A Maior Revista de Estética do Brasil

Biosegurança

Kelly Christine Schmitt Shmidlin
Técnica em Estética pelo IMEC (Curitiba PR)
Cursando o Tecnólogo em Estética na Uniandrade (Curitiba PR)
Tels.: (41) 3333-0567 / 8405-7444
e-mail: kellyschmidlin@brturbo.com.br

Biossegurança na Estética
Equipamentos de Proteção Individual – EPIs
Agradecimento
“Agradeço ao Instituto Martinus de Educação e Cultura,
que possibilitou a realização e concretização do Curso Técnico
em Estética, aumentando a credibilidade da profissão no mercado
de trabalho, e aos professores, por passarem os
conhecimentos necessários para o desenvolvimento do trabalho”.

“Milhares e milhares de pessoas estudaram a doença.
Quase ninguém estudou a saúde.”

(Adelle Davis)

Resumo

O profissional de estética, durante a realização de limpezas
de pele, está exposto à uma grande variedade de
microorganismos, que podem ser causadores de doenças infecto-contagiosas.
Essa exposição acaba sendo facilitada, devido à
proximidade profissional-cliente durante o atendimento, no qual ocorre
um período de contato prolongado, aumentando as chances
de exposição do profissional a fluídos orgânicos, provenientes
do cliente e de contato com lesões presentes na pele do
mesmo. Além disso, a alta rotatividade no atendimento e a omissão ou
até mesmo o desconhecimento, por parte do próprio cliente de
que possui alguma doença infecto-contagiosa, podem contribuir
para o contágio do profissional. Levando em conta esses fatores
de risco, é de fundamental importância para o profissional
adotar medidas de biossegurança, dentre elas, o uso dos
equipamentos de proteção individual (EPI’s), os quais incluem: luvas,
avental, gorro, máscara e óculos de proteção. O objetivo do trabalho
é abordar, através da revisão de literatura, quais os
principais equipamentos de proteção individual e suas funções na
proteção do profissional, contra doenças como: herpes simples, hepatite
B, hepatite C, gripe, resfriado, tuberculose e, até mesmo, a
AIDS. Este trabalho apresenta, através de estudo de caso, uma
análise do uso dos equipamentos de proteção individual, pelo
profissional de estética durante a realização de limpezas de pele,
utilizando-se como instrumento de coleta de dados, um
questionário. Observou-se que, embora a grande parte dos entrevistados
saiba o que são equipamentos de proteção individual, e a
importância da sua utilização, muitos não utilizam “por completo” todos
os equipamentos necessários, ou utilizam-nos de forma inadequada.

Palavras-chave: limpeza de pele; equipamentos de proteção
individual (EPI’s); doenças infecto-contagiosas.

Introdução

O presente trabalho vem demonstrar o que são os
equipamentos de proteção individual, bem como, deve ser o uso correto
dos mesmos pelo profissional de estética na realização de
limpezas de pele, como forma de proteção contra doenças
infecto-contagiosas. Também aborda o conhecimento, por parte de
vários profissionais da área, a respeito do que são os equipamentos
de proteção individual e dos procedimentos em relação ao uso
desses equipamentos. Na realização de limpezas de pele, a alta rotatividade
no atendimento e o contato profissional-cliente muito próximo
e prolongado, fazem com que o risco de exposição do esteticista
à microorganismos provenientes do cliente, seja por meio
de secreções como a saliva; fluídos como sangue;
exsudatos provenientes da extração de acnes ou por meio de lesões na
pele, seja aumentado. Desta forma, o profissional pode torna-se
mais vulnerável à contaminação por diversas doenças
infecto-contagiosas, como: herpes, hepatite B, hepatite C, gripe,
resfriado, tuberculose e AIDS.

Levando em consideração os fatores de risco, é que
a biossegurança visa ações voltadas para a proteção da vida,
e uma delas é o uso dos equipamentos de proteção individual,
os quais incluem: luvas, óculos de proteção, máscara, avental e
gorro. Esses equipamentos agem como verdadeiras “barreiras”
contra microorganismos patogênicos e, tornam-se deficientes,
quando são usadas de forma incorreta ou de forma incompleta.

O trabalho aborda o que é biossegurança, bem como os
principais equipamentos de proteção individual que devem ser
utilizados pelo profissional de estética. Além disso, traz os principais
fatores de risco presentes em uma limpeza de pele, que podem
contribuir para a contaminação do profissional por doenças
infecto-contagiosas, e quais são essas doenças.

Biossegurança

O presente capítulo aborda, de forma breve, a origem
da biossegurança, bem como o seu significado.

Segundo Costa e Costa (2002, p.
1), o conceito de biossegurança teve origem na década de 70, na reunião de Asilomar, na Califórnia,
na qual cientistas iniciaram a discussão sobre os impactos
da engenharia genética na sociedade. A partir desse momento,
o conceito de biossegurança, foi sofrendo alterações com o
passar dos anos.

Para Costa1 (1999, 2000 apud COSTA; COSTA, 2002, p.
2), o conceito de biossegurança pode ser definido como módulo, processo ou como conduta.
Como módulo, pois a biossegurança não é uma ciência e sim
uma interação entre conhecimentos diversos. Como processo, pois
a biossegurança é uma ação educativa, que pode ser
entendida como a aquisição de conteúdos e habilidades, com o objetivo
de preservar a saúde do homem, das plantas, dos animais e do
meio ambiente. Como conduta, pois a biossegurança pode
ser considerada um conjunto de comportamentos,
hábitos, conhecimentos, sentimentos que devem ser passados ao
homem, para que esse realize sua atividade de forma segura.

“A biossegurança pode ser entendida, hoje, como uma
ocupação, agregada a qualquer atividade onde o
risco2 à saúde humana esteja
presente”
(COSTA; COSTA, 2002, p. 4).

A Comissão de Biossegurança da Fundação Oswaldo Cruz
(2003) traz um conceito amplo e completo para a
biossegurança, considerando-a como um conjunto de ações voltadas para
a prevenção, minimização ou eliminação de riscos inerentes às

atividades de pesquisa, produção, ensino, desenvolvimento tecnológico e prestação de serviços, as quais possam comprometer a saúde do homem, dos animais, das plantas, do ambiente ou a qualidade dos trabalhos desenvolvidos.

Segundo Nogueira (1996, p. 71-73), a biossegurança deve ser vista como a realização de práticas destinadas a conhecer e controlar os riscos que o trabalho em saúde, e também em estética, podem aportar ao ambiente e à vida, e deve ser um dos principais objetivos em uma empresa. A preocupação com a biossegurança faz parte de uma tendência mundial, não estando restrita somente à área de saúde. Está apoiada em uma mudança de paradigma cultural, promovendo novos padrões de comportamento, no que diz respeito à preservação do meio-ambiente e da própria vida. Problemas relacionados a biossegurança tornam-se problemas relacionados à própria qualidade do serviço prestado.

Uma das ações de biossegurança para a proteção da saúde humana, durante a prestação de serviços é a utilização dos EPI’s (Equipamentos de Proteção Individual), os quais serão abordados a seguir.

Os Equipamentos de Proteção Individual – EPIs

De acordo com Costa (1996, p. 123), dados históricos sobre o antigo Egito demonstram que os responsáveis pelo processo de mumificação utilizavam, durante suas atividades, meios de proteção para as mãos e o rosto, o que poderíamos considerar, hoje, como os “ancestrais” dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), na Norma Regulamentadora 6 – NR6, da Portaria nº 3.214/1978, considera Equipamento de Proteção Individual EPI, todo dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho.

De acordo com as Precauções Universais (CDC3, 1987), os profissionais devem evitar contato direto com matéria orgânica, através do uso de barreiras protetoras como luvas, aventais, máscaras, gorros e óculos (equipamentos de proteção individual), os quais irão reduzir as chances de exposição da pele e mucosas a materiais infectados.

Para Oda et al (1996, p. 248), as precauções universais têm por objetivo evitar que trabalhadores da área da saúde, considerando também os que trabalham na área de estética, entrem em contato com fluídos orgânicos como sangue, exsudatos4 e secreções5 contaminadas, por via parenteral6, por via da membrana mucosa ou da pele não intacta.

“As barreiras de proteção reduzem o risco de exposição tanto da pele como das membranas mucosas do profissional da saúde ao material infectante” (ODA et al, 1996, p. 250).

Segundo Jorge (2002, p. 2), o uso dos equipamentos de proteção individual, os quais incluem luvas, avental, gorro, máscara e óculos de proteção, é de extrema importância, pois impedem que microorganismos, provenientes de clientes por meio de fluídos como o sangue, secreções orgânicas ou exsudatos, possam contaminar o profissional.

