Kátia Silva Nunes
Professora de Estética Integral
Tel. (21) 2729-5132 / 9567-6700
Email: katiasilvanunes@gmail.com
 
Ilusão Perigosa
Antigamente ser moreno não tinha uma conotação muito positiva, pois estava associado ao povo trabalhador, nomeadamente a pessoas que trabalhavam no campo de sol a sol. Todavia, atualmente, ter uma cor dourada é a ambição de muitas pessoas, de acordo com revistas de moda e de estética, tornou-se um símbolo de beleza. Para isso, muitos recorrem a banhos de sol, outros fazem sessões em camas de bronzeamento, e outros há que utilizam cremes autobronzeadores. Poucos sabem, no entanto, que este desejo, quando se transforma em obsessão, pode mesmo custar-lhes a vida.
A “Tanorexia” é a e afeta, sobretudo, mulheres entre os 20 e os 30 anos. Trata-se de uma doença que faz com que as pessoas nunca estejam satisfeitas com o seu tom de pele e façam tudo, até mesmo arriscar a vida, para ficarem mais morenas. Além de exposições prolongadas ao sol, muitas vezes sem uso de qualquer protetor solar, abusam também de camas de bronzeamento, ignorando ao que se expõem. Além do envelhecimento precoce da pele, sofrem, muitas vezes, de queimaduras solares e câncer da pele, o qual mata 50 mil mulheres por ano, em todo o mundo. As jovens inglesas seguem à risca, a moda das celebridades extremamente bronzeadas, que colocam a sua saúde em risco. Ao tentarem ser parecidas com as estrelas, como o casal Beckham, muitas adolescentes têm-se submetido, em clínicas de beleza, a várias secções de bronzeado artificial por semana, quando o recomendado pelos médicos é no máximo uma. O comportamento, fruto da necessidade de aceitação entre grupos de amigas segundo especialistas, pode levar a casos de “Tanorexia”. A Associação Médica Britânica de Investigação Sobre o Câncer solicitou às clínicas que impeçam menores de 16 anos de se submeter a sessões em câmaras de bronzeamento. No Reino Unido, cerca de 100 pessoas morrem por ano como consequência direta dos bronzeamentos artificiais e muitas outras acabam por sofrer vários danos na pele.

Como a terapeuta da beleza pode ajudar a cliente?

A agressão à pele por efeito acumulatório, pode com o tempo acarretar em câncer de pele, por isso a importância da fotoproteção. Todos os corpos emitem ou refletem energia radiante, se a terra estivesse isolada no espaço, iria emitir radiação, perder energia térmica e resfriar. Como estamos perto do sol, o que a terra perde para o espaço é compensado pela radiação solar absorvida. Diariamente todos devem usar filtro solar, principalmente crianças e idosos, os homens também devem usar, pois a pele não tem sexo, mais o maior uso é das mulheres dos 15 aos 50 anos, o ideal é usar um filtro solar de 15 ou 20. Só 30% da população usam filtro solar diariamente, 70% não usam. Nós, profissionais de estética, temos um papel fundamental de esclarecer isso, à cliente e pedir que ela passe esta informação aos amigos, parentes como efeito formiguinha. Daqui alguns anos esta estatística diminuirá com certeza e quem sabe daqui uns cinco anos essa estatística será o contrário. Devemos preparar a pele da nossa cliente para esta agressão, fazendo banhos terapêuticos renovadores e aplicando gomage esfoliante, argilas como renovadores e clareadores, finalizando com cremes nutritivos e emolientes, para a pele não ser tão danificada pelo sol. Após essa exposição aplicar o mesmo banho terapêutico para renovar as células mortas, clarear as manchas e promover uma hidroumectação.

Cuidados com o Sol
Preste atenção para não se queimar, pois o bronzeado já é um sinal de dano à sua pele causado pelo sol. E é um dano que se acumula, dia após dia, por toda a sua vida.
Efeitos Benéficos - A luz do sol promove a síntese da vitamina D, necessária para fortalecer os ossos e evitar o raquitismo. Há também evidência de uma ligação entre exposição solar, produção aumentada de hormônios e melhora da disposição e do humor. Isto parece ter um papel importante na manutenção da saúde mental e dos ritmos circadianos. A privação prolongada de luz do sol, tal como ocorre em países do extremo norte durante o inverno, pode levar a distúrbios de ordem afetiva sazonal, caracterizado pela conhecida depressão nos invernos.
Efeitos Maléficos - As alterações que ocorrem na sua pele pela exposição ao sol são: bronzeado, queimadura, sardas, reações de fotossensibilidade, imunossupressão, entre outras. Essas alterações levam anos para se desenvolver e causam: rugas, manchas, perda de elasticidade e fotoenvelhecimento. Alterações graves como o câncer de pele podem ser letais e a maioria deles resulta de exposição excessiva à luz do sol. Os principais tipos são o carcinoma basocelular, o carcinoma espinocelular, epidermóide ou escamoso, e o melanoma. O câncer de pele é completamente curável, quando tratado em seus estágios mais precoces.

