Ciclos |
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“Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas, que precisamos viver... Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos - não importa o nome que damos, o que importa, é deixar, no passado, os momentos da vida que já se acabaram. Você pode passar muito tempo se perguntando, por que isso aconteceu. Pode dizer, para si mesmo, que não dará mais um passo, enquanto não entender as razões que levaram, certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: sua parceira, seu parceiro, seus amigos, seus familiares, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado. Ninguém pode estar, ao mesmo tempo, no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará... Não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem, noite e dia, uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor possibilidade de voltar. As coisas passam, e o melhor que faz, é deixar que elas realmente possam ir embora. Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração e, o desfazer-se de certas lembranças, significa, também, abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. Deixar ir embora, soltar, desprender-se... Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto, às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que compreendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará, apenas, envenenando e nada mais... Encerrando ciclos, não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque, simplesmente, aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem você é.” Paulo Coelho Prezado colega que atua profissionalmente na área de estética, receba meus cumprimentos, meu respeito, e meu carinho, pelo trabalho que tenho certeza, você executa com perícia, segurança, conhecimento e, principalmente, com muito amor. Datas comemorativas servem também para refletirmos, não só para comemorarmos, já que em nosso caso, pouco temos a festejar. São os ciclos! Em várias partes de nosso país, os esteticistas são humilhados, e muitas vezes, impedidos de trabalhar! Seus estabelecimentos que recolhem honestamente impostos, geram empregos, prestam serviços de qualidade, são invadidos de forma arbitrária por representantes de conselhos de outras profissões, que em sua grade curricular, nada tem em comum com o exercício profissional do esteticista. Muitos, apavorados, fecham as portas e voltam a trabalhar onde um dia começaram: dentro de seus lares, ilegalmente. Um alerta aos empresários, que vendem para estes profissionais seus produtos e equipamentos e não dão suporte na hora da tempestade. Aos que organizam feiras e eventos, um aviso: logo, logo, não terão mais a quem convidar para seus eventos. Claro que existem as exceções em todos os setores, mas somente a união de esforços de todos os envolvidos trará a regulamentação, e, com ela, a paz para quem só quer trabalhar dentro da lei. Permito-me, como esteticista que sou, a enviar, através deste editorial, um pensamento de um homem sábio, que na década de cinqüenta, vislumbrava os acontecimentos atuais. Dr. Emil Vodder, criador da técnica de drenagem linfática manual, disse: “Acredito que virá o tempo em que a maior meta da humanidade será ajudar o próximo. As pessoas que trabalham com drenagem linfática manual entenderão que a colaboração, e a compreensão mútuas, são necessárias para a mobilização de forças positivas. Estas forças não são compreendidas, porque não são mensuráveis. Mas o cliente sente a energia, pois ele restabelece a saúde mais rapidamente.” Como homem visionário que era, Dr. Vodder manifestou também a esperança de que sua técnica contribuísse para que os seres humanos fossem menos agressivos. E, ainda: “Por meio da razão, jamais conseguiria desenvolver a drenagem linfática manual”. O primeiro grupo de pessoas a interessar-se pela DLM do casal Vodder não foi o dos fisioterapeutas, nem o dos médicos. O trabalho chamou a atenção de algumas esteticistas que viram no método um meio de rejuvenescimento. Provavelmente porque as esteticistas tinham menos preconceitos e mais intuição do que os outros profissionais. Os primeiros grupos de alunos das escolas do casal Vodder na Dinamarca e na França eram formados essencialmente por esteticistas. Não tenha vergonha de sua profissão, não se deixe oprimir por nada e nem por ninguém. Lembre-se: só é permitido entrar em seu estabelecimento, seja ele uma cabine ou uma clínica de médio ou grande porte, autoridades do governo com identificação e um mandato. E para um juiz emitir um mandato é necessário que haja critério e aviso prévio. De outra forma é invasão de domicílio, chame a polícia! Portanto, coragem! Temos um ponto de apoio e informações importantes em um movimento sem fins lucrativos ou políticos, acessem: www.esteticistasunidos.com Eu estarei, enquanto Deus permitir, sempre ao lado de vocês. Sempre! Um abraço carinhoso e parabéns, pois nossa profissão é maravilhosa e merece ser sempre comemorada. |
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