A seguir serão abordados todos os equipamentos de proteção individual, que devem ser utilizados pelo profissional de estética, durante a realização de limpezas de pele.

Gorro: Guandalini et al (1997, p. 13), considera que o uso do gorro, conforme a figura 1, evita a queda dos cabelos (que representam uma importante fonte de infecção, já que podem conter inúmeros microrganismos), na área do procedimento.

Figura 1
Gorro descartável
de polipropileno7.

Figura 2 – Uso correto do gorro
pelo profissional.

Além disso, o gorro oferece uma barreira mecânica
para a possibilidade de contaminação dos
cabelos, através de secreções
que possam “espirrar”, além de evitar que
microorganismos possam colonizar os cabelos do profissional. É
uma medida de segurança e de higiene, tanto para
o profissional quanto para o cliente, que também
deverá utilizá-lo.

Ainda de acordo com o autor (1997, p.
13), o profissional deve prender os cabelos, sem deixar mechas aparentes, de forma que o gorro
cubra todo o cabelo e orelhas, conforme demonstra a figura 2. Ao retirar
o gorro, o mesmo deve ser puxado pela parte superior central
e descartado no lixo8, devendo ser trocado entre os
atendimentos sempre que houver necessidade, devido ao suor e as
sujidades. Gorros descartáveis não devem ser guardados, pois
representam um meio bastante propício à proliferação de bactérias.

Avental: Os vários tipos de aventais são usados
para fornecer uma barreira de proteção e reduzir
a oportunidade de transmissão de
microorganismos. Previnem a
contaminação das roupas do
profissional, protegendo a pele da exposição a fluídos
como sangue, exsudatos e secreções orgânicas.

Conforme Guandalini et al (1997, p.
14), os aventais não precisam ter necessariamente a
cor branca, apesar de possibilitar a melhor visualização de sujidades. Silva et al
(2002, p. 5), considera que os mesmos devem apresentar mangas longas, conforme
é mostrado na figura 3, para que os punhos possam ser
cobertos pelas luvas, para assim, permanecerem descontaminados, o
que irá possibilitar uma melhor proteção do profissional. Guandalini
et al (1997, p. 14), considera que os aventais devem ser trocados,
sempre que apresentarem sujidades e contaminação visível, seja
por sangue ou por secreções orgânicas. Devem ser utilizados
somente na área de trabalho e nunca devem ser guardados no
mesmo local, onde são guardados objetos pessoais.

Máscara: Conforme Silva et al (2002, p. 6), a
máscara representa uma importante forma de proteção das mucosas
da boca e do nariz, contra a ingestão ou inalação
de microorganismos. Para Guandalini et al (1997, p.
15), a máscara também representa a
mais importante medida de proteção das
vias superiores, contra os microorganismos presentes durante a
fala, tosse ou espirro. Devem ser sempre utilizadas no atendimento
de todos os clientes e são obrigatoriamente descartáveis,
conforme mostra a figura 4. Devem apresentar boa qualidade de filtração
e ser seguras durante duas horas de uso.

Figura 3 Avental branco e de mangas longas.

Figura 4 – Diferentes tipos de máscaras de fibra sintética.

Durante a realização de uma limpeza de pele, a distância entre
o cliente e o profissional, é bastante pequena. A esteticista
está com sua boca muito próxima a do cliente, existindo a
possibilidade de tanto o profissional quanto o cliente, ao falar, tossir ou
espirrar, lançar gotículas de saliva contaminadas por
microorganismos. Outro fator é durante a extração, principalmente de
pústulas9, onde há o risco do conteúdo destas atingir a face do
profissional. Desta forma, o uso de máscara protege tanto o profissional
quanto o cliente.

De acordo com Guandalini et al (1997,
p. 15), o profissional deve considerar algumas características ao comprar máscaras, as
quais devem:

a) ser confortáveis; b) ter boa adaptação aos contornos faciais; c) não tocar lábios e a ponta do nariz; d) não irritar a pele; e) não provocar
embaçamento dos óculos; f) ter boa capacidade de filtração; g) ser descartável.

Obs.: “As máscaras são confeccionadas com diferentes tipos
de materiais e cada um apresenta uma capacidade de
filtração diferente. As máscaras de tecido (pano), espuma e papel,
embora confortáveis, têm baixa capacidade de filtração
dos microorganismos
“. (GUANDALINI et al, 1997, p.
15).

Micik10 (1992 apud GUANDALINI et al, 1997, p.
15), realizou um estudo sobre a eficiência das máscaras de acordo com suas capacidades
de filtração. Os materiais utilizados para o estudo e suas
capacidades de filtração foram: fibra de vidro (99%), fibra
sintética11 (99%), algodão ou pano (18 a 50%), papel (32%) e espuma (14%).

Guandalini et al (1997, p. 16), apresenta algumas
recomendações para o uso das máscaras, as quais incluem que o profissional:

a) Deve certificar-se, antes de iniciar o tratamento, de que a máscara
está bem adaptada, protegendo toda a região logo abaixo dos olhos,
protegendo o nariz e a boca;

b) Deve evitar tocar na máscara durante o tratamento;

c) Não deve puxar a máscara para a região do pescoço, pois a mesma
é considerada um material contaminado;

d) Deve trocar a máscara quando esta ficar úmida e, se possível, no
intervalo de cada cliente. Máscaras molhadas perdem a capacidade de
filtração, facilitando a penetração de microorganismos. Além disso, a máscara
deve ser utilizada por no máximo duas horas, que é o tempo recomendado
para uma proteção eficaz;

e) Não deve reutilizar máscaras descartáveis;

f) Deve retirar a máscara somente após a retirada das luvas e a lavagem
das mãos, devendo jogá-las no lixo para materiais contaminados.

A seguir, as figuras 5 e 6 demonstram, respectivamente, o
uso correto e o uso incorreto da máscara pelo profissional.

Uso correto da máscara.

Uso incorreto da máscara.

Óculos de Proteção: Os óculos, conforme a figura 7, assim com
as máscaras, também representam uma barreira de proteção
de transmissão de infecções, mais particularmente, uma proteção
para os profissionais, diante do risco de fluídos contaminados
como sangue, exsudatos e secreções, atingirem diretamente os olhos.

De acordo com Guandalini et al (1997, p. 17), os óculos de
proteção devem ser usados para evitar que sangue, exsudatos (como pus
ou secreções como saliva), atinjam os olhos do profissional
durante o atendimento, visto que a conjuntiva do olho,
apresenta menor barreira de proteção, que a pele).

Figura 7 – Óculos de Proteção

Um exemplo de situação que poderia ocorrer na estética,
durante uma limpeza de pele, seria na extração de uma pústula, que
tende, com a pressão dos dedos, espirrar o seu
conteúdo, podendo atingir face e olhos do profissional. Conforme a
figura 8, o óculos deve ser colocado após a máscara,
ficando posicionado sobre a mesma.

“Apesar dos olhos serem suscetíveis a infecções,
a epidemiologia de doenças transmitidas através
da conjuntiva é desconhecida. No entanto, a literatura
pesquisada relata um caso de uma enfermeira que
desenvolveu hepatite em 101 dias após
uma gota de sangue de um paciente contaminado pelo vírus,
ter acidentalmente atingido seus olhos”
(GUANDALINI, 1997, p.
17).

Figura 8 – Uso correto do óculos pelo profissional.

Silva et al (2002, p. 6), considera que os óculos adequados
devem possuir barreiras laterais, ser leves e confortáveis e
de transparência o mais absoluta possível, devendo ser de
material de fácil limpeza.

Guandalini et al (1997, p. 17), afirma que, quando os
óculos apresentarem sujidades, devem ser lavados com
sabonetes líquidos germicidas ou soluções anti-sépticas, enxaguados
e enxugados com toalha de papel.

Luvas: De acordo com Guandalini et al (1997, p.
18), as luvas servem como barreira mecânica para as
mãos, sendo consideradas como uma “segunda pele”.
É uma medida de proteção,
tanto para o profissional quanto para o cliente,
sempre que houver a possibilidade de contato com sangue,
secreções, mucosas e tecidos, devendo ser trocadas a cada cliente.

O uso de luvas descartáveis deve ser indispensável, durante
os procedimentos de limpeza de pele, em função do possível
contato com sangue, secreções, exsudatos e lesões presentes na pele.

