidente da Associação Brasileira de Yóga
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Ponto Zero

Na “décima sexta seção” deste capítulo, tratei sobre algumas possibilidades da aceleração da expansão cósmica - Vishva Sphaara - e seus desdobramentos neste, e em outros universos, sobre a Lei de Causalidade, à qual - ainda - muito vou me referir, sobre minha visão dos “Mundos matriciais”, e como os mesmos produzem e reproduzem outras realidades, também possivelmente regidos pela “Teoria das Vibrações” ou “Spanda Matam”, que passo a passo estou elaborando e desenvolvendo.
Nesta “décima sétima seção” vou continuar ampliando tal raciocínio, usando como base o termo: “O Ponto Zero” - PZ - que criei para configurar o “momento” - já que, não consegui outra palavra mais adequada, que precede o início da “Lei de Causalidade”, todos os seus desdobramentos ou estamentos no Big Bang ou Bindu Vishpot, que por sua vez, inserem-se nos domínios das vibrações, energias, ondas e forças quânticas, sendo que a estas últimas, chamei de “Forças Q”, para no futuro poder utilizar as letras “FQ” como símbolos em uma equação.

O Tempo, O Espaço e a Causalidade
Quando formulei o pressuposto da interação do tempo, espaço e causalidade, parti do princípio que os três (3) coexistem de forma integrada, que o espaço está dentro do tempo e que a causalidade surge ou nasce e age, a partir de, e após o que conceituei como “O Ponto Zero”.
Mas, se a meu ver o tempo é anterior ao espaço, com o Big Bang - ou Bindu Vishpot - acionado pela Lei da Causalidade, o tempo foi preenchido pelo espaço e, nunca mais estará vazio, sendo o espaço o conjunto de vibrações, ondas, energias e outros elementos e fenômenos gerados pelas forças quânticas ou “Forças Q - FQ.
E precedendo todos estes eventos, a primeira e maior forma de vibração-energia que surgiu, e em imensa maior escala que as outras, foi a “Energia Escura”,EE - Akash ou Akasha - que é aquela que dá sustentáculo e alimenta tudo isto que existe. Sem ela tudo perde a razão de ser e o significado.

Arrazoados e Esclarecimentos
Para ampliar as bases das minhas colocações, vou aqui tecer mais alguns pressupostos. Há que se convir que, se este universo tem apenas 13,7 bilhões de anos, é um período muito pequeno e ele - ainda - deve chegar à casa dos trilhões de anos, mesmo a despeito das abissais transformações pelas quais efetivamente irá passar. Também há a séria questão que envolve os “elementos”. Não podemos e nem devemos continuar pensando ou achando equivocadamente, que os mesmos elementos que formam este planeta aqui, integralmente, formam os astros de lá.
Alguns deles sim, mas definitivamente, só uma parte. Até porque os diferentes fenômenos que ocorrem nas dimensões celestes, são regidos por diferentes leis e, devido a profundidade do tempo atemporal, parece que se deslocam em “Trânsitos Escalonados” - ou seja, se repetem ciclicamente em diferentes regiões espaciais -, mas, a diferença de tempo, espaço e causalidade altera os mesmos, dando-lhes novas versões ou novas configurações no fascinante mundo quântico, e - claro - novos elementos.
E as sucessões de ocorrências de fenômenos, formam um magistral mundo a parte, pois além de se repetirem continuamente, dão origem a novas leis quânticas. Por outro lado, pelo menos a priori, não há uma genealogia fixa para os padrões repetitivos de parte de alguns fenômenos, incluindo-se as suas leis. Mas, esses mesmos fenômenos, só ocorrem devido à profundidade avassaladora e às próprias alterações deste e de outros universos, que agem como “Expansões e Contrações” contínuas, que geram as “Leis Fenomenológicas”, que por sua vez, produzem os fenômenos.

Uma Possível Categoria das Leis
Dentro desta magistral realidade cósmica podemos escalonar as leis em diferentes categorias, sendo:
a) Leis abissalmente abrangentes, por exemplo, aquelas que geram ou criam universos quânticos.
b) Leis amplamente abrangentes, por exemplo, aquelas que geram ou criam novas realidades dentro de cada universo quântico.
c) Leis muito abrangentes, por exemplo, aquelas que geram realidades reconhecidas dentro de um determinado universo quântico, como este aqui. 
d) Leis abrangentes, por exemplo, aquelas que geram realidades reconhecidas dentro de um determinado planeta, como este aqui.

