Eu Amo a Dóris!
 

Foi amor à primeira vista. Não achei que isto existisse, mas existe! Não estão entendendo nada? Vamos começar pelo começo então
Estava eu, devendo uma visita à cidade do Rio de Janeiro. Tinha alguns amigos aborrecidos pelas constantes alterações de datas. Aproveitei o início do ano para fazer várias coisas: fui gravar dvds novos para nossa coleção de ensino à distância , me hospedei na casa da minha irmãzinha Kátia Nunes comi, bebi e dormi, às custas dela quase uma semana, coitada curti muito a Letícia, filha da Kátia, uma das grávidas mais lindas e bem cuidadas que já vi, e, fui à Medical Plástica, super clínica do meu colaborador e amigo Dr. João Magalhães. Lá fomos recepcionadas pela beleza, elegância e simpatia da Dra. Kely Braga Magalhães, esposa do mega bonitão Dr. João, que nos mostrou toda a clínica. Um espetáculo! Três andares finamente decorados, biossegurança nota 10, aparelhos de última geração. Suítes que pareciam mais um hotel cinco estrelas, do que um quarto de hospital. Sala de cirurgia com sistema de gravação e transmissão simultânea das imagens do ato cirúrgico, para parentes dos pacientes assistirem à tudo que ocorre e como trabalha a equipe envolvida no procedimento.
Achei isto um luxo! Detalhe: as esteticistas que trabalham em parceria com esta clínica, assistem a cirurgia ao vivo, para poderem atuar de forma segura no pós-operatório, diminuindo o desconforto e devolvendo a paciente rapidamente às suas atividades sociais e de trabalho. Legal, né? Tomara que outros médicos sigam este exemplo. Esteticistas são doutoras da beleza com ciência! Bem, voltando à Dóris, ai meus sais! Quando chegamos ao último andar da clínica, encontramos o Dr. João Magalhães em sua biblioteca, escrevendo um artigo. Antes passamos pelo auditório, onde regularmente ocorrem palestras para esteticistas e médicos, com infra-estrutura de coffee-break, atendendo todas as necessidades de quem vai assistir os cursos. Na sala anexa à biblioteca, toda climatizada, observamos o telão com transmissão de imagens de data-show e de procedimentos ao vivo também. O Dr. João me achou um pouco abatida. A gente não pode ver um médico, mesmo que seja para uma visitinha amigável, sem falar de uma dorzinha aqui, de uma ruguinha acolá, e eu, apesar de ter resistido bravamente, não fugi à regra. Disse à ele que estava dormindo muito mal, já que, provavelemente, estava sofrendo de apnéia obstrutiva, durante o período de sono. Vocês sabem, né? É aquela roncadeira, mudando de marcha, assoviando, estremecendo as bochechas com a ponta dos lábios. Uma visão dantesca, não há ouvido que suporte. Porém, trata-se de algo que independe da vontade de quem ronca.
Eu disse: “Doutor, me sinto uma porca capada, me levanto como um matusalém, cansada, derrubada, nem parece que dormi....”. De repente, chega uma simpática mocinha com um carrinho cheio de guloseimas. Suquinho pra cá, bolachinha pra lá, bolinho acolá, e o olhar matreiro do nosso querido cirurgião. Ele chamou um assessor pelo telefone, que o atendeu de imediato e trouxe a Dóris para eu conhecer. Nos deixam a sós em uma sala escura. Foi uma loucura! Me agarrei à ela e disse ela vai comigo. O Sr. Eduardo me perguntou se eu tinha certeza e eu disse que sim, sim, sim! Era tudo que eu queria na minha vida! Estava hospedada na casa da Kátia, como já dito anteriormente, falei: “amiga segura as pontas, porque preciso dormir com ela na sua casa, mas prometo que não farei barulho, tudo numa boa, ok? Katinha concordou na hora, achou também que eu não deveria passar mais nenhum dia sem ela. No dia seguinte, o Doutor ligou preocupado, o Sr. Eduardo também. “E, então, como foi?”. Fiz um suspense para responder, mas a verdade é que acordei às seis horas da manhã como um demônio. Me sentia com vinte anos de idade, que maravilha! Na noite anterior fui dormir mais cedo. Não via a hora de ficar a sós com Dóris. A cama era de solteiro, mas comportou perfeitamente nós duas.
Envie um chip de monitoramento para o Sr. Eduardo, que decodificou e enviou para o Dr. João, que aprovou imediamente a união. Ficaram assombrados, nunca ninguém havia se adaptado tão bem, em tão pouco tempo. Hoje, durmo todas as noites com ela, seja em casa, em hotéis quando viajo, não nos largamos mais. Às vezes, existem recursos que diminuem nosso sofrimento, porém desconhecemos sua existência. Agradeço ao Dr. João Magalhães que teve o cuidado de cuidar de mim com o melhor.
A Dóris é uma máquina de última geração, para quem sofre de distúrbios do sono, como eu.
O que vocês pensaram que era, hem? Coisa de louco, não deixam eu molhar o bico! Hahahahahaha!

 


Aquele Abraço!
Profa. Rosí Garcias
Revista Personalité

personalite@uol.com.br

Matéria da Revista Personalite número 51

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