Conforme Guandalini et al (1997, p.
19), as luvas utilizadas são de
látex, ambidestras, apresentam três tamanhos: pequeno, médio
e grande, e geralmente, são vendidas em caixas com cem unidadescomo mostra a figura 9. A desvantagem dessas luvas é a de apresentarem punho curto e má adaptação às mãos.

Figura 9 – Luvas de Látex para o profissional.

Para Jorge (2002, p. 6), as mãos devem ser lavadas de forma criteriosa, antes da colocação das luvas, pois irá diminuir a quantidade de bactérias presentes nas mesmas, prevenindo possíveis irritações causadas por microorganismos, presentes abaixo das luvas.

De acordo com Lima e Ito12 (1993 apud JORGE, 2002, p. 6), o uso de luvas deve respeitar algumas normas como: a) nunca tentar desinfetar as luvas utilizadas, pois agentes desinfetantes podem causar deterioração do material; b) nunca atender ao telefone, abrir portas, gavetas, pegar objetos, etc, de luvas durante o atendimento ao cliente, sem usar sobreluvas, conforme mostra a figura 10.

Guandalini et al (1997, p. 18-20), faz algumas recomendações que devem ser seguidas para o uso de luvas:

a) Lavar as mãos com água e sabão antes de calçá-las;

b) Colocá-las de forma a cobrir os punhos do avental;

c) Enquanto o profissional estiver de luvas, não deverá manipular objetos como canetas, fichas de clientes, maçanetas, ou qualquer objeto que esteja fora do seu campo de trabalho, a não ser com o uso de sobreluvas;

d) As luvas deverão ser retiradas imediatamente, após o término do tratamento do cliente;

Figura 10 – Uso de sobreluvas.

e) Deverão ser removidas pelo punho, evitando tocar na sua parte externa, conforme mostra a figura 11;

f) Deverão ser jogadas no lixo para materiais contaminados;

g) As mãos deverão ser lavadas, assim que as luvas forem retiradas.

Segundo o Ministério da Saúde (BRASIL, 2000a), as luvas não protegem de perfurações de agulhas, mas está comprovado que elas podem diminuir a penetração de sangue, em até 50% de seu volume.

É necessário esclarecer os profissionais, que não acreditam na necessidade de maiores cuidados com a própria saúde, que a não utilização dos equipamentos de proteção individual, pode favorecer a sua própria contaminação.

Limpeza de Pele: O Risco de Contaminação

De acordo com Meda (2003, p. 8), a limpeza de pele é um procedimento que pode ser realizado em todos os tipos de pele, porém com ênfases diferentes. Em peles lipídicas a ênfase maior é a extração das acnes13; nas peles eudérmicas (normais) é a manutenção do equilíbrio e, nas peles alípicas e desvitalizadas, é o reequilíbrio do manto hidrolipídico. É um procedimento que deve ser aplicado antes de qualquer tratamento.

O objetivo do profissional de estética é o de trabalhar com pessoas

Figura 11 – Seqüência da Forma Correta de Retirar as Luvas.

saudáveis, porém muitas pessoas aparentemente saudáveis, podem não saber que possuem alguma doença infecto-contagiosa, pelo fato de serem portadores assintomáticos. Outro fato importante, e que deve ser levado em consideração, é o da possível omissão, por parte do cliente, da existência de algum tipo de doença contagiosa, durante a realização da anamnese14.

“Os pacientes podem albergar agentes etiológicos de determinada doença, mesmo sem apresentar os sintomas clínicos ou mesmo sem desenvolver a doença em questão”. (JORGE, 2002, p. 9).

De acordo com as Precauções Universais (CDC, 1987), uma abordagem segura é considerar que todo paciente, ou no caso da estética, todo o cliente pode ser portador em potencial de algum tipo de doença infecto-contagiosa.

A limpeza de pele é um procedimento, no qual existe uma grande proximidade, entre o esteticista e o cliente. Segundo o Programa de Biossegurança e Ergonomia em Odontologia da Secretaria de Estado da saúde de Minas Gerais (1999), a concentração de microorganismos em torno do corpo, é maior num raio de 50 cm. Durante o procedimento, a distância estabelecida entre o cliente e o profissional é muito pequena, conforme mostra a figura 12, e o acúmulo de microorganismos é mais intenso. Além disso, quando o cliente chega à sala de estética, traz consigo uma grande quantidade de microorganismos, sendo estes patógenos ou não, e que estão presentes em sua pele, cabelos e roupas. Outro fato importante em relação à proximidade, é que durante a fala, espirro ou tosse do cliente, gotículas de saliva contaminadas podem ser aspiradas ou inaladas pelo profissional.

O profissional também irá estabelecer um longo período de contato direto com o cliente, através da manipulação da sua estrutura tegumentar. Além disso, a alta rotatividade no atendimento faz com que o profissional entre em contato direto com
uma quantidade variada de pessoas.

Figura 12 – Distância entre Profissional e Cliente.

Durante a realização do procedimento, o profissional,
pode se deparar com duas situações:

a) Pele sem solução de
continuidade15:
que caracteriza uma
pele hígida, sem a presença de lesões, que interrompam a continuidade
do tecido. Neste caso, também podem ser incluídas as peles com acne
de grau I, conforme mostra a figura 13, caracterizada pela presença
de comedões16. Este tipo de pele irá oferecer menor risco de
contaminação ao ser manipulada.

b) Pele com Solução de
Continuidade:
que caracteriza uma pele que apresenta lesões que interrompem a continuidade do tecido. Neste
caso, também podem ser incluídas as peles com acnes de grau II
(pápulo-pustulosa), grau III (nódulo-cística), grau IV (conglobata) e grau V
(fulminans). Uma pele que apresenta solução de continuidade, como mostra a figura 14, acaba
oferecendo maior risco de contaminação para o profissional, pois ao manipular este tipo
de pele, pode entrar em contato com fluídos orgânicos como sangue, ainda
que em pequena quantidade, e exsudatos provenientes da extração de pústulas
ou de lesões abertas. As lesões existentes nos tecidos podem ser, não
somente lesões de acne, mas manifestações de alguns tipos de doenças.
Algumas lesões possuem na sua superfície, ou no seu interior, o agente
infeccioso, como por exemplo, as lesões do herpes simples e da tuberculose.

De acordo com as Precauções Universais (CDC, 1987),
sangue e certas secreções de todos os clientes, que forem
atendidos dentro da estética devem ser considerados
potencialmente infectantes para HIV (Vírus da Imunodeficiência
Humana), HBV (Vírus da Hepatite B) e outros patógenos, mesmo
estes clientes estando aparentemente saudáveis.

O profissional deve saber que a pele e as mucosas
possuem uma determinada permeabilidade, e que este fator
pode influenciar o seu contágio por microorganismos, e que
a chance de contágio será ainda maior, se a pele ou
mucosa estiverem lesionadas, por exemplo: a retirada da
cutícula das unhas é uma forma de agressão e que pode facilitar
a penetração de microorganismos. Segundo Lavery et al
(1997, p. 258), uma pele saudável e intacta representa uma
barreira eficaz contra diferentes tipos de vírus e bactérias.

Portanto, é de extrema importância o
conhecimento dos fatores de risco presentes, durante a realização de
uma limpeza de pele, pois só assim

o profissional de estética irá se paramentar de
forma adequada durante o atendimento dos seus clientes,
evitando situações, como demonstra a figura 15, na qual o
profissional não utiliza avental, touca e óculos de proteção.

Figura 13 – Acne Grau I

Fonte: Dermatologia.net

Figura 14 – Acne Grau II

Fonte: Dermatologia.net

Figura 15 Uso Incompleto dos Equipamentos de Proteção Individual

Principais Doenças Infecto-Contagiosas

Conforme abordado anteriormente, são vários os
fatores presentes em uma limpeza de pele, que podem favorecer
a contaminação do profissional, por alguma doença
infecto-contagiosa.

“Infecção é a invasão do corpo por microorganismos
patogênicos e a reação dos tecidos à sua presença e à das toxinas por
eles geradas”
. (PACIORNIK, 1975, p. 313).

Segundo Teixeira e Valle (1996, p. 55-56), as vias de penetração
por microorganismos são: via aéreas superiores, via cutânea e via ocular.

Através das vias aéreas superiores (nariz e boca), o
profissional pode inalar ou aspirar, gotículas de saliva ou
secreção nasofaringeana contaminadas, que podem ser eliminadas
pelo cliente, durante a fala, tosse ou espirro.

Por via cutânea, quando o profissional possui cortes ou
ferimentos, e entra em contato direto com secreções ou sangue
contaminados do cliente ou sofre um acidente com agulha contaminada.