Tal escalonamento serve apenas para facilitar uma perspectiva e uma visão do cosmos, mais realista e mais palpável, dando-nos uma simples ideia da dimensão que tudo isto envolve.
Pois “as estruturas e os fenômenos” que mensuram este “Paradoxo de Realidades” é incomensurável em todos os seus planos, dimensões, dobras, camadas, refrações e sobreposições, sejam mais ativas ou menos ativas, sejam mais sutis ou menos sutis. Por outro lado, para ampliar mais esta possível categoria das leis, mais uma vez, invoco as Leis de Ressonâncias - ou reverberações contínuas e repetitivas das vibrações e ondas, mesmo que em diferentes dimensões ou escalas, para tentar mostrar que são os “Fenômenos Recorrentes”, que geram as estruturas deste e de outros universos quânticos, que se formam ao longo de muitos aeons.

Cosmovisões Atemporais e o Tempo Circular 
E, além de todas estas conclusões, independentemente da não linearidade do tempo, espaço e causalidade, suponho que o tempo não é nem simétrico e nem assimétrico, e sim, circular. Vou buscar expor esta ideia-conceito; Como exemplo, visualize uma gaiola redonda experimental, que fica girando durante dez (10) anos, com todo um conjunto de componentes no seu interior. Durante esse tempo, houve presente (?), passado (?) e futuro (?). A mesma está suspensa por um eixo imaginário, em qualquer lugar dentro do tempo, espaço, causalidade. E está sujeita a todos os fenômenos em que se insere, devido à sua insignificância em todo esse contexto. Claro, tal gaiola tem uma estrutura e um significado. Porém, no conjunto, ela esta sujeita como toda outra multiplicidade de elementos, ao tempo, espaço e causalidade em que esta contida. Por analogia, observemos todo esse universo sobre o qual temos algum conhecimento e, veremos que, o mesmo e no mesmo, tudo gira impelido pela força das energias, com suas vibrações e ondas. Por ventura, o que determina todo esse complexo movimento é o tempo, e sempre em círculos, mesmo que com agravantes de elípticas holográficas, que perpassam esse e outros múltiplos universos. A questão gravitacional e a força da gravidade são frutos do tempo, agindo sobre o espaço e a causalidade no todo, no conjunto de ações e reações quânticas. E o equilíbrio das vibrações, ondas e forças quânticas é ao mesmo tempo muito forte e muito tênue. Ao passo que, a gravidade mantém a “vibração constante das partículas” - VCP - formando cada universo. Daí que mesmo aquilo que achamos que está parado, encontra-se em constante movimento. Só como um exemplo simples, a própria ação do tempo sobre os múltiplos universos, gera ou produz círculos ou realidades circulares. Este universo aqui é composto por círculos ou estruturas circulares, inclusive seu sistema estelar, o próprio sistema solar, com a sua estrutura é formado por círculos ou bases circulares e este planeta redondo como todos os outros e os seus elementos, são formados por círculos, ou algo muito próximo ou parecido, sob a fantástica ação do tempo. Basta olhar para ver. Tal ideia-conceito pode explicar as percepções de passado, presente e futuro, ou seja, como tudo gira dentro de um tempo divertido e circular, seja nos mega estados da natureza, nos macro estados, nos médio estados, nos estados normais, nos micro estados ou nos nano estados.

Feliz Conclusão
E é a complexidade emergente contida no tempo e nos múltiplos universos, e a amplitude abissal gerada por tudo isso, que faz com que pesquisadores sérios encontrem dificuldades para discernimento. Não considero isso um déficit criativo, mas sim, um superávit normal de condicionamentos, próprio da cultura (?) equivocada que ao longo do tempo, se propagou com exclusividade neste planeta. Mas, também acredito piamente, que temos que buscar incansavelmente novos horizontes e novas fontes de visões e idéias. Temos que lançar uma novas luz espiritual à compreensão e ao pseudo-pensamento predominante, que nos conduza a um novo saber transformador e redentor.

Carinhosamente até a próxima e Namaste,
Claudio Duarte