Cuidados
Todo mundo necessita se proteger do sol. Não importa a idade ou cor da pele.
O cuidado deve ser redobrado para quem tem a pele muito branca, olhos claros, cabelo vermelho, sardas, pessoas cuja pele se queima muito, mesmo com pouca exposição ao sol, bebês e crianças pequenas, pessoas com vitiligo, albinismo, porfirias, xeroderma pigmentoso, lupus eritematoso, eczema, rosácea e herpes simples.
Quando a pele é exposta à radiação ultravioleta, uma resposta da pele para se proteger tem início. As células chamadas de melanócitos, presentes na epiderme, produzem o pigmento melanina. Essa melanina pode absorver radiação UV e proteger a pele. Pessoas com pele mais escura têm a mesma quantidade de melanócitos, que aqueles com pele clara, mas podem produzir mais melanina, o que lhes dá maior proteção.
Limite seu tempo no sol, apesar da hora ou estação. Evite se expor ao sol entre 10 da manhã e 4 da tarde, quando raios de sol são os mais fortes. Procure ficar na sombra.

Cubra-se com roupas apropriadas, chapéu e óculos escuros.
Fotoproteção
Protetor solar, filtro solar, fotoprotetor ou fotobloqueador.
Use um protetor solar com fator de proteção solar (FPS) 15 ou mais alto sempre que você estiver ao ar livre, até mesmo para esperar um ônibus na rua. Ele pode reduzir a incidência da maioria dos tipos comuns de câncer de pele e diminuir o envelhecimento precoce da pele.

Escolha um protetor solar com ingredientes que bloqueiam tanto os raios ultravioleta B quanto os ultravioleta A.
Quanto mais alto o número do FPS, maior a proteção contra o sol. Se possível, aplique-o 15 a 30 minutos antes de sair ao sol e reaplique o protetor solar se você suar, nadar, ou pelo menos de 2 em 2 horas. Atenção particular deve ser dada à proteção das mãos, ombros, orelhas, pescoço, nariz, pés, lábios e a área em volta dos olhos. Evite contato com os olhos e pálpebras. Fique bem longe de dispositivos de bronzeamento artificial, como camas, refletores ou lâmpadas, a radiação ultravioleta emitida por lâmpadas artificiais é muito mais intensa que a luz do sol natural. Pode haver queimadura, envelhecimento prematuro da pele, e, com certeza, haverá no futuro um maior risco de câncer de pele. Proteja-se mesmo em dias nublados. As nuvens fornecem pouca proteção contra raios ultravioleta. Proteja-se se você mora ou passa férias em latitudes mais perto ao equador, onde o sol é mais potente. Quanto maior a altitude em relação ao nível do mar mais intensa a radiação ultravioleta. Água, areia, concreto e neve estão altamente reflexivas e por isso a radiação alcança a pele até mesmo na sombra. Reações de fotossensibilidade são reações anormais e exageradas à exposição ao sol. Alguns medicamentos como certos antialérgicos do tipo antihistamínicos, fenotiazidas, tetraciclinas, pílula anticoncepcional e barbitúricos, entre outros, podem fazer com que a pele fique mais suscetível a queimaduras ou provocar reações como erupções, vermelhidão e inchaço da pele. Indivíduos com doenças como vitiligo, lupus eritematoso e herpes simples, ou recebendo radioterapia também podem ser ter maiores problemas após a exposição solar. Alergias ao protetor solar são raras. Isto pode ser, devido ao agente ativo do produto ou aos outros ingredientes do protetor solar, tais como fragrâncias e conservantes. Se você desenvolver uma erupção ou vermelhidão, tente um produto diferente. Se a reação for intensa, consulte seu dermatologista.

Notícias:

ANVISA recorre de decisão que libera câmeras de bronzeamento
15 de janeiro de 2010

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) recorreu da antecipação de tutela que libera o bronzeamento artificial a todos os membros da Associação Brasileira de Bronzeamento Artificial (Abba). O Tribunal Regional Federal da 4ª Região, no Rio Grande do Sul, havia concedido a liminar no dia 8 de janeiro. No dia 11 de novembro, a ANVISA proibiu em todo o país o uso dos equipamentos para bronzeamento artificial, baseado na emissão de radiação ultravioleta (UV), em clínicas de estética. A agência diz que a resolução segue pesquisas sobre câncer, ligadas à Organização Mundial da Saúde (OMS). Pesquisas científicas comprovaram que a emissão de raios ultravioleta aumenta os riscos de câncer de pele. A ANVISA, então, abriu consulta pública para que profissionais de saúde, fabricantes e a própria população pudessem opinar sobre o assunto. O câncer de pele corresponde a 25% dos tumores malignos registrados no país, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Esse tipo de bronzeamento já estava proibido pela ANVISA, para menores de 16 anos e para jovens com idade entre 16 e 18 anos, que não apresentassem autorização do responsável legal. Ficaram de fora da proibição as câmaras de emissão de radiação ultravioleta destinadas a terapias médicas.