Por via ocular, quando secreções contaminadas, atingem
a conjuntiva dos olhos. Um exemplo seria durante uma
extração, quando o profissional ao realizar pressão com os dedos
para extrair uma pústula, o exsudato contaminado atingisse o
seu rosto e olhos.

As principais doenças infecto-contagiosas que serão abordadas
e que podem representar riscos para o profissional de estética
na realização de limpezas de pele, são: herpes simples, hepatite
B, hepatite C, gripe, resfriado, tuberculose e, até mesmo, a AIDS.

Herpes Simples: Para Baptista
(2003, p. 1), o herpes simples é uma
doença infecto-contagiosa ocasionada por um vírus denominado vírus
do herpes simples (HSV), e que se divide em dois tipos: o HSV-I e
o HSV-II.. Boraks (2001, p. 206), considera que é uma doença universal,
de grande poder de disseminação e, que apesar de infectar cerca
de 90% da população, não se manifesta clinicamente em mais
de 30%. Ainda de acordo com o autor (2001, p. 206), o HSV-I é
responsável pelo herpes labial e o HSV-II pelo herpes genital. Porém, o VHS-I
é o agente etiológico em 20% das infecções genitais primárias, e
o VHS-II pode ser causa de infecções em outras áreas, além
da região genital.

De acordo com Baumann e Santo (1991, p. 75), o herpes
caracteriza-se pelo aparecimento de
vesículas17 agrupadas, conforme a
figura 16, e que se localizam especialmente nos lábios, conforme
mostra a figura 17, e nos genitais, mas que podem surgir em
qualquer outra parte do corpo como: olhos (por meio da
auto-inoculação pelas mãos), face, nariz, e cavidade oral.

Conforme Baptista (2003, p. 1), a infecção ocorre quando uma
pessoa não infectada entra em contato direto com lesões
herpéticas infectadas com o vírus, através da pele ou da mucosa, o
que caracteriza a infecção primária.

Figura 16 – Vesículas Agrupadas

Fonte: Dermatologia.net

Figura 17 – Lesão de Herpes Simples

localizada no Lábio
Inferior

Fonte: Dermatologia.net

A figura 18 mostra lesões de
herpes simples mais agressiva, que costuma ocorrer na
infecção primária ou quando o indivíduo está
muito debilitado. De acordo com Veronesi (1976, p.
62), o herpes também é transmitido, através do contato
direto com a saliva de pessoas contaminadas, mesmo essas
sendo assintomáticas.

Figura 18 – Herpes Simples mais Agressiva – Fonte: Boraks
(2001, p. 209).

“O primeiro contato com o vírus ocorre em geral ainda na infância, sendo que
grande parte da população já está contaminada quando se expõe
a pessoas portadoras durante a vida”.
(BORAKS, 2001, p. 115).

O autor (2001, p. 206), considera ainda que, o vírus penetra
na célula e se reproduz. A partir daí, penetra no tecido
nervoso, onde permanece em latência. Fatores como
estresse emocional, baixa de resistência, exposição ao sol, frio
intenso, podem reativar o vírus que retorna à superfície do
epitélio, provocando as manifestações clínicas. A transmissão
pode ocorrer tanto de pessoas com manifestação clínica
evidente, como assintomáticas.

“A sintomatologia da doença caracteriza-se por mal-estar,
náuseas, cefaléia, irritabilidade, aumento da temperatura (febre)
e adenopatia cervical18
. (BORAKS, 2001, p.
206).

De acordo com o mesmo autor (2001, P. 206), o aparecimento da
doença é precedido, cerca de um dia antes, de várias sensações:
prurido, queimação ou “formigamento”,
em geral acompanhados de eritema. Em seguida
surgem vesículas múltiplas, cheias de
líquido19 claro ou amarelado, que se rompem
dois a três dias após o seu
aparecimento, deixando úlceras. Surge então
uma crosta escura e endurecida, conforme é demonstrado na figura 19, que se destaca 7 a 15
dias, caracterizando o período de involução ou regeneração
da lesão.

figura19

Figura 19 Crosta provocada pela Ruptura das Vesículas

Conforme Baumann e Santo (1991, p. 75), no estágio em que
as vesículas se rompem e formam feridas com secreções,
o perigo de transmissão é maior.

“Após a infecção primária o vírus penetra nas
células epiteliais, atingindo em seguida o sistema nervoso
periférico, onde permanece em estado latente no interior de
gânglios nervosos, mantendo-se assim, em equilíbrio com
o hospedeiro, até que fatores estimulantes façam com que
o vírus se exacerbe, provocando recidiva da lesão”
(BORAKS, 2001, p. 207).

De acordo com Boraks (2001, p. 207), a infecção recorrente
instala-se em uma pessoa previamente infectada e é caracterizada
pela reativação do vírus, com alguns sintomas semelhantes ao
da infecção primária, porém menos severos, que aparecem até
dois dias antes das lesões típicas. As lesões involuem num prazo de
7 a 15 dias e o vírus fica novamente em período de latência em
um
gânglio nervoso. Os períodos de recorrência
são variáveis podendo ocorrer em intervalos de
dias, meses ou anos e estão diretamente relacionados
a fatores climáticos, orgânicos (imunitários)
e emocionais. Ainda, segundo o autor, as vacinas anti-herpéticas são duvidosas e ineficazes.

Para o profissional de estética, a forma de prevenção
mais adequada é o uso correto dos equipamentos de proteção
individual.

Hepatite B: Conforme Veronesi
(1976, p. 162), a hepatite B é uma
infecção causada pelo vírus HBV, conforme a figura 20, que provoca
lesões degenerativas ou inflamatórias no fígado. Pode se apresentar
em intensidades variáveis, desde um quadro clínico agudo
(de evolução rápida) e benigno, até um quadro grave e fatal,
ou ainda evoluindo para hepatopatias20 crônicas (que
evoluem lentamente e perduram por muito tempo). Yoshida
(1996, p. 258), aborda que no Brasil os dados indicam a incidência
anual, em torno de 22% de casos agudos de hepatite B
atendidos ao longo dos últimos seis anos, sendo a freqüência
maior (63%), na faixa de 21 a 40 anos. A esta ocorrência de
casos novos soma-se a população de portadores crônicos
que compõem o reservatório de vírus da população.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná
(2004), existem mais de 300 milhões de pessoas portadoras do vírus
da hepatite B no mundo. Os bancos de sangue do Estado do
Paraná detectam anualmente perto de 30.000 novos doadores
infectados pelo vírus da hepatite B, e destes, 2.000 são portadores do
HBV. Em mais dos 60% dos casos em adultos a infecção pela
hepatite B é assintomática, ou seja, a pessoa não sabe que tem a doença.

A figura 21, mostra países e áreas em todo o mundo,
que apresentam risco moderado a alto para a infecção
pela hepatite B, sendo o Brasil um deles, segundo estimativas
da Organização Mundial da Saúde para o ano de 2003.

A hepatite B é extremamente contagiosa e pode ser
propagada por pessoas que não sabem que são portadoras do vírus.
Existem portadores que permanecem assintomáticos durante anos.

epatiteb

Figura 20 – Partículas do HBV isoladas no Plasma Humano

mapaepatite

Figura 21 – Países/áreas, com risco moderado a alto

de infecção pela hepatite B

Para Yoshida (1996, p. 261), o vírus é transmitido parenteralmente
(por via sangüínea), por meio de exposição da pele lesionada ou
mucosa ao sangue ou a outros fluídos orgânicos.
Fluídos orgânicos como: secreções nasais, pus, suor e
lágrimas apresentaram HBsAg (antígeno indicador da infecção),
porém o risco de transmissão por meio dos mesmos é
extremamente baixo ou inexistente.

“A concentração mais elevada do vírus é observada
no sangue, estando presente também em exsudatos.
Menores concentrações, porém significativas, são encontradas
no sêmen, no fluído vaginal e na saliva de indivíduos com
viremia. Portanto, exposição ao sangue e contatos sexuais
são modos mais comuns de transmissão do HBV. O
vírus permanece viável em superfícies secas à
temperatura ambiente por um período de sete dias e, possivelmente,
até por períodos mais longos. Mesmo em quantidades
ínfimas de sangue ou soro21, um indivíduo pode se contaminar
no caso de inoculação percutânea, contato com superfície
ocular ou outras mucosas e ainda por uma exposição
inadvertida, através de cortes e arranhões preexistentes na pele ou
na mucosa”
(YOSHIDA, 1996, p. 261).

Conforme Jorge (2002, p. 9), o vírus da hepatite B pode estar
presente no sangue em concentrações muito elevadas, podendo
ser transmitido por várias vias com quantidades insignificantes
de sangue (0,000025 ml).

As formas possíveis de contágio que poderiam ocorrer com
o profissional de estética, durante uma limpeza de pele,
seriam através de um acidente com agulha contaminada, ou através
do contato direto da pele ou mucosa do profissional, com
sangue contaminado, exsudatos purulentos ou secreções como,
por exemplo, a saliva.

Segundo Yoshida (1996, p. 260), a maioria dos indivíduos que
são infectados pelo vírus da hepatite B desenvolve uma infecção
aguda, podendo ou não apresentar sintomas. O período médio
de incubação é de 120 dias e os sintomas e sinais mais comuns
em adultos são: anorexia, náuseas, vômitos, dor
abdominal, hepatomegalia22 e
icterícia23.

Ainda conforme a autora (1996, p. 260), a doença em adultos é
resolvida, obtendo-se a cura. O vírus é eliminado e são produzidos
anticorpos específicos (anti-HBs), que conferem imunidade ao
indivíduo. Porém, em portadores assintomáticos, a fase aguda pode
evoluir para a fase crônica, e os indivíduos sem saber, podem transmitir
o vírus para outras pessoas.

“A hepatite B apresenta cura espontânea em até 90% dos
casos, mas a taxa de cronificação varia de acordo com a idade da
infecção, de 85% em
recém-nascidos e entre 6% a 10% em adultos. Cerca de 50%
dos doentes crônicos desenvolvem cirrose hepática ou
carcinoma hepatocelular”
(Ministério da Saúde, 2002).

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná
(2004), considera que após a fase aguda, estado inicial
da doença, 10 a 5% dos doentes, não se curam
da infecção e desenvolvem a hepatite crônica.
Desses, 30% podem desenvolver cirrose e câncer de fígado e aproximadamente
70% permanecem com o vírus, transmitindo a doença para
outras pessoas.

hvc

Figura 22 – Partículas do HCV isoladas em Plasma Humano

Conforme o Ministério da Saúde (BRASIL, 2000b), uma
das principais medidas de prevenção para a hepatite B é a
vacinação pré-exposição. A vacina é extremamente eficaz, não
apresenta toxicidade e é aplicada em 3 doses, devendo ser indicada
para todos os profissionais da saúde.

Yoshida (1996, p. 266), afirma que de acordo com as medidas
de precauções universais, todo o sangue ou fluído orgânico
deve ser considerado potencialmente infectado, e o contato
com os mesmos, deve ser prevenido por meio do uso
adequado dos equipamentos de proteção individual.

mapaedp

Figura 23 – Prevalência de Infecção por Hepatite C nos
diversos Países do Mundo

Hepatite C: O texto de convocatória da oitava
Conferência Internacional sobre Hepatite C, realizada em Londres
Inglaterra, em setembro de 2004, mostra que 3% da população mundial (aproximadamente 170 milhões
de pessoas) está infectada pelo vírus HCV, que é mostrado
na figura 22. A doença foi identificada em 1989 e hoje é
reconhecida como a maior causa de cirrose e câncer do fígado.

A figura 23 mostra a prevalência da infecção pela hepatite C,
no ano de 2003, nos diversos países do mundo. Entre a
população do Brasil, a prevalência de infecção encontra-se na faixa de
1% a 2,4%.

“Atualmente, a infecção pelo vírus da hepatite C é
considerada
por muitos especialistas a doença infecciosa crônica
mais importante em todo o mundo”
. (Ministério da Saúde, Programa Nacional para prevenção
e controle das Hepatites virais, 2002, p.1).

Assim como a hepatite B, a hepatite C é uma infecção
causada por vírus (HCV), que provoca lesões predominantes no
fígado, degenerativas ou inflamatórias. É transmitida principalmente
pelo contato direto de mucosas ou pele lesionada, com sangue
ou algumas secreções corporais de pessoas contaminadas. O
contágio também pode ocorrer por meio de acidentes com agulhas
ou quando o profissional é atingido por secreções de uma
pessoa contaminada.

De acordo com Varella24, após a infecção com o vírus da
hepatite C, o doente pode apresentar, em alguns casos, sintomas
como mal-estar, vômitos, náuseas, icterícia e dores musculares,
que caracterizam a fase aguda da doença. Porém esta hepatite
é assintomática na maioria dos casos e o portador só saberá
que está doente, anos após ter sido infectado, já estando em
fase crônica e com o risco de desenvolver cirrose e câncer de fígado.

“Entre as pessoas infectadas pelo HCV, apenas 15% a
20% eliminam o vírus do organismo, enquanto cerca de 80% a
85% evoluem para a infecção crônica, sob diferentes
apresentações. Vários estudos demonstram que 20% dos portadores crônicos
de hepatite C evoluem para cirrose e entre 1% a 5%
desenvolvem carcinoma hepatocelular. O tempo de evolução para o
estágio final da doença é de 20 a 30 anos”
(Ministério da Saúde, Programa Nacional
para prevenção e controle das Hepatites
virais, 2002, p.1).

Ainda não foi desenvolvida uma vacina para a hepatite C. A
forma mais eficaz de proteção para o profissional de estética é o
uso correto dos equipamentos de proteção individual.

Influenza (Gripe): Veronesi (1976, p. 16), considera que a gripe é
uma doença viral, de evolução rápida e intensa
(aguda), geralmente benigna, mas que pode se agravar e até
mesmo levar à morte. É uma doença altamente contagiosa que
atinge de forma evidente o aparelho respiratório. Afeta milhões
de pessoas a cada ano, ocupando o primeiro lugar entre
as doenças de distribuição universal.

De acordo com Neto et al (2003, p. 267), o vírus da gripe é
conhecido como Myxovirus influenzae, conforme figura 24,
também denominado vírus influenza, que se subdivide em A, B e C,
sendo que somente os do tipo A e B, tem relevância clínica em
humanos. Devido à sua grande capacidade de mutação acaba gerando
novas variantes, para as quais a população não está
imune.Veronesi (1976, p. 22), afirma que devido ao aparecimento das variantes
do vírus, a percentagem de proteção que a vacina contra a
gripe oferece apresenta uma grande variação, sendo em média de 80%.

Ainda segundo o autor (1976, p. 17), o vírus influenza se encontra
em abundância na região nasofaringeana, e transmite-se
por meio do contato direto com gotículas da
secreção nasofaringeana que pessoas infectadas eliminam ao
tossir, falar ou espirrar, e são inaladas ou aspiradas por
outra pessoa. Quando o vírus atinge as vias
respiratórias superiores, invadem as células epiteliais que revestem
as mucosas dessas vias e se multiplicam, conforme figura
25, sendo eliminados nos exsudatos resultantes do
processo inflamatório que provoca. A deposição deles em
roupas, utensílios e objetos pode viabilizar sua disseminação.
Ambientes fechados onde se aglomeram muitas pessoas contribuem para
a sua disseminação, bastando existir apenas uma pessoa
infectada, para que a doença possa se alastrar.

“O período de
incubação25 varia entre 24 e 72 horas. O vírus
pode ser encontrado desde o início dos sintomas nas secreções
nasais e faringianas e persiste enquanto houver febre”.
(VERONESI, 1976, p. 20).

Ainda de acordo com o autor (1976, p. 20), as características clínicas
da doença são: febre entre 38º C e 40º C, calafrios, suor
excessivo, tosse seca, dores musculares e articulares, fadiga, mal-estar,
dor de cabeça, nariz obstruído, coriza, dor e irritação na
garganta, podendo todos ou somente alguns sintomas estar presentes.
O quadro clínico ainda pode sofrer complicações, evoluindo
para bronquites, bronquiolites e pneumonias.

Nas últimas décadas, a imunização anual com vacinas
inativadas contra influenza, tem sido a principal medida para a profilaxia
da gripe e redução da morbi-mortalidade, relacionada à
doença. Atualmente, entre 180-200 milhões de doses de vacina
contra influenza são distribuídas e utilizadas a cada ano no mundo
(NETO et al, 2003, p. 271).

Na estética, a gripe pode ser prevenida por meio da vacinação
e pelo uso correto dos equipamentos de proteção individual.

Figura 24 Myxovirus Influenzae

Fonte: Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ).

Figura 25 – Hemácia infectada com o

Vírus da Gripe

Fonte: Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)

Resfriado Comum: Veronesi
(1976, p. 11), considera que o resfriado comum é uma afecção aguda, altamente contagiosa e que atinge o
trato mais alto do aparelho respiratório (cavidade nasal e faringe).
Não apresenta grande comprometimento do estado geral e na
maioria

dos casos não é acompanhado de febre, sendo
considerado pouco grave.

Figura 26 – Bactérias em forma de bastão:

Bacilos da Tuberculose

Fonte: Wikipedia: a Enciclopédia livre.

Figura 27 – Grupos de Mycobacterium

Tuberculosis

Fonte: Wikipedia: a Enciclopédia livre.

“Cinco famílias diferentes de vírus podem causar os resfriados.
O vírus mais freqüentemente envolvido é o rinovírus. Devido à
grande variedade de vírus, não existem ainda vacinas para proteger
as pessoas destas viroses”.
(LANÇA, 2001a, p.
1).

Segundo Veronesi (1976, p. 12), a principal via de transmissão se dá
a partir do contato direto com gotículas de
secreções nasofaringeanas contaminadas, eliminadas pela boca ou
nariz do doente ao falar, tossir e espirrar. Essas gotículas
contaminadas são inaladas por outra pessoa e depositam-se na mucosa
nasal. Os vírus que chegam até a conjuntiva dos olhos, também
podem se estender até o nariz, desenvolvendo a doença. O vírus
também pode sobreviver horas na superfície dos objetos e nas mãos
das pessoas infectadas.

Ainda, de acordo com o autor (1976, p. 13), os sintomas surgem de
um a três dias, após a pessoa entrar em contato com o vírus, e
podem durar até uma semana, na maioria dos casos. Dentre
as características clínicas, destacam-se: coriza
intensa, obstrução do nariz dificultando a respiração, espirros,
tosse e garganta inflamada (dolorosa), diminuição do olfato e
da gustação, dores pelo corpo, dor de cabeça. A febre é rara
e, quando presente, não ultrapassa 38ºC.

Na estética, o resfriado pode ser prevenido, através do uso
correto dos equipamentos de proteção individual.

Figura 28 – Lesões Ulceradas de Tuberculose Cutânea

Fonte: Cardoso (2003, p. 4).

Tuberculose: Para Veronesi
(1976, p. 317), a tuberculose é uma
doença infecto-contagiosa que atinge principalmente os
pulmões (tuberculose pulmonar), podendo afetar outros órgãos como
pele, conforme é mostrado na figura 28, rins, ossos, intestinos,
cérebro, etc. (tuberculose extrapulmonar). Seu agente etiológico é o Mycobacterium tuberculosis, conhecido também por
bacilo26 de Koch27, núcleos de Wells contêm bacilos da tuberculose
envoltos, por uma camada de muco e podem permanecer no ar
durante horas, em ambientes úmidos e mal iluminados.
É indireta também a transmissão que se realiza por
via digestória, através de objetos e alimentos
contaminados.”
(VERONESI, 1976, p. 318).

De acordo com Lança (2001b, p. 2), após a transmissão do bacilo
de Koch, várias situações podem ocorrer. A primeira é que o
indivíduo, através das suas defesas, pode eliminar o bacilo sem
nada acontecer. Na segunda situação, os microorganismos
se desenvolvem, mas não causam a doença. Veronesi
(1976, p. 318), afirma que essa segunda situação, também é conhecida como
infecção tuberculosa, na qual os microorganismos causam apenas
lesões discretas, não progressivas, que evoluem para formas
cicatriciais. Na terceira situação, ocorre o desenvolvimento da doença.
De acordo com o autor (1976, p. 318), no contexto patogênico, a
tuberculose pode ser dividida, conforme a fase em que se
apresenta: tuberculose primária, que ocorre em um organismo que
nunca foi infectado; e tuberculose pós-primária ou de reinfecção,
na qual a ativação da doença pode ocorrer logo após a
infecção primária ou anos depois. Também pode ocorrer devido
a novos contágios, por reinfecção exógena ou por
reativação endógena de focos tuberculosos preexistentes,
oriundos de disseminação da infecção primária.

Veronesi (1976, p. 317), explica que a tuberculose pulmonar possui
um início silencioso e, sua evolução, que pode durar meses ou
anos, se dá de forma crônica com febre, tosse, expectoração, falta
de apetite e emagrecimento.

Uma das formas mais importantes de prevenção da
tuberculose pelo profissional de estética é o uso adequado dos
equipamentos de proteção individual.

Figura 29 – Incidência de Tuberculose nos vários Continentes .

Figura 30 HIV “atacando” Células do Sangue

Fonte: Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ).

AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida): Segundo Boraks (2001, p. 214-215), a síndrome da imunodeficiência adquirida, cuja sigla
na língua portuguesa é SIDA, e em inglês é AIDS, é causada pelo
vírus da imunodeficiência humana (HIV), que ao penetrar na
corrente sangüínea, irá infectar os linfócitos
T4, que são as
células responsáveis pela imunidade celular. A figura 30 mostra
pequenos pontos pretos (HIV), atacando células do sangue. Na
realidade não é uma doença e sim um estado de deficiência
imunológica. De acordo com Sion et al (1986, p.
21), ocorre uma profunda supressão da resposta imune mediada pelos linfócitos
T4.

“A síndrome de imunodeficiência adquirida (AIDS) é a
doença infecciosa que mais mata no mundo. Desde que foi
reconhecida pelo CDC (sigla em inglês para Centro para o Controle de
Doenças), de Atlanta, EUA, em 1981, a AIDS se espalhou rapidamente,
sendo considerada uma epidemia mundial, já no final da década
de 1980. Hoje, de acordo com dados da Organização Mundial
de Saúde (OMS), 40 milhões de pessoas possuem a
enfermidade. Do total de infectados, aproximadamente 95% vivem em
países em desenvolvimento, sobretudo na África, onde 10%
da população está contaminada. No Brasil, já foram notificados
mais de 215 mil casos, principalmente, nas regiões Sudeste e Sul.
A AIDS não tem cura e já matou cerca de 20 milhões de
pessoas desde o início da
epidemia.”
(COELHO, 2004)28.

Figura 31 – Sarcoma de Kaposi

Fonte: Dermatologia.net

Ainda de acordo com Coelho, o HIV compromete o
sistema imunológico, impedindo que ele realize
a defesa do organismo contra as agressões
de bactérias, outros vírus, parasitas
e células cancerígenas. Após a pessoa
ter sido contaminada pelo HIV, decorre um certo tempo até o aparecimento de sintomas como fraqueza, febre, emagrecimento e diarréia prolongada, sem causa aparente. Sendo que, mais da metade dos soropositivos, só irão apresentar os sintomas da AIDS, após oito anos de infecção.

Sion et al (1986, p. 30), afirma que a AIDS manifesta-se clinicamente por: infecções oportunistas causadas por protozoários, fungos, bactérias e vírus, sendo que a pneumonia provocada pelo protozoário Penumocystis carinii é a mais comum; neoplasias raras como o Sarcoma de Kaposi, atingindo com maior freqüência a pele; além de outras neoplasias malígnas.

Segundo Serra29, as lesões do Sarcoma de Kaposi, conforme figura 31, são elevadas, de coloração vermelho-arroxeada, e podem se localizar em qualquer parte da pele, podendo ser única, ou múltipla. Seu agente causador é um tipo de vírus, denominado Herpes Vírus Humano 8 (HHV8) ou Herpes Vírus do Sarcoma de Kaposi (HVSK).

Boraks (1996, p. 184), afirma que a transmissão ocorre através da inoculação do vírus na corrente sangüínea, por meio de sangue e esperma contaminados, sendo rara a transmissão por meio do suor, lágrima e saliva.

Oda et al (1996, p. 249), explica que a transmissão por meio de fluídos como secreções nasais, pus, suor e lágrimas, é extremamente baixo ou inexistente. Porém, o HIV têm sido demonstrado em alguns desses fluídos. Precauções de proteção devem ser tomadas com relação ao sangue e fluídos corpóreos que contenham sangue.

“Além de ter poder invasor bem menor do que o vírus da hepatite B, o HIV necessita de concentrações bastante elevadas para produzir um processo infeccioso”. (LIFSON30, 1988; PIZZACOLO31″ et al, 1988 apud ODA et al, 1996).

Conforme Lavery et al (1997, p. 258), uma pele saudável e intacta, representa uma barreira bastante eficiente, contra a penetração por diferentes tipos de bactérias e vírus, inclusive o HIV.

Na estética, durante a realização de limpezas de pele, a contaminação pode ocorrer quando o profissional entrar em contato, através da mucosa ou pele lesionada, com sangue contaminado ou secreções, que também contenham sangue. Também pode ocorrer por meio de um acidente com agulha contaminada com sangue.

Segundo Jorge (2002, p. 1), existe uma grande dificuldade de identificar todos os portadores do HIV, uma vez que existem portadores assintomáticos, e que não sabem que estão com o vírus. Por isso, todas as pessoas devem ser consideradas como portadores em potencial, de algum microorganismo patogênico. De acordo com Lavery et al (1997, p. 258), existem pessoas infectadas com o HIV há 13 anos e que não desenvolveram nenhum sintoma da doença.

Oda et al (1996, p. 240), afirma que pelo fato da AIDS ser uma doença de maior gravidade que a hepatite B, as medidas necessárias para a proteção são as mesmas utilizadas para a hepatite B, as quais incluem a utilização de equipamentos de proteção individual de forma adequada.

Metodologia

Esta pesquisa se caracteriza como um Estudo de Caso, onde se analisa o conhecimento dos profissionais da área de estética, em relação à utilização dos equipamentos de proteção individual na realização de limpezas de pele.

O estudo de caso foi realizado, durante o período de setembro a outubro de 2004, e destacou-se como amostra desta pesquisa, 32 profissionais de estética da região de Curitiba, que exercem a prática da limpeza de pele.

Foi utilizado, como instrumento de coleta de dados, um questionário de nove questões fechadas, sobre o conhecimento, indicação e utilização dos equipamentos de proteção individual (EPI’s), durante a realização de limpezas de pele e sobre o procedimento em si. A elaboração do questionário foi baseada em um artigo publicado por Greppi e César (2002, p. 3 e 4), realizando-se as modificações necessárias para a área de estética.

O questionário foi embasado:

a) No conhecimento dos profissionais em relação ao que são equipamentos de proteção individual;

b) Nos equipamentos de proteção individual, que os profissionais acham importante serem utilizados, durante uma limpeza de pele;

c) Nos equipamentos de proteção individual, que os profissionais utilizam durante o procedimento de limpeza de pele;

d) Na forma de utilização da máscara pelos profissionais: sobre o nariz, abaixo do nariz ou não utilizam;

e) No que os profissionais costumam fazer com a máscara e gorro por eles utilizados: jogam fora, reutilizam ou não utilizam;

f) Na limpeza de pele considerada como um procedimento que oferece risco de contaminação para a esteticista;

g) Se na realização das limpezas de pele, ocorrem ou não pontos de sangramento;

h) Se os profissionais já entraram em contato direto com sangue ou outro fluído do cliente;

i) No procedimento adotado pelos profissionais quanto à retirada das luvas: puxam pela ponta dos dedos; puxam pelo punho; lavam e retiram pelo punho; ou não utilizam luvas.

Resultados

Os dados obtidos foram analisados quantitativamente, com base na amostra da pesquisa de 32 entrevistados, e expressos em gráficos de forma a facilitar a visualização, e
posterior análise. Para cada pergunta é apresentado um gráfico,
com a respectiva legenda e as porcentagens dos dados obtidos.

Gráfico 1 Conhecimento sobre Equipamentos
de Proteção Individual

O gráfico 1, aborda o conhecimento dos profissionais, com relação ao
que são os equipamentos de proteção individual.

Podemos observar, que 87,5% dos profissionais entrevistados,
tinham conhecimento do que era equipamento de proteção individual
(EPI), enquanto 12,5% não sabiam

Gráfico 2 Equipamentos de Proteção
Individual que devem ser utilizados

O gráfico 2, diz respeito à opinião dos profissionais, em relação à
quais equipamentos de proteção individual, devem ser utilizados durante
a realização de limpezas de pele.

Podemos observar que 87,5% dos profissionais responderam o uso
de avental; 62,5% responderam o uso de óculos; 100% responderam tanto
o uso de máscaras, quanto o de luvas; 72% responderam o uso de gorro
e, 0% dos profissionais, responderam não ser importante nenhum
dos equipamentos.

Gráfico 3 Equipamentos de Proteção
Individual utilizados pelos Profissionais

O gráfico 3, mostra quais os equipamentos de proteção individual
os profissionais utilizam, durante a realização de limpezas de pele.

Podemos verificar que 84% dos profissionais responderam o uso de
avental; apenas 28% responderam o uso de óculos de proteção; 97%
responderam o uso de máscara; 100% responderam o uso de luvas; 62,5%
responderam o uso de gorro e 0% responderam o uso de nenhum equipamento.

Gráfico 4 Forma de utilização da Máscara
de

Proteção

O gráfico 4, diz respeito à forma de utilização da máscara
pelos profissionais: se abaixo do nariz ou sobre o nariz.

Como podemos observar 78% dos profissionais utilizam a
máscara sobre o nariz; 19% utilizam abaixo do nariz e 3% não fazem uso
de máscara.

Gráfico 5 Procedimento dos Profissionais
em relação ao Gorro e Máscara

O gráfico 5, aborda qual o procedimento adotado pelos profissionais, em
relação à máscara e gorro, por eles utilizados:
se jogam fora, reutilizam ou não utilizam.

Podemos observar, primeiramente em relação
ao gorro, que 40,6% dos profissionais jogam fora;
21,9% reutilizam e 37,5% não utilizam gorro. Com relação à
máscara: 53% dos profissionais jogam fora; 44%
reutilizam e, apenas 3%, não utilizam.

Gráfico 6 Limpeza de Pele como um Procedimento
que pode oferecer Risco de Contaminação

O gráfico 6, diz respeito à
opinião dos profissionais com relação
à limpeza de pele ser considerada ou não, um procedimento que pode oferecer risco de contaminação.

Podemos observar que 84% dos profissionais responderam que a
limpeza de pele pode ser considerada um procedimento, que pode oferecer
risco de contaminação, enquanto 16%, responderam não ser um
procedimento, que pode oferecer risco.

Gráfico 7 Ocorrência de Pontos de Sangramento

O gráfico 7 aborda se, durante as limpezas de pele realizadas pelos profissionais, ocorrem ou não, pontos de sangramento.

Podemos observar que 84% dos profissionais responderam ocorrer pontos de sangramento e, apenas 16%, responderam não ocorrer pontos de sangramento.

Gráfico 8 – Contato Direto com Sangue ou outro Fluído

O gráfico 8, aborda se os profissionais já entraram em contato direto com sangue ou outros fluídos do cliente.

Podemos observar que 28% dos profissionais responderam já terem entrado em contato e, 72%, responderam não ter entrado em contato.

Gráfico 9 – Procedimento de Retirada das Luvas

O gráfico 9, diz respeito ao procedimento adotado pelos profissionais, quanto à retirada das luvas.

Podemos observar que, 0% dos profissionais, respondeu puxar as luvas pelas pontas dos dedos; 91% responderam puxar pelo punho; 9% responderam lavar e retirar pelo punho e, 0%, responderam não utilizar luvas.

Análise dos Dados Obtidos

Analisando de forma conjunta os gráficos 1, 2 e 3, podemos observar que, apesar dos profissionais terem conhecimento do que são os equipamentos de proteção individual, não os utilizam por completo, com exceção das luvas. Além disso, muitos profissionais questionaram o uso de óculos, dizendo que a lupa já seria uma forma de proteção. A lupa não pode ser considerada um equipamento de proteção individual, pois não protege de forma adequada e segura a área dos olhos.

Com relação ao gráfico 4, uma quantidade bastante significativa de profissionais (19%), utiliza a máscara de forma inadequada, ou seja, abaixo do nariz. Segundo Guandalini et al (1997, p. 15-16), a máscara representa a mais importante medida de proteção das vias superiores e deve estar bem adaptada protegendo toda a região logo abaixo dos olhos (nariz e boca).

No gráfico 5, uma grande quantidade de profissionais afirmou reutilizar a máscara (44%) e gorro (21,9%). No questionário, muitos destacaram ao lado da alternativa, que dizia respeito à reutilização das máscaras, que lavavam as mesmas para posterior reutilização. Segundo Guandalini et al (1997, p. 16), após duas horas de uso, as máscaras perdem o poder de filtração. Além disso, depois de usadas, as máscaras representam um grande nicho de microorganismos, e devem ser descartadas, em lixo próprio para este fim: hospitalar.

Analisando o gráfico 6, a limpeza de pele foi considerada um procedimento, que pode oferecer risco de contaminação, por 84% dos profissionais. Durante o procedimento, o profissional, ao manipular a pele do cliente e durante a extração de comedões e pústulas, pode entrar em contato com fluídos orgânicos como sangue, ainda que em pequena quantidade, exsudatos purulentos, secreções provenientes de lesões abertas (pele não intacta), e até mesmo a saliva (por meio de gotículas que são lançadas no ar, provenientes da fala, espirro ou tosse do cliente). Além disso, pode ainda entrar em contato, com diversos tipos de lesões, que podem existir na pele do cliente. Estas alterações nos tecidos podem ser, não somente lesões de acne, mas manifestações de alguns tipos de doenças.

No gráfico 7, a maioria dos profissionais (84%) afirmou ocorrerem pontos de sangramento, durante a realização de limpezas de pele. Essa informação é de suma importância, pois de acordo com as Precauções Universais CDC (1987), sangue e certos fluídos de todos os pacientes devem ser considerados, potencialmente infectantes para HIV, HBV e outros patógenos.

Com relação ao gráfico 8, uma porcentagem significativa de profissionais (28%), afirmou ter entrado em contato direto com sangue ou outro fluído do cliente. De acordo com as Precauções Universais (CDC, 1987), os profissionais devem evitar contato direto com matéria orgânica, através do uso de barreiras protetoras como luvas, aventais, máscaras, gorros e óculos (equipamentos de proteção individual), os quais irão reduzir as chances de exposição da pele e mucosas a materiais infectados.

De acordo com o gráfico 9, a maioria dos profissionais (91%), procede a retirada das luvas de forma correta. Segundo Guandalini et al (1997, p. 18-20), as luvas devem ser removidas pelo punho, evitando tocar na sua parte externa e devem ser jogadas no lixo para materiais contaminados (hospitalar).

As informações obtidas sobre a utilização dos equipamentos de proteção individual (EPI,s), pelos profissionais da área de estética, mostraram que a grande maioria sabe o que são EPI’s e a importância da sua utilização, sendo que os mesmos referem a não utilização por completo dos equipamentos, durante a realização de limpezas de pele, mesmo sabendo que o procedimento pode oferecer riscos de contaminação.

Acreditamos que modificações em relação à conduta adotada pelos profissionais da área de estética, venham contribuir com a manutenção da saúde e prevenção de doenças, através de uma maior conscientização em relação a biossegurança.

Considerações Finais

A Biossegurança estabelece ações para a proteção da saúde humana e uma delas inclui a utilização dos equipamentos de proteção individual. Os profissionais de estética, durante a realização de limpezas de pele, devem evitar o contato direto com mucosa ou pele do cliente e com matéria orgânica (sangue, exsudatos, secreções), proveniente do mesmo, por meio do uso de barreiras protetoras como luva, avental, máscara, gorro e óculos.

O uso desses equipamentos de proteção individual, reduzem as chances de exposição do profissional à possíveis microorganismos, provenientes de clientes e que podem ser causadores de doenças como: herpes simples, hepatite B, hepatite C, gripe, resfriado, tuberculose e AIDS. Além do risco de contato com matéria orgânica, a proximidade entre profissional-cliente, a alta rotatividade no atendimento e o tempo de contato prolongado, podem contribuir para a transmissão de algumas dessas doenças.

O uso inadequado ou incompleto dos equipamentos de proteção individual por parte dos profissionais, pode não constituir proteção total contra os microorganismos, já que a limpeza de pele oferece alguns riscos, que podem contribuir para a contaminação do profissional. Além disso, a eficiência e a importância de cada equipamento determina uma interdependência, e a utilização dos mesmos em conjunto, promove uma eficiência na proteção.

Desta forma, é essencial que haja conscientização para que aconteçam mudanças na conduta dos profissionais, levando-os a adotarem medidas mínimas de segurança no atendimento de todos os clientes, como forma de preservar a própria saúde e da pessoa que está sendo atendida. Acreditamos que a conscientização pode ser feita por meio de palestras abertas, demonstrações do uso dos equipamentos e até por meio da criação de cartazes explicativos.

Nota da Editora: Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito parcial à obtenção do título de Técnico em Estética Facial e Corporal, ao Instituto Martinus de Educação e Cultura, Centro Técnico de Educação Profissional Martinus, sob a orientação da Profª Denise Mercer.

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COSTA, M. A. F. Qualidade em Biossegurança. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2000.

2 Segundo Houaiss (1979, p. 740), risco é a probabilidade de perigo.

3 Centers for Disease Control and Prevention.

4 Segundo Paciornik (1975, p. 246), é um líquido orgânico seroso,
fibrinoso ou mucoso, que escorre

(exsuda) ao nível de uma superfície inflamada.

5 Para Paciornik (1975, p. 468), é qualquer substância
segregada pelo organismo, como por exemplo: urina,

suor, saliva, lágrimas, que também podem ser denominadas
de excreções, pois são jogadas para fora do

corpo.

6 O mesmo que via sanguínea.

7 Conforme Rosseti, é um polimero ou plástico derivado do
propeno ou propileno. É chamado de

termoplástico e pode ser moldado usando apenas aquecimento.

8 De acordo com Guandalini et al (1997, p. 56), luvas, máscaras
e gorros descartáveis são considerados

materiais contaminados e por isso classificados como lixo
infeccioso e seu acondicionamento deve ser

feito em lixeira com tampa acionada por pedal e no seu interior
deve ser colocado um saco de lixo

especial na cor branca com cruz vermelha e dizeres “lixo
hospitalar”ou na sua falta sacos de lixo comuns

duplos.

9 Lesão elementar de conteúdo purulento, que forma-se pela
ruptura parcial de comedões fechados.

Segundo Paciornik (1975, p. 440), pus é um exsudato
constituído por uma parte líquida (soro), leucócitos

degenerados, góbulos de gordura e microrganismos diversos, sob
a influência de uma infecção.

10 MICIK, R.E. et alii. Studies dental aerobiology: efficacy of
surgical masks in protecting dental personel

from airbone bacterial particles. Jour. Dent.
Res.
, v. 50, nº 3, p. 626, 1971.

11 Um exemplo de fibra sintética é o polipropileno, um dos
materiais usados na confecção das máscaras e

gorros descartáveis.

12 LIMA, S. N. M.; ITO, I. I. Controle de infecções no
consultório odontológico:
sistema BEDA de

controle. Ribeirão Preto: Dabi-Atlante, 1992.

13 Para Meda (2003, p. 12), é uma dermatose inflamatória
crônica, caracterizada pela inflamação do folículo pilo-

sebáceo. Pode ser classificada em: grau I (comedoniana); grau
II (pápulo-pustulosa); grau III (nódulo-cística);

grau IV (conglobata); grau V (fulminans).

14 Segundo Guandalini et al (1997, p.11), através da anamnese
é possível coletar dados a respeito da

história pessoal, médica passada e presente do cliente. É a
primeira e uma das mais importantes medidas

de proteção para o profissional e sua equipe.

15 De acordo com Moreno (2004), solução de continuidade
significa “interrupção”, ou seja, que a

continuidade foi dissolvida.

16 Caracterizados pela presença de sebo no folículo
pilo-sebáceo. Podem ser encontrados como pontos

pretos (comedões abertos nos quais o sebo sofreu processo
de oxidação) e pontos brancos (comedões

fechados). São caracterizados como sendo as lesões primárias
da acne.

17 De acordo com Boraks (2001, p. 90), vesículas são
lesões elementares de pequenas dimensões (até 3mm

de diâmetro), elevadas e circunscritas, contendo líquido em
seu interior.

18 Adenopatia cervical é o enfartamento dos gânglios cervicais.

19 Conforme Veronesi (1976, p. 63-64), o líquido contido nas
vesículas encerra vírus em abundância,

visíveis ao microscópio comum.

20 Para Paciornik (1975, p. 292 e p. 405), hepatopatias são
doenças do fígado.

21 De acordo com Paciornik (1979, p. 480), soro é a porção clara
e líquida do sangue.

22 Hepatomegalia é o aumento do volume do fígado.

23 Para Paciornik (1979, p. 307), icterícia é a coloração amarelada
da pele e mucosas devido a

presença de pigmentos biliares na corrente sanguínea.

24 VARELLA, D. Hepatite C. Diagnósticos. Disponível em:
<http://www.drauziovarella.com.br/arquivo/

arquivo.asp?doe_id=84>. Acesso em: 25 ago. 2004.

25 Segundo Paciornik (1975, p. 312), é o período que decorre entre
o contágio e o aparecimento dos

primeiros sintomas da doença.

26 Segundo Paciornik (1975, p.115), é um microrganismo em
forma de bastonete.

27 Conforme Veronesi (1979, p. 317), Robert Koch descobriu o
agente etiológico da tuberculose em 1882, e a partir daí a doença passou
a ser bem caracterizada.

28 SERRA, M. Sarcoma de Kaposi. Pele e
AIDS
. Disponível em: <http:// www.dermatologia.net> Acesso em: 23 out. 2004.

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